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EF69LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas, comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos, culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e demonstrando domínio dos gêneros.

LeituraProdução de textos jornalísticos orais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre como trabalho a habilidade EF69LP10 da BNCC com meus alunos do 6º ano aqui em Goiânia. Olha, na prática, essa habilidade é sobre ensinar os meninos a produzir textos jornalísticos orais. Isso quer dizer que eles precisam aprender a criar coisas como notícias pra rádio ou TV, podcasts de opinião, entrevistas, entre outros. A ideia é que eles se sintam à vontade pra escolher um tema de interesse e consigam comunicar isso de forma clara e organizada.

Pra mim, o importante é que os alunos consigam pegar um tema que acham legal e transformar isso numa produção oral que faça sentido pros ouvintes. Eles precisam entender como organizar as ideias, escolher o formato certo e ajustar o tom de acordo com o público. É legal porque conecta bem com o que eles já aprenderam nos anos anteriores sobre textos escritos. Agora é uma questão de transferir esse conhecimento pra forma oral.

A primeira atividade que faço é uma espécie de "Rádio da Sala". Os meninos adoram! Peço pra trazerem os celulares (quem não tem pode usar o meu) e a gente baixa um aplicativo simples de gravação. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo tem que escolher um tema que vai virar uma notícia de rádio. Eles têm uma aula inteira pra pesquisar e organizar as ideias, depois na aula seguinte gravam suas notícias.

A turma reage super bem! Um exemplo foi quando o João e a Maria escolheram falar sobre esportes. Eles foram tão bem que até colocaram uma musiquinha de fundo na gravação. A criatividade deles sempre me surpreende. Dura umas duas aulas, mas se deixar eles continuam em casa ajustando os detalhes.

Outra atividade que faço é criar um "Jornal Televisivo" em sala. Projeção no quadro é suficiente como cenário e uso uns microfones antigos (que nem funcionam) só pra dar aquele clima realista. Aí, cada grupo se encarrega de um bloco do jornal: economia, cultura, esportes... assim vai. Eles têm que roteirizar tudo antes e se preparar pra apresentar ao vivo.

O interessante é ver como cada grupo lida com os desafios. Na última vez, o Pedro ficou responsável pela parte cultural e trouxe informações sobre uma exposição local. Na hora da apresentação, ele ficou nervoso e acabou esquecendo parte do texto, mas aí a Ana, parceira dele no grupo, improvisou e salvou o bloco. Foi bacana ver esse espírito colaborativo!

Por fim, a terceira atividade é fazer entrevistas ao estilo "podcast". Aqui é mais livre: podem trazer convidados (pais, amigos), ou entrevistar os próprios colegas. O importante é que eles façam perguntas inteligentes e saibam conduzir a conversa. A gente faz um brainstorming das perguntas na aula anterior e no dia só deixo eles desenvolverem.

A reação da turma é sempre positiva porque eles adoram esse formato mais descontraído. Da última vez, o Lucas entrevistou a avó dele sobre receitas antigas. A mulher deu um show contando histórias de família junto com as receitas! Foi uma experiência muito rica pro Lucas e pros colegas que ouviram.

O legal dessas atividades é ver como os alunos ganham confiança em se expressar oralmente e aprendem a importância de organizar as ideias. E mais do que isso: percebem que têm voz e podem falar sobre assuntos importantes pra eles e pro mundo. No fim das contas, é esse o objetivo principal — preparar os meninos pra serem cidadãos críticos e participativos.

Bom, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado vocês a pensar em maneiras práticas de trabalhar essa habilidade na sala de aula. Fiquem à vontade pra compartilhar suas experiências também! Vamos nos ajudando por aqui.

Abraço e até a próxima!

dução oral que faça sentido, que seja cativante e que tenha uma boa estrutura. Aí, muitos podem pensar: "Ah, mas como você sabe que um aluno realmente aprendeu isso sem fazer uma prova?" Bom, galera, é no dia a dia mesmo. Quando eu tô circulando pela sala, observo muito as conversas dos alunos. Às vezes, é só jeito que eles comentam um assunto entre eles, tipo "Ah, mas se a gente colocar esse fato aqui antes vai ficar mais interessante", que eu já vejo que eles tão pegando a lógica da construção do texto jornalístico.

Teve uma vez que o Lucas tava explicando pra Ana porque uma notícia precisa começar com as informações mais importantes. Ele disse assim: "Ana, pensa numa pirâmide de cabeça pra baixo. Primeiro a gente fala o que mais importa, depois vai colocando os detalhes." Quando ouvi isso, pensei: "Esse entendeu!" Porque ele não só aprendeu a fazer a notícia como conseguiu explicar de forma clara pra colega.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, tem vários e acontece direto! Um erro que vejo muito é na hora de organizar as informações. Os meninos às vezes começam o texto já jogando um monte de detalhe que deixa quem tá ouvindo meio perdido. A Júlia, por exemplo, uma vez começou uma notícia sobre o campeonato de futebol da escola falando do lanche que tinha no dia do jogo. Aí eu precisei intervir e perguntei: "Júlia, qual é a notícia principal aqui?" Aí ela riu e corrigiu. Acho que isso acontece porque eles ainda tão se acostumando com essa estrutura mais rígida dos textos jornalísticos. Eu sempre procuro dar um tempo pra eles relerem ou reouvirem os áudios, pra perceberem onde o ouvinte pode se perder.

Ah, e tem também o uso das fontes. O Pedro fez uma entrevista sobre um evento cultural e esqueceu de mencionar quem eram as pessoas que ele entrevistou. Só falou "alguém disse que" e pronto. Aí naquela hora chamei ele e falei: "Pedro, imagina se você tá ouvindo essa notícia na rádio, você ia querer saber quem tá falando, né?" Ele entendeu na hora e ajustou. Eu acho que esses erros são parte do aprendizado, né? Não tem jeito.

Agora, com o Matheus e a Clara na sala, preciso sempre pensar em adaptações. O Matheus tem TDAH e ele é um menino super esperto, mas a atenção dele voa se eu não tiver algumas estratégias ali na manga. Com ele, as atividades precisam ser mais diretas e eu tento sempre intercalar momentos de falar e ouvir com momentos de escrever ou desenhar algo relacionado ao tema. Uma vez fizemos um podcast em dupla e deixei ele ser o responsável por fazer um mapa mental das ideias antes de gravar. Isso ajudou muito! Ele precisava ter algo visual pra manter o foco.

Já a Clara tem TEA e é uma menina muito interessada mas precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Com ela, uso muito checklists. Digo pra ela todas as etapas do trabalho e ela vai ticando conforme avança. Também deixo que ela use fones de ouvido durante as atividades em grupo porque o barulho às vezes incomoda bastante. Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer ela participar espontaneamente das rodas de conversa sem avisar antes. Agora sempre dou um toque antes sobre quando ela vai falar.

Enfim, cada aluno tem suas particularidades e a gente vai aprendendo junto com eles! É legal ver como eles vão encontrando seu jeito de produzir e se comunicar melhor ao longo do ano. Espero que minhas experiências possam ajudar vocês também com suas turmas!

Até a próxima, pessoal! Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar como anda trabalhando essa habilidade com os alunos aí na escola de vocês, tô por aqui! Abraço!

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