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EF69LP43Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e utilizar os modos de introdução de outras vozes no texto – citação literal e sua formatação e paráfrase –, as pistas linguísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor e dos outros autores citados (“Segundo X; De acordo com Y; De minha/nossa parte, penso/amos que”...) e os elementos de normatização (tais como as regras de inclusão e formatação de citações e paráfrases, de organização de referências bibliográficas) em textos científicos, desenvolvendo reflexão sobre o modo como a intertextualidade e a retextualização ocorrem nesses textos.

OralidadeMarcas linguísticas Intertextualidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC é meio complicada de entender de cara, mas quando a gente pega o jeito, dá pra ver que é bem legal de trabalhar com a galera. Basicamente, a ideia é ensinar os meninos a identificar quando um texto tá usando a fala de outra pessoa e como fazer isso corretamente. Sabe quando a gente lê um texto e vê algo tipo "segundo fulano" ou "de acordo com beltrano"? Então, é isso que eles precisam aprender a identificar e usar. E, claro, tem todo aquele lance de fazer referência certinho, mas no 6º ano eu não fico cobrando formatação ABNT, não. A gente vai construindo o caminho aos poucos.

Os alunos chegam no 6º ano já com uma base legal de leitura e compreensão, né? Eles já sabem o que é uma citação porque já viram isso em filmes e livros, mas aqui a gente começa a aprofundar. Eles têm que sacar que citar não é só copiar e colar. Tem um jeito certo de apresentar aquilo, tipo assim: "segundo a professora Ana", ou "de acordo com o livro tal". E tem também a paráfrase, que é quando eles precisam explicar com as próprias palavras o que leram. É aí que entra a intertextualidade: eles vão ligar o texto deles com outros que leram ou ouviram.

Uma atividade que eu faço pra começar é bem simples: uso trechos de músicas. Todo mundo gosta de música, né? Eu trago a letra impressa, escolho uma música que a galera conhece e curto também, tipo "Aquarela" do Toquinho. Primeiro, leio alguns trechos em voz alta e pergunto quem escreveu aquilo, quem canta. Aí explico que mesmo que não sejam eles cantando ali na sala, aquelas palavras pertencem a alguém e se eles usarem essas palavras em algo que fizerem, precisam dizer de quem são.

A turma geralmente fica animada porque tem aquele lance de descobrir quem realmente escreveu algumas músicas ou partes delas. A última vez que fiz isso, o João ficou surpreso porque pensava que uma música era do cantor X, mas na verdade era escrita por outra pessoa. Isso leva uns 30 minutos e ajuda muito porque começa a abrir a cabeça deles sobre citar outras vozes.

Outra atividade que dá super certo é fazer um exercício de paráfrase com fábulas conhecidas. Eu pego umas bem famosas mesmo como "A Cigarra e a Formiga" e levo pra sala em forma de texto curto. Peço pra cada aluno reescrever a fábula nas suas próprias palavras e depois compartilhar com o coleguinha do lado. Isso faz eles pensarem: “Como eu vou explicar isso pro meu amigo sem usar as mesmas palavras da fábula?”. Eles começam a perceber que pra fazer uma boa paráfrase precisam entender bem o texto original.

Lembro do dia em que o Pedro reescreveu "A Cigarra e a Formiga" como se fosse um diálogo entre dois amigos na escola. Ele deixou todo mundo rindo porque mudou completamente o contexto, mas conseguiu manter o sentido principal. Essa atividade leva cerca de 50 minutos e dá pra fazer em duplas ou trios. E o mais legal: ver como cada um interpreta diferente.

Por fim, eu gosto muito de trabalhar com pequenos trechos de livros ou artigos – coisas simples mesmo, às vezes só uma frase ou parágrafo – e pedir pros meninos encontrarem formas de introduzir esses trechos num texto curto que eles estão escrevendo sobre um tema qualquer. Tipo assim: se estamos falando sobre meio ambiente na escola, trago uma frase impactante sobre reciclagem e peço pra eles incluírem no texto deles.

O bacana dessa atividade é quando eles percebem como uma citação pode dar peso pro argumento deles. Da última vez que fizemos isso a Ana Luiza ficou toda animada porque conseguiu usar uma frase sobre reciclagem do jornal da cidade no trabalho dela sobre o impacto do plástico nos oceanos. Ela chegou até mim dizendo: “Professor, agora meu texto parece mais sério!”. Isso leva uns 40 minutos e faço em grupos pequenos pra eles trocarem ideias entre si.

No fim das contas, o mais importante é mostrar pra eles que essas habilidades não são só regras chatas da escola. Elas ajudam na vida real também! Mostrar como isso tem uso prático faz toda diferença na motivação deles.

Bom, espero ter ajudado aí quem tá buscando ideias de como aplicar essa habilidade na prática! Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideia sobre como vocês fazem isso nas turmas de vocês também vou adorar saber!

Então, já que falei das atividades que gosto de usar, agora vou te contar como percebo que a galera tá pegando o jeito dessa habilidade sem precisar apelar pras provas formais. Acho que o jeito que você realmente vê se o aluno entendeu é no dia a dia, naquelas interações que acontecem naturalmente.

Por exemplo, quando eu tô andando pela sala durante uma atividade de leitura ou escrita, dá pra ver quem tá entendendo só pelas expressões. O Pedro, por exemplo, tava escrevendo uma redação e eu ouvi ele falando pra Laura: "Ah, aqui eu vou colocar 'segundo a professora Ana' porque foi ela que disse isso na aula passada." Aí eu pensei: "Opa, o Pedro entendeu direitinho como fazer uma citação!" Ele tava aplicando o que aprendeu de forma espontânea, sem precisar de um teste pra mostrar isso.

Outro momento é durante as conversas entre eles. Às vezes um aluno explica pro outro e isso é ouro pra gente. Tipo a Renata explicando pro João: "Cara, se você disser 'de acordo com o texto', tá mostrando que não é você falando, mas sim outra pessoa." Quando eles conseguem explicar uns pros outros assim, é um sinal claro de que internalizaram a parada.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem uns erros bem comuns que os meninos cometem nesse conteúdo. Um erro frequente é confundir a fala direta com a indireta. A Juliana, por exemplo, escreveu numa atividade: "A professora disse que 'não precisa entregar hoje'." Mas ela tava querendo fazer um discurso indireto e esqueceu de ajustar a frase. Isso acontece porque eles ainda estão aprendendo a diferenciar essas nuances entre relatar algo exatamente como foi dito e apenas transmitir a ideia.

Quando pego esse tipo de erro na hora, chamo o aluno e converso numa boa. Pergunto o que ele quis dizer e aí juntos analisamos como a frase poderia ser escrita de outra forma. Tento sempre fazer isso sem apontar como se fosse um erro gravíssimo, mas como uma oportunidade de aprender.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Com o Matheus, que tem TDAH, eu ajusto as atividades pra serem mais dinâmicas e com intervalos frequentes. Se uma tarefa tá muito longa e ele começa a perder foco, deixo ele dar uma voltinha rápida pela sala ou faço uma atividade mais prática. Também uso cores nos materiais dele; por exemplo, textos com marcações em amarelo nas partes chave. Isso ajuda muito na concentração dele.

A Clara, que tem TEA, precisa de instruções mais detalhadas e às vezes visuais. Uso cartelinhas com desenhos ou esquemas pra mostrar como montar uma frase com citação. E sempre deixo ela trabalhar em dupla com alguém de quem ela gosta e confia. Isso funciona porque ela se sente mais confortável em ambientes mais previsíveis e estruturados. O que não funcionou foi tentar forçá-la a participar de discussões grandes em grupo logo de cara. Percebi que ela ficava muito ansiosa nessas situações. Então, agora levo as coisas no ritmo dela.

No fim das contas, cada aluno tem seu jeito único de aprender e a gente vai adaptando as estratégias conforme necessário. É essa troca constante na sala de aula que faz tudo valer a pena. A sensação de ver cada um deles progredindo no seu próprio ritmo é incrível.

Bom, acho que é isso aí por hoje. Espero ter ajudado com essas dicas e experiências do mundo real aqui da minha sala de aula. Se vocês tiverem histórias ou sugestões também, manda aí! Sempre bom trocar ideia com quem tá na mesma caminhada.

Até mais!

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