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EF67LP22Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir resumos, a partir das notas e/ou esquemas feitos, com o uso adequado de paráfrases e citações.

Produção de textosEstratégias de escrita: textualização, revisão e edição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF67LP22 da BNCC, é aquela coisa de ensinar os meninos a fazer resumos, sabe? Tipo, pegar um texto grande e transformar em algo mais curto, mas sem perder a ideia principal. E isso não é só copiar frases do texto original não, é entender o que tá lendo, botar nas próprias palavras, e usar aquelas tais de paráfrases e citações quando for necessário. Na prática, os alunos têm que conseguir pegar um conteúdo, entender o que é mais importante, e escrever um resumo que qualquer um pode ler e sacar do que se trata.

A galera do 6º ano já vem com uma base lá do 5º ano em leitura e entendimento de textos, mas agora o buraco é mais embaixo. Eles têm que ser capazes de anotar detalhes importantes enquanto leem e depois juntar tudo isso de forma coerente. É como se fossem pequenos detetives: pegam pistas (informações) e montam o caso (resumo). E olha, isso é mega importante não só pra escola, mas pra vida toda, né? Imagina lá na frente, quando tiverem que resumir um texto técnico no trabalho ou entender um contrato.

Bom, pra trabalhar isso na sala de aula, faço algumas atividades que ajudam bastante. Primeiro, uma que eu gosto muito é a leitura colaborativa. A gente pega um texto simples, geralmente uma notícia atual ou um conto curto. Entrego cópias do texto pra galera e divido a sala em grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo fica com a missão de ler o texto em voz alta entre eles enquanto anotam as partes mais importantes. Isso leva uns 20 minutos. Depois dessa leitura, peço pra cada grupo fazer um resumo conjunto do texto.

Da última vez fizemos isso com uma notícia sobre os efeitos do desmatamento na Amazônia. A Mariana foi rápida em perceber que o principal era o impacto ambiental, enquanto o João achou interessante falar da parte econômica. Foi legal ver eles discutindo o que era realmente relevante pro resumo. A reação dos meninos geralmente é positiva porque eles conseguem discutir entre si e aprender juntos.

Outra atividade que dá muito certo é a "Oficina de Parafrasear". Aí a gente trabalha mais individualmente. Primeiro explico o que é uma paráfrase — pegar uma ideia e reescrever com suas palavras. Dou um parágrafo bem simples (geralmente uma descrição de algum lugar ou evento) e peço pra cada um fazer sua própria versão disso. Essa atividade leva uns 30 minutos no total. O material é só papel e caneta mesmo.

Da última vez eu dei um parágrafo descrevendo uma praça aqui de Goiânia. A Isabela fez uma paráfrase tão boa que parecia até poesia! Ela descreveu as árvores como se elas tivessem vida própria e os bancos como "observadores incansáveis". A turma ficou bem impressionada com a criatividade dela, e isso incentivou outros a tentarem caprichar também.

Por fim, uma atividade que eu acho essencial é o "Resumo da Semana". Todo sábado de manhã eles têm que trazer um resumo de algo que leram durante a semana — pode ser livro, artigo da internet, gibi ou reportagem. O importante é que usem as estratégias que aprendemos: anotar pontos importantes, parafrasear e citar quando necessário. Não precisa ser nada muito complexo, mas tem que ser no capricho.

A última vez que fizemos isso foi bem engraçada porque o Rafael trouxe um resumo de uma reportagem sobre futebol, mas ele se empolgou tanto que acabou transformando em quase uma crônica! Ele usou citações diretas dos jogadores que leu na matéria original e conseguiu deixar o texto bem envolvente. Os outros meninos ficaram empolgados porque muitos deles gostam do tema, então rolou uma troca legal ali.

Bom, essas são algumas das maneiras que tento abordar essa habilidade na minha turma do 6º ano. Claro que nem sempre tudo sai perfeito — às vezes os meninos se embolam um pouco ou esquecem de parafrasear direito — mas faz parte do aprendizado. Acho importante dar espaço pra eles errarem e acertarem juntos, porque no fim das contas é assim que a gente aprende melhor, né?

É isso aí pessoal! Se vocês têm outras sugestões ou fazem diferente na sala de vocês, compartilhem aí também! Abraço!

A galera do 6º ano já vem com uma base lá do ensino fundamental I, mas a gente sabe que nem sempre essa base é sólida, né? Então, o desafio é fazer com que todos cheguem num nível legal de entendimento e produção de texto. Aí, você me pergunta: "Carlos, como é que você sabe quando um aluno realmente aprendeu isso? Sem ser por prova?" Olha, são pequenos sinais no dia a dia, sabe?

Quando tô circulando pela sala e vejo o Tiago explicando pra Ana como ele resumiu aquele parágrafo do texto sobre a Amazônia, e ela faz aquela cara de "ah, agora entendi!", é sinal que o Tiago já tá entendendo bem o processo. Ou quando tô ouvindo as conversas entre eles e o Lucas comenta que usou as próprias palavras pra reescrever a lenda do Curupira e a Mariana diz que achou mais fácil entender assim do que lendo o texto original. Isso mostra que eles tão conseguindo fazer a leitura crítica e transformar isso num resumo eficiente.

Outro dia mesmo, a Sofia me chamou pra mostrar o resumo dela sobre um texto de ciências. Ela tava animada porque conseguiu deixar bem claro os pontos principais sem copiar nada do original. Dava pra ver que ela tava orgulhosa do próprio trabalho e isso é um baita indicativo de que ela aprendeu. Quando os alunos usam estratégias de leitura e escrita sem nem perceberem que tão usando, aí eu vejo que eles tão no caminho certo.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, tem alguns que sempre aparecem. Por exemplo, o Gabriel sempre quer colocar tudo no resumo. Ele acha que cada detalhe do texto é imprescindível e acaba fazendo mais um copia e cola do que um resumo mesmo. Aí, eu explico pra ele: "Gabriel, imagina que você tá contando essa história pro seu amigo durante o recreio. O que você falaria em duas ou três frases pra ele entender do que se trata?" Isso ajuda a clarear as ideias.

A Julia tem outro tipo de dificuldade. Ela entende a ideia principal, mas na hora de reescrever com as próprias palavras, acaba usando termos muito complicados ou sai do contexto. Com ela, eu falo: "Julia, pensa que você tá contando isso pro seu irmão mais novo. Como você explicaria pra ele?". A ideia é dar exemplos concretos do dia a dia deles.

E aí tem o Matheus, que tem TDAH. Com ele, preciso adaptar bastante porque a atenção dele voa fácil. O negócio é manter atividades curtas e dinâmicas. Tipo assim, ao invés de pedir um resumo escrito logo de cara, às vezes faço ele contar oralmente primeiro ou faço joguinhos de palavras-chave com ele antes de partir pro texto escrito. Isso dá uma quebrada na monotonia e ajuda ele a focar melhor.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de mais estrutura nas atividades. Com ela funcionou super bem fazer desenhos junto com os resumos. Então quando trabalhamos um texto sobre planetas, por exemplo, ela desenha cada planeta com uma breve descrição ao lado. Isso organiza as ideias dela visualmente e dá mais segurança pra depois escrever o texto resumo.

Mudar o tempo também é importante pros dois. Dou um tempinho extra quando preciso e tento evitar que sintam pressão pra terminar junto com o restante da turma.

O que não funciona? Atividades muito longas ou sem instruções claras. Já tentei uma vez deixar eles dividirem grupos livremente pra fazer resumos juntos e tudo virou uma bagunça total pro Matheus e a Clara se perderam no meio da confusão.

Bom, pessoal, acho que é isso aí! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais como dá pra perceber o aprendizado dos alunos sem provas formais e como lidar com as diferentes situações em sala de aula. Qualquer coisa, tamo aí pra trocar ideia! Abraço!

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