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EF69LP13Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social.

LeituraParticipação em discussões orais de temas controversos de interesse da turma e/ou de relevância social
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente pensa na habilidade EF69LP13 da BNCC, é legal ver como é uma extensão natural do que os meninos já começam a fazer nas séries anteriores. Imagina só: eles já estão acostumados a discutir temas, mas agora o desafio é engajá-los mais profundamente e trabalhar pra que eles contribuam com ideias na busca de uma solução comum ou pelo menos entendam as várias perspectivas de um tema polêmico. Então, basicamente, é fazer com que eles não só falem, mas ouçam e considerem o que o outro tá dizendo, buscando um ponto em comum. É tipo numa conversa acalorada sobre um assunto importante. O aluno precisa saber expor sua opinião com fundamento, ouvir o colega (mesmo que não concorde) e tentar achar um meio termo ou pelo menos reconhecer a visão do outro.

Essa habilidade tem tudo a ver com prepará-los pra vida, né? Porque quantas vezes a gente não se depara com situações em que precisamos negociar, compreender diferentes pontos de vista e, às vezes, ceder um pouco? Eles já vêm lá do 5º ano começando a participar de debates mais simples, mas agora o bicho pega porque os temas podem ser mais complexos, envolvendo questões sociais e éticas.

Agora vou te contar como eu coloco isso em prática na minha sala do 6º ano.

Uma atividade que eu faço é chamada "Jornal do Dia". Funciona assim: cada semana, dois alunos ficam responsáveis por trazer uma notícia de algum jornal ou site confiável. Pode ser impresso ou digital, tanto faz, desde que seja recente e relevante. Aí eles têm que apresentar a notícia pra turma e explicar por que escolheram aquele tema. A turma depois discute. O legal é que eles têm que pensar em uma solução ou pelo menos entender todos os lados da situação apresentada. Normalmente, isso leva uns 40 minutos da aula e os alunos reagem super bem. Da última vez, a Ana trouxe uma notícia sobre desmatamento na Amazônia e gerou um debate enorme! O João ficou meio revoltado porque a família dele trabalha com agricultura e ele trouxe o ponto de vista deles. No fim, foi bonito ver a Ana e o João reconhecendo que as soluções não são tão simples quanto parecem.

Outra atividade que eu gosto é a "Roda de Diálogo". Essa é bem simples: todo mundo senta em círculo e escolhemos um tema meio polêmico ou importante pra galera. Pode ser algo como "uso de tecnologia na sala de aula". Eu costumo levar uma folha de papel com algumas perguntas guias só pra ajudar a manter o foco, mas na prática é um papo livre. Funciona bem também porque sempre tem alguém pra puxar o bonde. Levamos uns 30 minutos nisso. Da última vez que fizemos essa atividade, o Lucas levantou uma questão super interessante sobre privacidade online e a Mariana trouxe a experiência dela de já ter postado algo e se arrependido depois. Foi um aprendizado enorme pra todo mundo.

A terceira atividade é o "Painel de Argumentação". Aqui eu levo cartolinas e canetas coloridas mesmo. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo escolhe um tema polêmico – tipo "proibição do cigarro em locais públicos" – e tem que levantar argumentos a favor e contra em forma de painel. Depois todo mundo apresenta seu painel pro resto da turma, explicando cada ponto. Isso costuma levar uma aula inteira. É interessante porque eles têm que pesquisar antes, então já chegam mais preparados pra discussão. Na última vez, o grupo da Júlia fez sobre pena de morte e foi incrível ver como eles trouxeram informações bem completas e ainda conseguiram ouvir as críticas dos colegas sem brigar! O Pedro até comentou algo tipo “eu era totalmente contra antes dessa discussão” e deu pra ver como aquilo foi importante pra ele.

O mais bacana dessas atividades é ver como os meninos começam a perceber as nuances dos temas. Eles saem daquela visão preto no branco e começam a ver as áreas cinzas das questões sociais. É claro que nem sempre rola aquela harmonia completa – adolescente é tudo emoção e paixão –, mas já fico feliz quando vejo que eles estão começando a considerar outras perspectivas além das suas.

É isso aí! Espero que essas dicas possam ajudar vocês também na sala de aula! Qualquer coisa estamos por aqui pra trocar ideias! Valeu!

Então, gente, é interessante como a gente percebe quando um aluno realmente aprendeu, sem precisar aplicar uma prova formal. Aquele momento que você vê nos olhos deles que a ficha caiu. Eu gosto muito de observar enquanto eu tô circulando pela sala, ouvindo as conversas entre eles, porque é ali que a mágica acontece. Por exemplo, quando eu tô andando pela sala e escuto o Pedro explicando algo que discutimos na aula anterior pra Letícia e ele usa exemplos ou palavras que eu usei, aí eu penso: "Ahá, esse entendeu!". E às vezes, a Letícia rebate com uma visão diferente, mas tão embasada quanto, e eu vejo que ela também tá no caminho certo.

Outro dia, num exercício de debate sobre um tema polêmico, vi o João tentando convencer a Ana sobre sua perspectiva. Ele começou a usar argumentos que discutimos na semana anterior e formulou suas ideias de um jeito tão claro que até a Ana parou pra ouvir. Aí você percebe que o aprendizado tá ali, nas pequenas vitórias do dia a dia, nos bate-papos entre eles.

Mas é claro que os erros também aparecem, e olha, são muitos. Os erros mais comuns? Bom, às vezes eles se empolgam tanto em defender suas ideias que esquecem de ouvir o outro lado. A Camila, por exemplo, sempre acaba interrompendo o colega porque tá muito focada na ideia dela. Isso acontece porque é natural querer mostrar que a gente sabe das coisas e esquecer de abrir espaço pro outro falar. Quando vejo isso acontecendo, paro a atividade na hora e faço um mini-debate sobre como é importante ouvir pra poder responder melhor.

Tem também os erros de interpretação. A Beatriz uma vez trouxe um exemplo que não tinha nada a ver com o tema porque ficou presa num detalhe do texto e perdeu o fio da meada. Aí eu ajudo perguntando: "Beatriz, você acha que isso se conecta com qual parte do nosso tema principal?" Vou guiando ela até ela perceber onde se perdeu.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Bom, cada um tem suas particularidades, né? O Matheus tem TDAH e precisa de algumas adaptações. Às vezes ele se desconcentra fácil, então eu tento fazer atividades mais dinâmicas com ele. Coisas tipo usar cartões coloridos pra ele organizar os pensamentos ou pedir pra ele fazer pequenas anotações antes de compartilhar suas ideias. Isso ajuda muito.

Com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser mais visual e direto nas instruções. Funciona bem quando dou um roteiro visual da atividade pra ela ir acompanhando. Outra coisa que ajuda é criar um ambiente mais silencioso pra ela pensar antes de se expressar. Já testei algumas vezes deixar atividades individuais antes das coletivas e funcionou bem tanto pra ela quanto pro Matheus; eles conseguem organizar as ideias e participar mais ativamente.

Agora, nem tudo são flores. Uma vez tentei fazer eles trabalharem em duplas fixas por um mês pensando que ia criar uma rotina bacana pro Matheus e pra Clara. Mas não deu certo porque cada dia é um dia diferente pra alunos com TDAH e TEA, então precisei voltar atrás e variar as duplas conforme o clima da turma no dia. Flexibilidade é a chave.

Bom, é isso aí galera! A prática vai ensinando tanto quanto os livros e cada dia na sala é uma nova descoberta pra eles e pra mim também. Espero que compartilhem como vocês lidam com essas situações aí nas escolas de vocês! Até mais!

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