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EF67LP20Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Realizar pesquisa, a partir de recortes e questões definidos previamente, usando fontes indicadas e abertas.

Produção de textosCuradoria de informação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF67LP20 da BNCC, a ideia é preparar os meninos pra pesquisarem com um certo método, sabe? Não é só jogar no Google e pegar a primeira coisa que aparece. A gente quer que eles consigam pegar um tema, fazer perguntas inteligentes sobre ele e buscar as respostas em fontes confiáveis e variadas. É aquela coisa de não acreditar em tudo que lê na internet, né? Eles têm que saber separar o joio do trigo. Isso envolve, por exemplo, conseguir entender qual fonte é boa de usar e qual não é. Pra quem tá no 6º ano, isso quer dizer muitas vezes que já devem ter tido algum contato com pesquisa no 5º ano, mas agora a gente vai aprofundar mais um pouco.

A primeira coisa que eu faço é uma atividade que chamo de "Caça ao Tesouro da Informação". Pra essa atividade, uso materiais simples: revistas velhas, jornais e uns tablets que conseguimos emprestados da biblioteca da escola. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Em cada grupo, eles recebem um tema específico. Da última vez foi sobre os biomas brasileiros. Peço pra eles formularem uma pergunta sobre o tema, tipo "Qual a importância do Cerrado pro equilíbrio ecológico do Brasil?". Depois disso, eles têm que buscar respostas tanto nas revistas e jornais quanto na internet. A ideia é que eles comparem as informações e vejam onde encontram mais detalhes ou dados mais confiáveis. Essa atividade costuma levar umas duas aulas de 50 minutos cada. Os alunos geralmente adoram mexer nos tablets e acabam se surpreendendo com a quantidade de informação diferente que acham. Na última vez que fizemos isso, a Ana Paula encontrou uma notícia antiga num jornal sobre queimadas no Cerrado e ficou chocada ao comparar com um artigo atualizado no tablet. Ela não sabia que a situação tinha piorado tanto!

Outra atividade interessante que faço é o "Quiz de Fontes Confiáveis". Pra essa, uso um projetor e uma lista de sites variados. Coloco exemplos de fontes boas e ruins, sem dizer quais são quais. A turma toda participa junto, tipo jogo mesmo. Mostro imagens dos sites e eles têm que votar se acham aquela fonte confiável ou não. Aí discutimos as escolhas deles. Isso leva uma aula de 50 minutos e a garotada fica bem animada tentando acertar o máximo possível. O Lucas, por exemplo, jurou que um blog sobre saúde escrito por alguém sem formação na área era confiável só porque tinha muitos seguidores! Foi engraçado ver como ele ficou surpreso quando explicamos os critérios certos pra avaliar isso.

Por último, tenho uma atividade contínua chamada "Diário de Pesquisa". Cada aluno tem um caderninho onde registra suas pesquisas ao longo do bimestre. Eles escolhem temas livres nas primeiras vezes pra se familiarizarem com o processo e depois vão seguindo temas dados por mim. O legal desse diário é que dá pra ver a evolução deles em selecionar as informações e formular perguntas melhores ao longo do tempo. Normalmente dou uns 15 minutos finais de cada aula pra essa atividade durante umas três vezes no mês. É bacana porque eles realmente levam a sério; outro dia o João me mostrou orgulhoso como estava conseguindo entender melhor as notícias sobre política porque agora sabia verificar se as fontes eram confiáveis.

Enfim, essas atividades ajudam muito os meninos a desenvolverem essa habilidade importante de pesquisa com critério. O mais legal é ver como eles começam a perceber sentido naquilo tudo fora da sala de aula também. Tipo aquele dia em que a Mariana veio me contar que estava ajudando a mãe dela a achar informações para o trabalho dela na internet, e como ela estava usando as dicas das atividades pra isso! É isso aí, galera, vamos tocando o barco sempre buscando formas de melhorar essas questões com os meninos.

Espero ter dado umas ideias legais aí pra vocês usarem também! Bora lá continuar trocando experiências!

E aí galera, continuando a conversa sobre a habilidade EF67LP20, que é super importante pro 6º ano, eu queria contar um pouco de como a gente percebe que os meninos estão realmente aprendendo, sem depender só de prova formal.

Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala, sempre fico de ouvido atento. A forma como eles conversam entre si é muito reveladora. Por exemplo, teve um dia que o Pedro tava ali na mesa dele, explicando pro Lucas como ele achou uma fonte confiável. Fiquei só escutando de longe ele falando "Olha aqui, Lucas, quando você vê um artigo que tem referência, é melhor que aqueles blogs sem pé nem cabeça". Nesse momento pensei: cara, o Pedro tá pegando o jeito da coisa! Outro exemplo foi quando a Julia comentou com a Marina sobre um vídeo que assistiram e disse "Mas sabe, o cara do vídeo nem mostrou fontes confiáveis... acho que ele só queria likes." Aí vi que a Julia também tava ligada no que a gente tinha discutido na aula.

Agora, sobre os erros mais comuns... Oooh, como tem história! A Carla, por exemplo, toda vez que vai pesquisar, acaba citando aquelas páginas de "perguntas e respostas" achando que é fonte segura. Aí eu sempre preciso relembrar ela que quem escreve ali pode ser qualquer pessoa, sem compromisso com a verdade. E o João sempre acha que só porque o site tem uma aparência mais profissional, tá valendo como fonte confiável. Esses erros são comuns porque os meninos ainda não têm muita prática em verificar a credibilidade das informações. Quando eu pego esse erro na hora, dou aquele toque: "Ô Carla, olha só a falta de referência aqui. Vamos tentar achar uma fonte melhor?".

Sobre o Matheus e a Clara, essa dupla me faz adaptar um bocado as coisas na sala de aula. O Matheus tem TDAH e isso faz com que ele tenha dificuldade em manter o foco por muito tempo numa tarefa só. Então, pro Matheus, as atividades precisam ser mais curtas e divididas em etapas. Uso muito timer ou cronômetro e dou pequenas pausas pra ele esticar as pernas. Ele também se beneficia de dicas visuais: cartazes com passos do que fazer ajudam demais. Já tentei deixar tudo na oralidade e não funcionou tão bem.

E com a Clara, que tem TEA, eu procuro usar materiais visuais mais estruturados e previsíveis. Ela gosta de saber o que vem pela frente. Faço o uso de tabelas e gráficos pra ela ver os passos da pesquisa de forma organizada. E nas conversas em grupo, dou uma suavizada no ritmo e no tom pra não sobrecarregar ela com muita informação de uma vez só. O que não funcionou foi tentar improvisar muito na hora da atividade; ela precisa daquela segurança do planejamento.

Enfim pessoal, essa habilidade é cheia de nuances e exige da gente uma observação constante do dia a dia dos alunos. Eles têm sua própria maneira de mostrar que estão entendendo — seja numa conversa entre eles ou numa pergunta bem colocada durante a aula. O lance é ficar atento e dar suporte antes que alguma dificuldade vire uma bola de neve.

Bom, é isso! Vou ficando por aqui. Espero ter ajudado compartilhando um pouco da minha experiência com vocês. Qualquer coisa estamos aí pra trocar ideias! Abraço!

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