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EF69LP24Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos) desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de regulamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar familiaridade com textos legais – seu vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc. -, de maneira a facilitar a compreensão de leis, fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos normativos (se e quando isso for necessário) e possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em jogo.

Produção de textosDiscussão oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, ensinar essa habilidade EF69LP24 do 6º ano na prática é uma aventura bacana. Não é só jogar os textos legais na frente dos meninos e mandar eles lerem, não. É mais sobre a gente pegar esses textos e transformá-los em algo que faz sentido pra vida deles, sabe? Tipo, a molecada tem que conseguir olhar pra um texto de lei e ter uma noção do que tá sendo falado ali. Eles precisam entender o vocabulário, perceber como esses textos são organizados e, principalmente, como tudo isso tá ligado aos direitos que eles têm ou às regras que precisam seguir.

Claro, quando os meninos chegam no 6º ano, eles já trazem alguma noção de direitos e deveres. Geralmente, nas séries anteriores, já falamos um pouco sobre cidadania e até sobre o ECA em aspectos mais gerais. Então, eles não começam totalmente do zero. O que a gente faz aqui é aprofundar isso, colocar eles pra pensar mesmo sobre como esses textos funcionam na vida real. É um pulo de conhecer pra entender e discutir.

Uma das atividades que faço é discutir casos reais ou simulados que envolvam situações de desrespeito a essas leis que a gente estuda. Por exemplo, pego um caso simples do Código de Defesa do Consumidor: tipo quando uma loja não quer trocar um produto com defeito. Aí divido a turma em grupos pequenos, com uns cinco alunos cada. Eles têm que ler o caso e discutir entre eles se houve desrespeito ao código ou não. Isso leva uma aula inteira, uns 50 minutos, porque primeiro eles leem, depois discutem e no final a gente faz uma roda maior pra ver o que cada grupo concluiu.

Na última vez que fizemos isso, teve um grupo com a Camila, o Lucas e o João. O João começou a lembrar de uma situação parecida que aconteceu com a mãe dele no mercado. Aí ele ficou empolgadão contando pra turma toda como resolveram e como pode ser diferente do que a gente tava discutindo. Essa conexão com o dia a dia deles é legal porque eles percebem que esses textos têm impacto real.

Outra atividade é fazer uma simulação de tribunal pra trabalhar casos relacionados ao ECA. Eu levo cópias de trechos do ECA que sejam pertinentes ao caso que vamos discutir e também alguns artigos sobre o caso fictício em si. A turma toda participa: uns são advogados de defesa, outros de acusação, tem jurados e até juízes. Preparo isso em duas aulas: na primeira, explico o caso e dou tempo pra prepararem seus argumentos; na segunda, fazemos o julgamento.

A última vez foi um caso de bullying na escola, onde alguns alunos estavam sendo acusados de desrespeitar os direitos dos colegas. O Pedro foi um dos advogados de defesa e ele levou super a sério. Chegou até a usar palavras difíceis nos argumentos dele que tinha aprendido lendo o ECA! No final, rola sempre uma discussão sobre os diferentes pontos de vista e como cada um chegou às suas conclusões.

Pra fechar com chave de ouro, faço uma atividade onde cada aluno tem que escrever seu próprio texto normativo sobre algo do cotidiano escolar. Pode ser desde regras para uso da quadra até um código de conduta durante as atividades em grupo. Nesse caso uso papel branco normal mesmo e mando eles colocarem a criatividade pra funcionar. Isso geralmente leva umas duas aulas também: uma pra planejar e começar a escrever e outra pra revisar e apresentar pro restante da turma.

A galera ama apresentar essas regras próprias! Na última vez rolou até uma regra do Mateus sobre "não roubar o lanche alheio", com direito a penalidades inusitadas pra quem infringisse isso! Foi hilário ver como eles incorporam o que aprenderam sobre leis nesses momentos.

Acho que o mais bacana dessa habilidade é ver os meninos ganhando confiança pra lidar com textos legais. Eles começam a enxergar que leis não são só aquelas coisas chatas lá no papel mas algo prático pro dia a dia deles. E mais importante ainda é vê-los discutindo pontos de vista diferentes, respeitando opiniões e aprendendo a argumentar melhor.

Enfim, é um trabalho contínuo mas muito gratificante. E sempre aparece alguma situação nova ou engraçada quando menos espero! E vocês aí? Como têm trabalhado essa habilidade? Algum caso curioso pra compartilhar?

eles ainda estão se acostumando com essas coisas mais formais, né? Mas é aí que a gente entra com as atividades práticas. Eu gosto de começar perguntando sobre situações do dia a dia deles. Tipo, quantos deles já viram os pais lidando com contrato, ou ouviram falar de direitos do consumidor. Isso ajuda a puxar o assunto e deixa eles mais à vontade pra entrar no texto.

E olha, perceber que um aluno realmente aprendeu alguma coisa sem precisar de prova formal é um exercício de observação pura. Quando eu ando pela sala durante as atividades, dá pra ver nos olhos deles quando a ficha cai. Tipo, outro dia, estava rolando uma atividade em grupo e eu vi o Pedro explicando pra Maria que "aquelas palavrinhas difíceis" do texto na verdade eram só maneiras formais de dizer coisas simples. Ele falou algo como "é tipo quando minha mãe fala 'não' e depois vem com aquele discurso todo de por que não pode". Na hora, eu pensei "esse aí entendeu direitinho".

Outra situação foi num debate que a gente fez sobre direitos dos adolescentes. Sempre tem aquele momento que você pega duas ou três falas que mostram que os meninos estão realmente sacando o conteúdo. A Letícia, por exemplo, disse algo como "Ah, então é por isso que no colégio a gente não pode trazer certos tipos de comida na excursão... por causa das regras de segurança e tal". Quando eles começam a fazer essas conexões com o cotidiano, é um sinal claro de que entenderam.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns acontecem quando os meninos ainda estão aprendendo a interpretar esses textos mais complicados. O Renan vive confundindo cabeçalho com o corpo do texto. Ele acha que tudo o que tá no começo é sempre o mais importante, então às vezes ele só lê aquilo e desconsidera o resto. Isso é bem comum, na verdade. Acho que acontece porque eles estão acostumados com livros didáticos onde o resumo tá sempre no início.

Quando eu pego esses erros na hora, gosto de usar exemplos práticos. Com o Renan, eu já peguei um panfleto de supermercado e mostrei como as informações principais às vezes tão ali no meio escondidas entre as promoções.

Agora, quando se trata de alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, é preciso dar uma atenção personalizada. Pro Matheus funcionar bem nas aulas, eu tento quebrar as atividades em partes menores e mais gerenciáveis. Ele se distrai fácil quando tá tudo muito longo ou repetitivo, então eu sempre tenho um cronômetro por perto pra lembrá-lo dos intervalos curtos pra ele se mexer um pouco.

Com a Clara, é diferente. Ela lida melhor com instruções visuais claras e previsíveis. Eu sempre distribuo mapas mentais ou quadros com passo a passo das atividades pra ela. Isso ajuda ela a entender melhor o que se espera dela e reduz a ansiedade.

Teve uma vez que tentei uma atividade em duplas com ela e não rolou legal porque ela ficou nervosa com a dinâmica imprevisível da interação com outro aluno. Então, aprendi que ela se sai melhor em atividades individuais ou em grupos bem pequenos onde ela já conhece os colegas.

O material também faz diferença. Sempre tenho umas fichas coloridas e marcadores pra eles marcarem partes do texto ou ideias importantes. Esses visuais extras parecem ajudar tanto o Matheus quanto a Clara a manterem o foco e organizarem melhor as ideias.

Assim vamos ajustando dia após dia... Enfim, é uma parada contínua essa de ensinar língua portuguesa no 6º ano, mas também muito gratificante quando a gente vê o progresso dos meninos. E vocês aí? Como fazem pra lidar com essas diferenças todas em sala? Ah, e qualquer dica nova é sempre bem-vinda!

Até mais!

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