Olha, quando a gente fala da habilidade EF69LP42 da BNCC, parece um bicho de sete cabeças, né? Mas, na prática, é sobre fazer os meninos entenderem como os textos que divulgam conhecimento são construídos. A gente tá falando de coisas tipo: eles precisam olhar um texto e conseguir identificar o título, as partes do texto, as imagens e tudo mais que ajuda a entender um assunto mais complexo. Eles têm que saber também como os textos usam a linguagem: quando é mais impessoal, tipo um artigo científico, ou quando é mais pessoal, como numa entrevista.
Aí você pode pensar: "Carlos, mas isso tudo não é coisa de adulto?". Não exatamente. Os meninos já vêm do 5º ano sabendo que um texto tem começo, meio e fim. Eles também já viram algumas vezes como as imagens podem ajudar a entender melhor uma história ou um assunto. O pulo do gato agora é fazer eles perceberem isso nos textos que divulgam conhecimento: como cada parte do texto tem uma função e como a linguagem muda dependendo do objetivo do autor.
Na minha turma do 6º ano, eu sempre tento trazer isso pra realidade deles. Tipo assim, vamos falar das atividades que eu faço.
Primeira atividade que eu faço é a análise de uma reportagem simples. Eu pego uma revista ou jornal que os meninos podem ter em casa. Normalmente uso algo da "Revista Recreio" ou "Superinteressante", porque tem bastante imagem e o texto é mais acessível pra idade deles. Divido eles em grupos de 4 ou 5 e dou uma cópia da reportagem pra cada grupo. Aí peço pra eles identificarem o título, as imagens, os subtítulos e tentarem entender por que cada um desses elementos tá lá. Leva umas duas aulas essa atividade.
Uma vez, quando a gente estava analisando uma reportagem sobre animais em extinção, o João fez um comentário bem interessante: ele disse que achava que as fotos dos animais tristes ajudavam a gente a sentir pena deles e querer ajudar. Olha só como ele entendeu bem o papel das imagens!
A segunda atividade que faço é criar os próprios textos usando o computador da escola. A gente vai pro laboratório de informática (quando tá disponível) e eu peço pra eles escolherem um tema que acharam interessante nas reportagens. Eles têm que criar um texto curto sobre o tema deles usando títulos, subtítulos e pelo menos uma imagem que ajuda a explicar o assunto. E aí incentivo a usar citações de outros textos que já lemos na aula. Isso leva umas três aulas no total.
Numa dessas atividades, a Mariana escolheu falar sobre planetas. Ela colocou uma imagem incrível de Júpiter e fez questão de explicar na legenda por que a Grande Mancha Vermelha era importante. Quando ela apresentou pro resto da turma, todo mundo ficou fascinado com o quanto ela sabia!
A terceira atividade envolve podcasts ou vídeos curtos sobre ciência. Eu trago uns trechos de podcasts tipo "Ciência no Dia a Dia" ou vídeos do YouTube voltados pra crianças e adolescentes. Fazemos isso em sala mesmo com um projetor ou caixa de som pequena. A ideia aqui é eles perceberem como mesmo num podcast ou vídeo tem estrutura: introdução clara, desenvolvimento do assunto e conclusão. Depois ouvimos juntos e discutimos o que acharam da linguagem usada: se era formal, informal, se usou muito termo técnico.
Da última vez, ouvimos um podcast sobre vulcões e o Lucas achou engraçado como o apresentador fazia piada com os termos difíceis pra deixar mais leve. Ele comentou isso em voz alta e abriu um debate bem legal sobre como os apresentadores usam humor pra deixar tudo mais interessante.
Essas atividades ajudam bastante porque trazem o conteúdo pra vida real dos alunos. Eles entendem melhor quando veem na prática como cada elemento de um texto serve pra algo específico e como a linguagem muda dependendo de quem tá falando e pra quem tá falando. E olha, eles se animam bastante! Ficam empolgados pra criar seus próprios conteúdos e, às vezes, até me surpreendem com o quanto conseguem ser criativos.
Bom, acho que é isso! Se alguém tem outra ideia de atividade ou quer discutir mais sobre isso, só falar aí!
Olha, quando a gente fala da habilidade EF69LP42 da BNCC, parece um bicho de sete cabeças, né? Mas, na prática, é sobre fazer os meninos entenderem como os textos que divulgam conhecimento são construídos. A gente tá falando de coisas tipo: eles precisam olhar um texto e conseguir identificar o título, as partes do texto, as imagens e tudo mais que ajuda a entender um assunto mais complexo. Eles têm que saber também como os textos usam a linguagem: quando é mais impessoal, tipo um artigo científico, ou quando é mais pessoal, como numa entrevista.
Aí você pode pensar: "Carlos, mas isso tudo não é muito complexo pra essa galerinha?" E eu digo que nem tanto, porque no dia a dia da sala de aula dá pra ver claramente quando eles pegam o jeito. Tipo assim, tô andando pela sala enquanto eles fazem um exercício em grupo sobre um texto que trouxemos sobre biodiversidade. Eu ouço a Júlia explicando pro Lucas: "Olha aqui, Lucas, esse parágrafo tá falando só das causas do desmatamento, depois vai falar das consequências." Aí eu penso: "Ahá! Ela sacou como identificar as seções do texto!"
Outra coisa legal é ver como eles se ajudam. Semana passada, o João tava com dúvida numa parte sobre linguagem impessoal. Aí a Ana disse: "João, tá vendo aqui? Quando o texto fala 'estudos mostram que', isso é impessoal porque não tá dizendo quem fez o estudo." Esses momentos são ouro pra mim. Mostram que eles tão começando a perceber os detalhes que fazem toda a diferença na compreensão dos textos.
Agora, claro que tem os errinhos que sempre aparecem. Tipo a Mariana, que às vezes confunde o propósito de uma imagem no texto. Teve uma vez que ela achou que a imagem de uma tabela no texto sobre poluição era só enfeite. Aí expliquei: "Mariana, essa tabela tá mostrando dados importantes sobre poluição do ar em diferentes cidades. Não é enfeite, é informação." Esses erros acontecem porque eles ainda não estão acostumados a ver imagens como parte integral de um texto informativo.
E tem também aqueles momentos em que o Pedro acha que todo texto é pessoal só porque começa com uma experiência de alguém. Ele leu um artigo que começava com uma história pessoal e achou que o texto inteiro era pessoal. Tive que mostrar pra ele como depois do início pessoal o texto se transformava em algo mais analítico e informativo. É normal eles se perderem nisso no começo.
Agora, sobre o Matheus e a Clara... Olha, cada dia é um desafio diferente. O Matheus tem TDAH e manter ele focado é um verdadeiro exercício de paciência e criatividade. Eu tento quebrar as atividades em partes menores pra ele não se sentir sobrecarregado. Uso muito material visual pra ajudar na concentração dele; por exemplo, infográficos são ótimos porque ele adora cores e imagens.
Com a Clara, que tem TEA, eu sempre procuro deixar muito claro o passo a passo das atividades. Costumo usar roteiros visuais pra ela seguir e isso ajuda demais. Uma coisa que não funcionou foi pedir pra ela trabalhar em dupla sem preparação prévia; ela fica ansiosa com mudanças repentinas na rotina. Então agora sempre aviso antes e explico detalhadamente o que vai acontecer.
Eu também tento criar momentos em que eles possam brilhar do jeito deles. O Matheus às vezes surpreende todo mundo com insights incríveis porque ele presta atenção nos mínimos detalhes quando algo chama a atenção dele. E a Clara tem uma memória incrível pra detalhes factuais; quando ela pega o ritmo de um tema, ninguém segura!
Enfim, galera, ensinar essa habilidade EF69LP42 tem seus desafios mas também seus momentos gratificantes. Ver os olhos deles brilhando quando percebem algo novo é o melhor pagamento pra qualquer professor. Espero ter ajudado vocês com essas dicas e histórias. Compartilhem também suas experiências por aqui! É sempre bom saber que não estamos sozinhos nessa caminhada. Até mais!