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EF08LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em textos lidos ou de produção própria, verbos na voz ativa e na voz passiva, interpretando os efeitos de sentido de sujeito ativo e passivo (agente da passiva).

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, pessoal, deixa eu contar como eu vejo essa habilidade EF08LP08 na prática. Não é só questão de saber o que é voz ativa e voz passiva, é entender como isso muda a forma de perceber quem faz a ação e quem sofre a ação, né? Na voz ativa, o sujeito tá lá, agindo firme e forte. Tipo, "O João comeu a maçã". Já na passiva, a coisa vira: "A maçã foi comida pelo João". O foco muda do João pra maçã, que é quem sofre a ação. Pros alunos, o que importa mesmo é perceber essa diferença de foco e como usar isso nos textos.

Os meninos já vêm do ano anterior sabendo identificar sujeito e predicado, aquelas coisas básicas de estrutura da frase. Então, eles já têm uma ideia do que é um sujeito fazendo alguma coisa. O desafio é mostrar essa virada de jogo pra voz passiva. E olha, não é só pra saber por saber. O legal é eles conseguirem usar isso na hora de escrever um texto, pra variar ou dar ênfase em quem tá fazendo ou sofrendo a ação.

Agora, deixa eu contar como eu faço isso em sala de aula. Uma atividade que rola direto é o "Troca-troca de frases". Eu levo um monte de frases impressas, coisa simples que eu mesmo faço no Word. Divido a turma em duplas e cada dupla ganha um conjunto dessas frases. A missão deles é transformar as frases da ativa pra passiva e vice-versa. Isso leva uns 30 minutos.

E olha só, da última vez que fiz essa atividade com a turma do 8º B, o Pedro e o Lucas fizeram uma bagunça engraçada. Eles transformaram "A professora corrigiu as provas" em "As provas foram corrigidas pela professora" rapidinho. Mas na hora de voltar algumas frases pra ativa, deu um nó na cabeça dos dois, porque trocaram o sujeito pelo objeto direto e vice-versa numas frases malucas. Foi divertido ver a cara deles tentando resolver o quebra-cabeça!

Outra atividade que faço é a "Caça ao tesouro textual". Pra essa, uso trechos de livros ou notícias, algo que a molecada curta ler e esteja dentro da realidade deles. Eu escolho uns textos legais e sublinho os verbos. Aí a tarefa deles é identificar se tá na ativa ou na passiva e alterar conforme eu peço (tipo passar tudo pra ativa ou tudo pra passiva). Faço isso em grupos grandes de quatro ou cinco alunos pra estimular discussão.

Isso costuma levar uns 40 minutos. Na última vez que fizemos isso com a turma do 8º A, a Mariana tava tão empolgada que começou a discutir com o time dela sobre qual verbo era mais fácil mudar pra passiva num parágrafo de uma notícia sobre futebol. E não só isso: ela conseguiu explicar pro colega do grupo por que eles usavam mais passiva em algumas matérias de jornalismo esportivo. A menina mandou bem demais!

Por fim, tem uma atividade que chamo de "Transformação criativa". Aqui os alunos pegam um texto conhecido – pode ser um conto, uma fábula – e reescrevem mudando tudo que dá pra voz passiva. O material? Só papel e caneta mesmo. Eles fazem individualmente ou em duplas se preferirem trabalhar juntos. Levo mais tempo nessa porque envolve reescrita e criatividade – geralmente uns dois períodos de aula.

Dessa vez, quando pedi pro pessoal do 8º C fazer isso com "Os Três Porquinhos", a Ana Clara me surpreendeu. Ela escreveu praticamente um conto novo! Tipo assim: "A casa de tijolos foi construída pelo porquinho mais esperto", ela escreveu com tanto detalhe que até eu fiquei interessado na leitura dela e no quanto ela mudou o ponto de vista da história.

Essas atividades mostram como a galera realmente se envolve quando percebem que tão aprendendo algo aplicável e divertido ao mesmo tempo. Transformar frases pode parecer simples à primeira vista, mas quando eles pegam o jeito e percebem os efeitos que essas transformações têm nos textos, eles começam a usar isso nas produções próprias deles.

No fim das contas, o importante é eles saírem dessa etapa entendendo como essas escolhas têm impacto no texto final e como podem brincar com esse recurso quando escrevem ou leem alguma coisa. Bom mesmo é ver quando eles começam a aplicar isso naturalmente nos próprios textos! E assim vamos tocando as aulas e aprendendo juntos.

É isso aí! Espero ter ajudado algum colega pensando em como abordar essa habilidade nas turmas deles também! Bora compartilhar experiências!

E aí, pessoal, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF08LP08, quero compartilhar um pouco como eu percebo que a galera realmente aprendeu o conteúdo, sem precisar de uma prova formal. Sabe, a gente tem aqueles momentos em sala que valem mais do que qualquer teste, né? Tipo, tô andando pela sala, só observando os meninos fazendo uma atividade em grupo, e de repente escuto a Mariana explicando pro Pedro: "Não, Pedro. Olha só, aqui o foco tá na maçã, então é passiva. Quem comeu foi o João, mas a maçã é que tá sofrendo a ação". Cara, quando chega nesse ponto, eu fico com aquele sorriso de professor orgulhoso. Isso pra mim é um sinal claro de que eles tão pegando a ideia.

Outra situação que eu sempre observo é quando tô ali circulando e vejo um aluno ajudando o outro. Tipo assim, o Lucas tava meio perdido, mas aí o Rafael chegou nele e falou: "Mano, pensa na diferença de quem tá fazendo a ação e quem tá recebendo. Aí você vê se é ativa ou passiva". Essas conversas entre eles são ouro em sala de aula. É onde a mágica acontece.

Agora, claro que nem tudo são flores e alguns erros são bem comuns. A galera tem uma mania de achar que é só trocar duas palavrinhas que já transforma de ativa pra passiva e vice-versa. Um erro clássico é achar que só porque mudou a ordem das palavras já tá certo. Teve uma vez que a Ana escreveu "O bolo foi feito pela avó" como se fosse ativa só porque colocou "avó" antes do verbo. Aí eu falei: "Ana, olha só, não basta mudar a ordem. A ideia da voz passiva é que a atenção vai pro bolo que foi feito, sacou?" Esses erros geralmente acontecem porque eles ainda tão pegando o jeito de perceber o foco da frase. Quando eu pego um erro desses na hora, sempre tento fazer uma pergunta do tipo: "Quem tá agindo nessa frase?" ou "Quem tá sofrendo a ação?"

Aí tem o Matheus e a Clara na minha turma, que sempre exigem um cuidado a mais nas atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de um ambiente mais tranquilo pra conseguir focar. Então o que eu faço? Tiro ele um pouco daquela muvuca de grupos grandes e coloco ele pra trabalhar em duplas ou trios menores. Às vezes até sento com ele pra fazer junto, sabe? Uma coisa que funcionou bem foi usar cartas com frases em voz ativa e passiva pra ele colocar em ordem. Ele gosta porque pode mexer com as mãos e isso ajuda muito na concentração.

Já com a Clara que tem TEA, eu preciso ser bem claro nas instruções. Com ela, visual ajuda muito. Então eu uso gráficos e esquemas coloridos pra mostrar as diferenças entre ativa e passiva. Por exemplo, faço setas diferentes pra mostrar quem faz a ação e quem sofre. Outro dia mesmo usei uns bonequinhos desenhados no quadro pra representar isso e ela adorou! O que não funciona muito é quando tem muita gente falando ao mesmo tempo ou quando as instruções são dadas todas de uma vez sem pausa pra entender.

Com ambos, tanto com o Matheus quanto com a Clara, é crucial dar um tempo extra quando precisam e ser paciente nas explicações. Já aprendi que com eles é essencial respeitar o ritmo individual.

Bom, pessoal, acho que consegui passar um pouco de como eu vejo essa habilidade na prática e como cada aluno tem seu jeito único de aprender. É sempre um desafio encontrar estratégias que funcionem pra cada um, mas ver aquele estalo na compreensão deles não tem preço! Encerro por aqui essa nossa troca de experiências esperando que algo disso possa ajudar vocês aí nas suas salas também.

Até a próxima!

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