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EF69LP34Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do texto, a sistematização de conteúdos e informações e

OralidadeEstratégias e procedimentos de leitura Relação do verbal com outras semioses Procedimentos e gêneros de apoio à compreensão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, pessoal, vamos falar sobre essa habilidade EF69LP34 da BNCC que parece um pouco complicada, mas na verdade é bem prática e útil. A ideia é ensinar os alunos a identificar as partes mais importantes de um texto e a organizá-las de forma que eles realmente entendam o que estão lendo. Não é só grifar por grifar, mas sim fazer isso de forma inteligente, com um propósito. Aí, além de grifar, eles precisam aprender a fazer anotações, resumos e até mapas conceituais, dependendo do que o texto pede. Isso ajuda não só na compreensão, mas também na hora de estudar pra uma prova ou preparar um trabalho.

A turma do 6º ano já deve vir com essa noção básica de leitura crítica lá do 5º ano, né? Eles meio que sabem o que é importante num texto, mas ainda precisam de uma direção mais focada. A gente trabalha bastante com textos curtos no começo, pra eles pegarem o jeito de destacar informações-chave. Tipo assim, se o texto fala sobre a água e sua importância, eles precisam entender que as informações sobre os usos da água e os problemas da falta dela são essenciais. O que era só ler e entender antes agora vira uma prática mais ativa com essas anotações e resumos.

Agora deixa eu contar como eu coloco isso em prática lá na sala. Uma das atividades que faço é a leitura de um texto jornalístico bem curto, tipo uma notícia sobre algum tema atual que esteja no interesse da garotada. Na última vez escolhi um artigo sobre reciclagem e meio ambiente. Eu levo cópias impressas pra turma toda, umas folhas de papel normal mesmo. Divido a galera em grupos pequenos, geralmente quatro ou cinco por grupo. A ideia é que eles leiam juntos e discutam quais são as partes mais importantes pra grifar. Essa atividade leva uns 40 minutos.

Daí depois de grifarem, peço que façam algumas anotações na margem do texto ou num caderno à parte sobre o porquê de acharem aquelas partes importantes. Numa dessas vezes, o João levantou uma questão interessante sobre como a reciclagem ajuda não só o meio ambiente mas também pode gerar empregos. A Maria perguntou por que algumas coisas são mais recicladas do que outras. Isso gerou uma discussão boa entre eles e mostrou como eles estavam se envolvendo com o texto.

Outra coisa que fazemos bastante são os resumos em grupo. Dou um texto literário curto pra eles lerem em casa, tipo um conto simples ou uma crônica do Carlos Drummond de Andrade ou da Clarice Lispector. Na sala, peço pra cada grupo criar um resumo desse texto usando cinco linhas apenas. Parece fácil, mas resumir à essência do texto exige bastante concentração e entendimento do que é realmente central na história. Eles têm uns 30 minutos pra isso.

Na última vez usamos uma crônica da Clarice que falava sobre a simplicidade da vida. Lembro que a Ana tava meio perdida no começo sem saber como começar o resumo, mas aí o Lucas deu a ideia de primeiro listarem as personagens principais e os eventos-chave antes de escreverem as cinco linhas finais. No fim das contas, deu certo e eles conseguiram captar bem a essência da história.

Uma outra atividade que faço é o mapa conceitual utilizando um texto histórico, às vezes até relacionado ao conteúdo de História que eles tão vendo com outro professor. No caso de um texto sobre a Revolução Industrial, por exemplo, eu dou pra eles um papel grande desses A3 e marco no centro "Revolução Industrial". Peço pra irem juntando conceitos ao redor como "máquinas", "trabalho", "cidades" e por aí vai.

Dá pra ver nos olhos da galera quando começam a conectar as ideias e entender melhor o assunto. Na última vez que fizemos isso, o Pedro achou super interessante ver como tudo tava interligado e comentou "professor, nunca tinha pensado que tanta coisa mudou por causa dessas máquinas". Essa atividade leva quase uma aula inteira, uns 50 minutos, mas vale a pena.

Bom, essas são algumas das formas que eu trabalho essa habilidade com os meninos no dia a dia. É legal ver como eles vão pegando o jeito e começando a ler de maneira mais ativa e crítica. Acho que esse tipo de habilidade não serve só pra escola não, ajuda em tudo na vida quando a gente aprende a realmente prestar atenção nas coisas importantes.

Espero ter ajudado quem tá pensando em como aplicar essa habilidade em sala! Se precisarem de mais ideias ou quiserem compartilhar experiências, tô por aqui!

Olha, gente, pra saber se os alunos realmente aprenderam essa habilidade de identificar as partes mais importantes de um texto, eu fico sempre de olho na interação deles durante as atividades. Não dá pra depender só de prova formal, né? Às vezes, a gente tá ali caminhando pela sala e vai percebendo as coisas no jeito que eles falam entre si. Por exemplo, na semana passada, a Letícia tava explicando pro João como fazer um mapa conceitual. Ela usava palavras tipo "essa parte aqui é o coração do texto" e "isso aqui é só o detalhe pro contexto". Aí eu fiquei só observando, pensando: “Cara, essa menina entendeu mesmo!”. Outro dia, durante uma atividade em grupo, ouvi o Pedro dizendo: “Não adianta só grifar tudo, tem que entender o que é mais importante pra não fazer um carnaval de cores”. Quando vejo essas conversas rolando, percebo que a galera pegou o jeito da coisa.

Agora, os erros mais comuns que aparecem são engraçados até. Tem a Mariana que sempre grifa praticamente o texto inteiro. Eu falo pra ela: “Mari, a ideia não é colorir o livro todo!”. Acho que ela faz isso porque acha que tudo é relevante ou tem medo de deixar passar algo importante. Aí eu digo: “Olha, pensa no que você precisaria lembrar se fosse explicar esse texto pros seus pais ou amigos”. Isso ajuda ela a filtrar melhor.

Outro erro comum vem do Lucas. Ele faz as anotações como se fossem transcrições do texto em vez de resumos. Já falei pra ele: “Lucas, o resumo é tipo contar uma história pro seu irmão mais novo. Tem que ser mais simples e direto”. Esses erros acontecem porque os meninos muitas vezes acham que quanto mais informação eles anotarem ou grifarem, melhor vão entender. Então, sempre tento corrigir na hora e explicar de novo como fazer isso de forma eficiente.

Quanto ao Matheus e a Clara, eles são um capítulo à parte na sala. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de organização e foco nas atividades. Com ele, eu uso muito organizadores gráficos porque ajudam a deixar as informações visuais e bem claras. Pra ele, faço pausas curtas durante as atividades e divido as tarefas em passos menores pra ele não ficar sobrecarregado. Teve um dia que testei usar fones de ouvido com música instrumental pra ajudar ele a se concentrar melhor. Funciona bem às vezes, mas depende do dia dele.

Já com a Clara, que tem TEA, eu adapto algumas coisas também. Uso mais figuras e imagens junto com os textos pra ajudá-la a entender melhor o contexto das coisas. Ela gosta quando eu faço associações mais visuais e uso exemplos práticos do dia a dia dela. A Clara tem um jeito muito próprio de entender as coisas e precisa de um espaço mais tranquilo na sala pra trabalhar – barulho é complicado pra ela. Um dia testei usar aqueles aplicativos de leitura com ela; não deu muito certo porque ela achou confuso. Mas o uso de um quadro branco pequeno pra ela fazer anotações funciona super bem.

Aí, no fim das contas, cada aluno tem seu jeito e suas necessidades, né? A grande sacada é ir testando o que funciona melhor com cada um deles e adaptar as estratégias conforme a turma vai mostrando como aprende melhor.

Bom, pessoal, acho que por hoje falei bastante sobre como identifico quando os meninos aprenderam essa habilidade e como ajusto as coisas aqui na sala pro Matheus e pra Clara. Espero que isso ajude vocês nas suas salas também! Qualquer coisa, a gente continua a conversa por aqui. Até mais!

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