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EF08LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Interpretar efeitos de sentido de modificadores (adjuntos adnominais – artigos definido ou indefinido, adjetivos, expressões adjetivas) em substantivos com função de sujeito ou de complemento verbal, usando-os para enriquecer seus próprios textos.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF08LP09 com a galera do 8º ano é uma experiência bem legal, mas também um desafio. Basicamente, essa habilidade é sobre ajudar os meninos a entenderem como os modificadores podem mudar o sentido das frases. Eles precisam sacar como os artigos, os adjetivos e as expressões adjetivas podem dar mais cor ao que eles escrevem. É tipo assim: em vez de só falar "o cachorro", eles têm que perceber a diferença quando acrescentam um adjetivo ou uma expressão: "o cachorro bravo" ou "o cachorro de pelo macio". Eles enriquecem o texto, deixam mais interessante e claro pro leitor.

Na prática, eu vejo que essa habilidade é uma continuação natural do que já trabalhamos nos anos anteriores. No 7º ano, a galera já tá mexendo com a estrutura básica das frases, aprendendo o que é sujeito, predicado, e tal. Aí no 8º ano, a gente começa a afinar essa percepção. Agora, eles têm que não só identificar esses elementos, mas também começar a brincar com eles pra criar efeitos diferentes. É um passo a mais na direção de se tornarem escritores mais conscientes e criativos.

Então, vou contar três atividades que têm funcionado bem com minha turma. A primeira é a “Caixa dos Adjetivos”. Eu uso uma caixa simples mesmo, dessas de sapato, cheia de papeizinhos com vários adjetivos escritos. A ideia é fazer um exercício em dupla ou trio. Cada grupo tira dois ou três papeizinhos da caixa e tem que criar frases usando esses adjetivos junto com substantivos que eu dou como base. Por exemplo, se eles pegarem "alegre" e "verde", e o substantivo for "carro", eles vão ter que bolar algo tipo "o carro alegre verde estacionou na praça". Aí discutimos como esses adjetivos mudam a imagem que temos do carro só de ler a frase. Essa atividade leva uns 20 minutos e os meninos gostam bastante porque sai cada coisa engraçada! Na última vez que fizemos isso, o João e o Felipe riram demais ao criar "a bicicleta nervosa amarela", e todo mundo começou a imaginar como seria uma bicicleta "nervosa".

Outra atividade legal é a “Galeria de Personagens”. Pra essa eu uso imagens impressas de personagens de filmes ou desenhos animados. Cada aluno escolhe uma imagem e tem que escrever um parágrafo descrevendo o personagem usando pelo menos três modificadores diferentes: um artigo definido ou indefinido, um adjetivo e uma expressão adjetiva. Depois eles lêem para o resto da turma e discutimos como cada detalhe escolhido afetou nossa percepção do personagem. Isso leva cerca de 40 minutos porque eles fazem um primeiro rascunho e depois polimos juntos as descrições. Da última vez, a Maria escolheu a imagem de um super-herói e usou "um super-herói solitário em uma cidade perigosa", e isso mostrou como ela conseguiu captar bem aquele sentimento de isolamento que às vezes esses personagens passam.

A terceira atividade é uma proposta mais livre chamada “O Diário Criativo”. Todo mundo tem que escrever uma entrada de diário sobre um dia fictício na vida deles mesmos daqui uns dez anos. Com essa tarefa, eu incentivo os alunos a usarem muitos modificadores pra descreverem as situações do futuro: onde vivem, como se sentem naquele dia específico, o que esperam do amanhã... Quem quiser pode até ilustrar se tiver tempo! Eles têm meia aula pra escrever (uns 25 minutos) e depois compartilham em pequenos grupos pra dar feedbacks entre si. Acho super interessante ver como cada um se imagina no futuro e usa palavras pra pintar esse cenário. Numa dessas vezes, o Rafael escreveu sobre "uma manhã ensolarada num apartamento aconchegante", e ele mesmo comentou que nunca tinha pensado em como esses detalhes poderiam fazer tanta diferença em transmitir sua visão do futuro.

Acho que essas atividades ajudam bastante porque são práticas e não exigem muito material. Tudo é feito dentro da sala mesmo, e é incrível ver como os alunos vão pegando gosto por brincar com as palavras. No começo pode parecer difícil pra alguns, mas conforme vão praticando, dá pra ver nos textos deles mais confiança e criatividade. É isso aí pessoal! Espero que essas ideias possam inspirar vocês também na sala de aula! Abraço!

Olha, quando a gente tá na sala de aula, dá pra perceber direitinho quando os alunos estão entendendo a habilidade EF08LP09, mesmo sem aplicar uma prova formal. Eu gosto de circular pela sala, sabe? Aí vou ouvindo as conversas entre eles, observando como eles tão interagindo com o conteúdo. Por exemplo, às vezes eu pego um aluno explicando pro colega e é ali que vejo se ele entendeu mesmo. Tipo, teve um dia que a Luana tava explicando pro Pedro algo sobre como um adjetivo muda o sentido de uma frase. Ela falou assim: "Pedro, presta atenção, se você diz 'a árvore alta', tá mostrando que não é só uma árvore qualquer, é uma bem específica." Na hora pensei: "Ah, ela entendeu!"

Outro momento em que percebo o aprendizado é quando eles conseguem corrigir um ao outro de forma construtiva. Tipo o Felipe, que tava revisando o texto da Júlia e disse: "Ei, Júlia, se você colocar 'o menino da rua', a gente não sabe muito sobre ele. Mas se disser 'o menino da rua movimentada', aí já temos uma ideia melhor de como é o lugar onde ele mora." Esse tipo de comentário mostra que eles estão captando a ideia dos modificadores.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem algumas situações que se repetem bastante. Por exemplo, a Yasmin tem dificuldade com o uso de adjetivos. Muitas vezes ela coloca adjetivos que não têm relação direta com o que ela quer descrever. Uma vez ela escreveu "o carro saboroso" em vez de "o carro rápido". Na hora da revisão, eu peguei esse erro e perguntei: "Yasmin, será que carro tem sabor?" Ela riu e percebeu o deslize. Acho que esses erros acontecem porque às vezes os meninos querem ser criativos demais e acabam misturando conceitos.

Aí tem também o João, que às vezes esquece de usar os modificadores por completo. Ele escreve frases muito básicas e sem graça. Num texto ele falou só "a casa" em vez de "a casa antiga com paredes azuladas". Nessas horas eu costumo fazer perguntas pra ele pensar: "João, como você pode deixar essa casa mais interessante pro leitor?" Isso ajuda ele a refletir sobre como enriquecer suas descrições.

Agora falando sobre o Matheus e a Clara, a gente tem que ter um cuidado especial. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e que prendam a atenção dele por mais tempo. Às vezes eu uso jogos de palavras ou atividades com movimento pela sala pra engajá-lo mais no conteúdo. Já rolou fazer uma gincana onde eles tinham que achar objetos na sala e descrever usando adjetivos. Funcionou bem pra ele!

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebo que textos muito longos ou complexos podem ser desafiadores. Então eu costumo dividir as atividades dela em partes menores e uso materiais visuais pra ajudar na compreensão. Cartazes com exemplos de frases e desenhos ajudam bastante. Uma coisa que já tentei foi usar música pra ilustrar descrições e, por incrível que pareça, não rolou tão bem quanto eu esperava. Acho que na próxima vou tentar algo mais visual mesmo.

No fim do dia, o importante é adaptar as atividades pra cada aluno se sentir capaz e incluído no processo de aprendizagem. É um desafio constante, mas também é gratificante ver cada um progredindo no seu tempo.

E é isso aí, pessoal! Essas são algumas das estratégias que tenho usado com os meninos do 8º ano pra trabalhar essa habilidade tão importante. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Ah, e se precisarem de alguma dica específica, podem perguntar também. Até a próxima!

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