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EF08LP02Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Justificar diferenças ou semelhanças no tratamento dado a uma mesma informação veiculada em textos diferentes, consultando sites e serviços de checadores de fatos.

LeituraRelação entre textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF08LP02 é bem interessante e desafiadora, porque ela envolve ensinar os meninos a entenderem como uma mesma informação pode ser tratada de maneiras diferentes dependendo do texto e do autor. A ideia é que eles consigam identificar essas diferenças ou semelhanças e, o mais importante, justificar por que elas ocorrem. Vamos supor que dois sites diferentes falem sobre um mesmo assunto, tipo a eficácia de uma vacina, mas cada um coloca um foco diferente: um fala mais dos testes e outro das reações adversas. O aluno precisa perceber isso e entender que isso acontece por conta da intenção do autor, do público-alvo ou até das fontes que cada site usou. E isso não é só pra texto escrito não, pode rolar também com vídeos, áudios e tudo mais. É uma continuação do que eles já viram no 7º ano, quando começaram a trabalhar com análise crítica de informações, mas agora o bicho pega mais porque a gente introduz essa história de checagem de fatos.

Agora vou contar como eu faço isso na sala com os meninos do 8º ano. Eu sempre tento trazer atividades que sejam legais e próximas da realidade deles, senão ninguém presta atenção né?

A primeira atividade é uma comparação de notícias. Eu pego notícias sobre um mesmo assunto de dois sites diferentes. Por exemplo, uma vez usei matérias sobre desmatamento na Amazônia; uma era de um portal ambientalista e a outra de um jornal mais generalista. Eu imprimo as matérias e levo pra sala. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. A atividade dura cerca de 50 minutos, umas duas aulas. Peço pra cada grupo ler as duas matérias e conversar sobre as diferenças no jeito que cada site abordou o assunto. Depois disso, cada grupo apresenta suas conclusões pra turma toda. Teve uma vez que o João e a Ana começaram a debater porque eles tinham interpretado diferente o motivo pelo qual um dos sites minimizou os dados do desmatamento. Foi bem legal porque mostrou que eles estavam realmente pensando sobre o que estavam lendo.

A segunda atividade envolve o uso de sites de checagem de fatos. Primeiro eu explico o que são esses sites, tipo o "Aos Fatos" ou "Lupa", e por que eles existem. Aí eu levo algumas manchetes polêmicas pra sala, aquelas coisas que circulam muito em redes sociais, sabe? Tipo "cura milagrosa" ou "teoria da conspiração". Os alunos são divididos em duplas, e cada dupla pega uma manchete pra investigar. Eles usam computadores da sala de informática ou celulares (quando dá) pra acessar esses sites de checagem e ver se a informação é verdadeira ou se foi distorcida. Essa atividade leva umas duas aulas também. Quando fizemos da última vez, o Pedro e a Mariana ficaram surpresos ao descobrir que aquela história de "suco detox que cura tudo" não tinha base nenhuma científica. Foi ótimo ver essa reação deles.

Por fim, a terceira atividade é mais reflexiva e rola em formato de debate aberto. Eu escolho um tema quente da atualidade e trago textos opinativos com visões opostas sobre esse tema. Cada aluno lê os textos em casa e faz anotações sobre os argumentos principais de cada lado. Na aula seguinte, organizamos um debate onde eles precisam argumentar usando as ideias dos textos lidos, sempre justificando as diferenças nos argumentos apresentados pelos autores. Isso não só ajuda a compreender melhor as intenções por trás dos textos como também desenvolve habilidades de argumentação neles. Esse debate sempre gera discussões acaloradas — teve uma vez que a Clara trouxe argumentos super bem articulados sobre redução da maioridade penal que até me surpreenderam.

Bom, aí é isso! Trabalhar essa habilidade com os meninos pode ser complicado às vezes porque exige muito deles em termos de leitura crítica e reflexão, mas é super recompensador quando eles começam a pegar o jeito e perceber como as informações podem ser manipuladas ou apresentadas de formas diferentes dependendo do contexto. Acho legal porque isso prepara eles não só pro mundo acadêmico mas também pra vida, né?

Se estiverem trabalhando com essa habilidade por aí também, contem como estão fazendo! Sempre bom trocar umas ideias.

Abraço!

Aí, gente, sabe o que eu acho mais legal? É quando tô circulando pela sala e ouço as conversas entre os alunos. É um termômetro valioso, mesmo. Tipo assim, eu passo pelas carteiras e às vezes paro pra escutar o que eles tão discutindo. Teve uma vez que a Larissa tava explicando pro Lucas a diferença entre uma notícia que leu num site famoso e outra num blog pessoal. Ela fez uma comparação usando exemplos dos textos e explicou que no site grande era tudo mais formal, com dados e gráficos, enquanto no blog a pessoa contava uma experiência pessoal sobre o mesmo tema. Na hora eu pensei: "Pô, essa menina pegou a ideia". Ela nem percebeu que tava demonstrando exatamente o que a habilidade pede.

E tem também aqueles momentos em que um aluno levanta a mão pra responder alguma coisa e solta um comentário que mostra que entendeu mesmo. Semana passada, o João falou algo sobre como ele achava que um texto tava tentando convencer o leitor de uma maneira mais emocional do que racional. Ele deu exemplos das palavras que o autor usou e comparou com outro texto sobre o mesmo tema, mas com um tom bem mais neutro. É nessas horas que você vê que o aluno tá conseguindo enxergar além do conteúdo superficial.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha só, tem uns deslizes clássicos. Por exemplo, a Sofia vive confundindo opinião pessoal com fato. Uma vez ela tava analisando dois artigos sobre mudanças climáticas e falou que ambos eram totalmente factuais porque tinham opiniões fortes dos autores. Na verdade, era justamente o contrário. Cada artigo trazia dados pra justificar uma visão específica. Aí eu parei e disse: "Sofia, vamos olhar de novo esses trechos aqui, me diz quem tá opinando e quem tá trazendo dado de pesquisa". Ela parou, pensou e riu: "Ah, agora entendi". Esses erros acontecem porque a molecada às vezes ainda tá desenvolvendo esse olhar crítico pra leitura.

Outra situação engraçada rolou com o Pedro. A gente tava discutindo textos argumentativos e ele achava que qualquer frase em tom afirmativo já era argumento. Então ele pegou um texto cheio de afirmações do tipo "todo mundo sabe que..." ou "é claro que...". Mas aí fui mostrando pra ele que essas frases precisavam de evidências pra serem consideradas argumentos válidos. Foi um processo de ir desmistificando essa visão simplista.

Agora, falando do Matheus e da Clara: cada um tem suas particularidades e eu tenho que adaptar as coisas pra eles, né? Com o Matheus, por exemplo, eu tento sempre deixar as instruções das atividades bem claras e curtas. E quando faço atividades práticas ou em grupo, ajudo a dividir as tarefas em passos menores pra ele não se perder. Por exemplo, se a galera tá analisando dois textos diferentes, pro Matheus eu incentivo a escolher apenas um trecho pequeno de cada vez pra comparar. Isso ajuda ele a manter o foco.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebi que usar materiais visuais faz uma diferença enorme. Ela se dá super bem quando uso esquemas coloridos ou infográficos pra explicar as diferenças nos textos. E também procuro dar um tempo maior pra ela realizar as atividades. Quando ela precisa de mais tempo pra processar as informações ou formular uma resposta, tento não acelerar esse processo.

Uma coisa interessante que fiz foi criar cartões de texto com cores diferentes para categorias: azul para opinião, verde para dados científicos e assim por diante. Isso ajudou tanto o Matheus quanto a Clara a visualizarem melhor as diferenças nos textos.

Claro que nem tudo funciona sempre. Já testei umas atividades em grupo onde todo mundo tinha que falar ao mesmo tempo e não foi legal nem pro Matheus nem pra Clara, eles ficaram meio perdidos no meio da bagunça. Então aprendi a organizar grupos onde eles se sintam mais confortáveis e possam contribuir também no ritmo deles.

Bom, é isso aí! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais sobre como a gente percebe o aprendizado dos meninos no dia a dia sem precisar só de provas formais. E como é importante adaptar as atividades pras necessidades especiais de cada aluno. Qualquer dúvida ou se quiserem trocar mais ideias, tô por aqui! Valeu mesmo por estarem nessa jornada comigo!

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