Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF67LP30Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror, humor, narrativas de enigma, crônicas, histórias em quadrinhos, dentre outros, que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido, tais como enredo, personagens, tempo, espaço e narrador, utilizando tempos verbais adequados à narração de fatos passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se iniciar uma história e de inserir os discursos direto e indireto.

Análise linguística/semióticaConstrução da textualidade Relação entre textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP30 da BNCC é uma daquelas que parecem complicadas no papel, mas quando a gente bota em prática com os alunos, ela flui legal. Na prática, o que a BNCC tá pedindo é que os meninos consigam criar uma história do zero, sabe? Usar a imaginação para desenvolver narrativas diferentes, seja de suspense, humor, ou qualquer outro gênero. O importante é que eles saibam construir um enredo, criar personagens e situar a história num tempo e espaço definidos. Essa habilidade também envolve saber usar tempos verbais corretamente e entender como começar uma história de jeito interessante e como inserir falas diretas e indiretas.

Aí se você for pensar, isso tá bem conectado com o que eles já vêm aprendendo nas séries anteriores. No 5º ano, por exemplo, a galera já trabalha bastante com a leitura de contos e histórias. Eles já chegam no 6º ano com uma boa noção de como uma narrativa é formada, quais são os elementos principais, como personagem e enredo. O desafio aqui é fazer com que eles passem de leitores para criadores dessas histórias. E olha, não é fácil não! Mas também não é impossível. A galera se diverte um bocado quando vê que consegue juntar tudo isso e criar suas próprias narrativas.

A primeira atividade que eu sempre faço pra trabalhar essa habilidade é a criação de contos populares. Aí eu trago algumas histórias bem conhecidas, tipo "O Boto", "A Mula sem Cabeça" e por aí vai. Uso xerox mesmo, material simples, nada demais. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos e peço pra eles criarem uma nova versão do conto que receberam, podendo mudar o final ou algum detalhe importante da história. Eles têm um tempinho de uma aula pra pensar nisso e na aula seguinte apresentam para o resto da turma. Na última vez que fiz isso, foi muito engraçado porque o Joãozinho e a Maria Clara decidiram que a Cuca tinha virado vegana e abria um restaurante na floresta. A turma adorou! Além de deixar a criatividade rolar solta, eles compartilharam o trabalho em grupo e desenvolveram muito bem a oralidade ao apresentar.

A segunda atividade que gosto bastante é fazer eles escreverem contos de mistério. Eu trago uma música instrumental de suspense (boto no celular mesmo) pra tocar de fundo, pra criar aquele clima. Peço pra turma fechar os olhos e imaginar uma cena misteriosa. Depois cada um anota o que imaginou. No começo eles ficam meio tímidos mas depois se soltam. Dou uns 30 minutos pra isso e depois peço pra escreverem uma história curta baseada na cena que imaginaram, deixando um mistério no ar. Os alunos ficam super empolgados com isso! Na última vez rolou algo engraçado: o Pedroca inventou que tinha um mistério sobre uma caneta desaparecida na escola e deixou todo mundo curioso sobre o final porque ele não revelou quem pegou a caneta.

Por último, faço uma atividade com histórias em quadrinhos (HQ). Trago alguns gibis antigos pros meninos verem como exemplo. A ideia é eles criarem suas próprias histórias em quadrinhos usando personagens realistas ou fantásticos. Para essa atividade eu uso folhas A4 em branco e lápis de cor ou canetinha. Eles trabalham sozinhos dessa vez, pra dar asas à imaginação individualmente. Dou umas duas aulas pra isso porque desenhar toma tempo. E olha, é incrível ver como eles se dedicam! Da última vez o Lucas fez uma história cheia de ação com um super-herói chamado Zé Relâmpago que salvava a cidade dos ladrões de goiabada.

O legal dessas atividades é ver como eles vão desenvolvendo um olhar crítico sobre as histórias que conhecem e querem contar. Eles começam a ter mais noção das estruturas narrativas sem nem perceber que tão aprendendo teoria na prática. Cada aluno reage de um jeito diferente mas no fim das contas todo mundo acaba curtindo participar porque tá muito ligado ao imaginário deles.

Enfim, trabalhar essa habilidade é show porque a gente consegue ver na prática como as crianças crescem enquanto leitores e escritores do nosso mundinho fantástico aqui da sala de aula! É sempre gratificante ver aquele brilho nos olhos quando eles conseguem criar algo novo do zero! Bom demais!

E aí, continuando sobre essa habilidade EF67LP30, uma coisa legal é que dá pra perceber quando o aluno aprendeu sem precisar aplicar prova formal. Quando a gente circula pela sala, dá pra sacar nas conversas entre eles. Quando um aluno tá explicando pro outro como ele pensou no enredo ou por que escolheu tal personagem, já é um sinal de que ele entendeu o conteúdo.

Teve um dia que eu tava passando pela sala e ouvi a Ana Clara falando pro Pedro que ela escolheu colocar a história dela numa fazenda porque achava que isso ia dar mais emoção, já que o personagem principal era um caipira corajoso. Aí ela foi explicando como o ambiente rural ajudava a construir a tensão da narrativa. Na hora eu pensei "ah, essa entendeu". Outra situação foi quando o João tava ajudando o Lucas a ajustar os tempos verbais na história dele. Ele disse algo tipo "se isso aconteceu antes, você tem que usar o passado aqui". Essa troca entre eles é ouro.

Agora, sobre os erros comuns, tem bastante coisa. Um dos erros mais comuns é a confusão com tempos verbais. A Júlia, por exemplo, escreveu uma história toda no presente, mas de repente passou pro passado sem perceber. Isso acontece direto porque muitos deles tão acostumados a contar histórias oralmente e não percebem essas nuances na escrita. Quando pego esses erros na hora, eu chamo pra uma conversa rápida e mostro como o tempo verbal influencia a linha do tempo da história.

Outro erro é na criação de personagens, às vezes os meninos colocam muitos personagens e acabam se perdendo. O Caio uma vez fez uma história com uns dez personagens e tinha hora que ele mesmo confundia quem era quem. Isso acontece porque eles querem colocar tudo o que imaginam no papel e acabam exagerando. Quando isso rola, eu sugiro focar em um ou dois personagens principais e dar mais profundidade pra eles, em vez de quantidade.

Sobre o Matheus que tem TDAH, eu já percebi que ele se beneficia de atividades mais curtas e bem definidas. Em vez de pedir pra escrever uma história inteira de uma vez só, a gente faz em etapas: primeiro os personagens, depois o ambiente e por fim o conflito. Isso ajuda ele a não se perder no meio do processo. Também uso cronômetros pra ajudar ele a gerenciar o tempo, tipo "vamos gastar 15 minutos pensando no ambiente". E sempre deixo à mão materiais de apoio visual porque ele responde bem a isso.

Com a Clara que tem TEA, eu preciso adaptar ainda mais as atividades. Uso muito suporte visual com ela também, mas de uma forma diferente. Por exemplo, coloco cartões com imagens dos personagens e cenários pra ela escolher enquanto escreve. Também faço questão de explicar bem as instruções de maneira clara e sem muita informação de uma vez só. O que não funcionou muito foram atividades em grupo sem uma estrutura clara porque ela se perde na interação social.

O legal é ver como pequenas adaptações fazem diferença pros meninos que têm TDAH ou TEA. Não é fácil não, mas quando a gente vê eles conseguindo participar e desenvolver as atividades do jeito deles, é gratificante demais.

Bom, acho que por hoje é isso! Espero que essas histórias ajudem vocês aí também nas suas salas de aula. Se tiverem outras dicas ou quiserem contar experiências, manda aí! Valeu pela conversa e até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF67LP30 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.