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EF09LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, assumindo posição diante de tema polêmico, argumentando de acordo com a estrutura própria desse tipo de texto e utilizando diferentes tipos de argumentos – de autoridade, comprovação, exemplificação princípio etc.

Produção de textosTextualização de textos argumentativos e apreciativos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF09LP03 com os meninos do 9º Ano é um desafio e tanto, mas é sempre recompensador. A intenção da BNCC aqui é fazer com que os alunos consigam escrever artigos de opinião, que são textos onde a pessoa expressa uma opinião sobre um tema, mas não é só dizer o que pensa. Eles precisam argumentar, convencer o leitor, sabe? O aluno tem que saber pegar um tema polêmico, tipo assim: "Redes sociais fazem mais mal do que bem?", e construir um texto que defenda o que ele acredita. Isso significa usar argumentos sólidos: pode ser uma citação de um especialista (argumento de autoridade), dados e pesquisas (argumento de comprovação), exemplos do dia-a-dia (exemplificação) e até princípios morais ou éticos.

A turma já vem do 8º Ano com alguma noção de argumentação. Eles já aprenderam a fazer textos dissertativos, que têm uma introdução, desenvolvimento e conclusão, mas agora é hora de dar um passo além. No 9º, eles precisam ser mais críticos e fazer conexões mais complexas, entender que não basta ter opinião, tem que saber defendê-la bem.

Uma atividade que faço pra começar a trabalhar essa habilidade é a "Roda de Debates". Aí, eu escolho um tema polêmico atual. Na última vez, usei "O uso de celulares em sala de aula". Antes do debate, peço pra galera pesquisar opiniões diferentes sobre o tema. Divido em dois grupos: um a favor e outro contra. Durante a atividade, cada aluno tem um tempo pra argumentar, e aí é legal porque eles têm que ouvir o colega pra depois contra-argumentar. Essa atividade leva uma aula inteira, umas 50 minutos. Eles reagem super bem! Da última vez, o João se empolgou tanto que até quis continuar o debate no recreio! É incrível ver como eles defendem com paixão as suas ideias e começam a desenvolver a capacidade de pensar criticamente.

Outra atividade é a "Análise de Artigos de Opinião". Trago artigos de jornais ou sites sobre temas variados pra sala. Aí peço pra cada um escolher um artigo e identificar os tipos de argumentos utilizados. Isso ajuda a entender como esses textos são estruturados na prática. Na última vez que fiz isso, fiquei impressionado com a Maria. Ela escolheu um artigo sobre vegetarianismo e destrinchou ele todo na frente da turma. Mostrou direitinho como o autor usava dados estatísticos como argumento de comprovação. Essa atividade geralmente leva duas aulas: uma pra leitura e análise individual e outra pra discussão em grupo. A galera adora porque vê como aquilo tudo se aplica no mundo real.

Pra fechar com chave de ouro, tem o "Escrevendo Meu Artigo". Depois das análises e debates, chega a hora deles colocarem a mão na massa. Nessa etapa, peço pra escolherem um tema que realmente interessa a eles. Aí dou uma aula só pra planejamento e pesquisa: eles devem pensar na tese deles, levantar argumentos e buscar evidências. Na última vez que fizemos isso, o Lucas escolheu falar sobre a importância dos esportes na escola. Ele trouxe dados sobre como a prática esportiva melhora o desempenho acadêmico e até falou com o professor de educação física pra ter mais informações – achei isso fantástico! Depois dessa preparação, dou mais duas aulas pra escrita do artigo em si. No final, fazemos uma roda de leitura onde quem se sentir à vontade lê seu texto pros colegas. É sempre emocionante ver como eles evoluem nesse processo.

Essas atividades são simples mas poderosas porque conectam teoria com prática e fazem eles pensarem fora da caixa. E olha só: o mais legal é ver como cada aluno tem um jeito único de expressar suas ideias. E tem aqueles momentos em que alguém fala algo tão inesperado ou profundo que todo mundo fica em silêncio por uns segundos... aí eu penso: "É, estamos no caminho certo". Enfim, ensinar esse tipo de escrita é desafiante mas extremamente gratificante quando se vê o crescimento dos meninos.

Ah! E se tiverem dicas de novas atividades ou adaptações dessas ideias pro 9º Ano, manda aí! Sempre bom aprender uns truques novos pra deixar as aulas ainda melhores! É isso aí pessoal, até a próxima!

E aí, continuando a falar sobre a habilidade EF09LP03, é interessante como a gente, como professor, vai sentindo o aprendizado dos alunos ao longo das aulas sem precisar aplicar uma prova formal. Claro que as avaliações são importantes, mas o dia a dia na sala de aula revela muita coisa.

Na hora que eu ando ali pela sala, observando os meninos trabalhando em suas atividades, dá pra ver claramente quem tá entendendo o lance dos argumentos no texto de opinião. Tipo a Júlia, outro dia tava lá explicando pro Lucas a importância de usar dados estatísticos pra fortalecer o argumento dela sobre os impactos do aquecimento global. Ela comentou: “Olha, se você fala que tá quente, isso é só sua opinião. Mas se você diz que a temperatura média aumentou 1°C nos últimos 100 anos e ainda cita a fonte, aí sim você tá convencendo.” Aí eu pensei: essa entendeu!

E tem aqueles momentos preciosos quando você ouve as conversas entre eles. O Caio tava debatendo com a Ana sobre um tema de redação e argumentou: “Mas, Ana, não é só dizer que a tecnologia isola as pessoas. Tem que mostrar que as interações online podem substituir as presenciais e trazer dados que comprovem isso.” Quando os alunos começam a corrigir uns aos outros ou mostrar caminhos como esse, é sinal de que pegaram o espírito da coisa.

Agora, falando dos erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo... Bom, tem de tudo. Um erro bem típico é generalizar sem dar exemplos concretos. A Mariana, por exemplo, tava escrevendo sobre como os esportes coletivos ajudam no desenvolvimento pessoal. Aí ela disse algo tipo “Esporte é bom pra todo mundo”. Daí eu perguntei: “Mas bom por quê? Qual o impacto específico?” É comum eles esquecerem de especificar e argumentar detalhadamente.

Outro erro clássico é não considerar o ponto de vista contrário. O Felipe fez um texto argumentando contra o uso de uniformes nas escolas e só apresentou argumentos negativos. Aí eu sempre falo: “Felipe, lembra que é essa falta de consideração do outro lado que enfraquece seu argumento.” E sempre dou dicas de como ele pode incluir pelo menos uma situação onde o uniforme possa ser visto como algo positivo.

Agora, sobre lidar com os desafios específicos dos alunos com TDAH e TEA, como o Matheus e a Clara... Olha, cada dia é uma nova descoberta e aprendizado. Com o Matheus, que tem TDAH, eu tento sempre quebrar as atividades em partes menores e mais fáceis de gerenciar pra ele não se sentir sobrecarregado. Por exemplo, ao invés de pedir pra ele escrever um texto inteiro de uma vez, eu peço que ele faça o planejamento das ideias num primeiro momento, depois uma introdução num segundo. E assim por diante. Isso ajuda ele a focar melhor.

Já a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela se beneficia muito quando uso materiais visuais. Tipo diagramas ou mapas mentais pra planejar os textos. Ah! E dar um tempo maior pra ela fazer as atividades também faz diferença. Às vezes ela precisa de um pouco mais de tempo para processar as informações e estruturar suas ideias. E eu aprendi que manter uma rotina previsível nas aulas ajuda muito ela a se sentir mais confortável.

Agora, claro que nem tudo funciona sempre. Tentei uma vez usar um aplicativo cheio de interações pro Matheus e percebi que ele ficou mais disperso do que focado. Já com a Clara tentei mudar muito rápido de atividades e percebi que ela ficou bem desconfortável com isso. Então é um aprendizado contínuo entender o que ajuda ou atrapalha cada um.

Bom, gente, é isso! O papo tá bom mas preciso preparar umas atividades aqui pros meninos agora. Espero ter ajudado com esses exemplos do meu dia a dia na sala de aula. Se tiverem mais dicas ou quiserem trocar ideia sobre outros jeitos de trabalhar essa habilidade ou lidar com esses desafios em sala, tô por aqui! Abraço!

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