Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF67LP19Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Realizar levantamento de questões, problemas que requeiram a denúncia de desrespeito a direitos, reivindicações, reclamações, solicitações que contemplem a comunidade escolar ou algum de seus membros e examinar normas e legislações.

Produção de textosEstratégia de produção: planejamento de textos reivindicatórios ou propositivos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP19 da BNCC é uma daquelas que a gente precisa levar pro dia a dia dos meninos, sabe? Na prática, ela pede que os alunos consigam olhar ao redor deles, identificar problemas ou questões que afetam a comunidade escolar e se expressem sobre isso de forma estruturada. Ou seja, eles precisam ser capazes de levantar questões importantes, entender os direitos que podem estar sendo desrespeitados, ou até propor soluções para melhorar algo na escola. É algo bem legal porque conecta muito com a realidade deles e dá voz pra eles falarem sobre o que importa.

Então, vamos por partes. Quando falo que o aluno tem que levantar questões ou problemas, estou dizendo que ele precisa ser observador e crítico. Na prática, isso quer dizer que o aluno deve notar coisas como: se o bebedouro não está funcionando direito, se o banheiro está em condições ruins, ou se tem algum colega sofrendo algum tipo de bullying. Aí, depois de identificar esses problemas, a habilidade pede pra eles pensarem em como denunciar ou resolver isso. Pode ser através de um texto, um abaixo-assinado, uma cartinha pra direção... algo assim.

Quando os alunos chegam no 6º ano, eles já trazem alguma bagagem de anos anteriores sobre como expressar opiniões e fazer pequenas argumentações. Eles já sabem escrever bilhetes ou pequenas cartas com uma certa organização. O que eu faço é pegar esse conhecimento e aprofundar um pouco mais, trazendo a questão dos direitos e normas pra conversa. E eles adoram quando percebem que aquilo que estão aprendendo na sala pode ter um impacto real na escola deles.

Agora vou contar umas atividades que faço com a turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira coisa que gosto de fazer é um "tour crítico" pela escola. Pego um período da aula, uns 50 minutos, e saímos pela escola caminhando mesmo. Dou um caderninho simples pra cada um e peço pra eles anotarem tudo o que acharem que precisa ser melhorado na escola. A turma sempre fica animada porque é uma aula diferente e eles podem sair da sala. Na última vez que fizemos isso, o João não parava de anotar coisas sobre a quadra de esportes - estava lá fazendo as contas de quantas telhas estavam faltando no telhado. E a Mariana ficou muito preocupada com a questão dos lixos nos corredores.

Depois desse "tour", voltamos pra sala e começamos a organizar as ideias em grupos. Divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos e dou mais umas duas aulas (cada uma de uns 50 minutos) pra eles discutirem entre si e escolherem um problema que acham mais importante. Eles usam folhas A4 pra anotar tudo e é interessante ver como surgem ideias diferentes dentro dos grupos. Lembro que na última atividade dessas o grupo do Lucas escolheu falar sobre a qualidade da merenda escolar - eles até fizeram umas entrevistas rápidas com os colegas na hora do recreio pra ter mais informações.

A terceira atividade é a produção de textos propriamente dita. Eu dou mais umas três aulas pra isso porque gosto de ensinar cada passo devagar. Primeiro eles fazem um rascunho simples do texto reivindicatório ou propositivo - seja uma carta à direção ou um abaixo-assinado com proposta de melhorias. Nessa etapa, uso exemplos reais de textos reivindicatórios (só mudando os nomes) pra eles entenderem melhor como estruturar suas ideias - tipo introduzir o problema, argumentar por que é importante e propor algo no final.

As reações às vezes são engraçadas porque alguns ficam surpresos ao perceberem como conseguem se expressar melhor do que imaginavam. O Pedro, por exemplo, queria muito falar sobre os banheiros quebrados mas não sabia como começar o texto. Depois de algumas dicas, ele conseguiu montar um texto super bem feito e ficou todo orgulhoso quando leu pros colegas.

Aí vem a parte legal: quando todos terminam seus textos, fazemos uma roda de leitura onde cada grupo apresenta suas propostas pros colegas e discutimos juntos qual delas pode ser levada à direção ou debatida em reuniões maiores da escola.

O legal dessas atividades é ver como os alunos se envolvem quando percebem que aquilo pode realmente trazer mudanças pro dia a dia deles. E olha, muitas vezes acabamos conseguindo algumas melhorias reais por conta dessa mobilização dos meninos.

E é assim que vou trabalhando essa habilidade com os alunos do 6º ano - conectando o aprendizado ao cotidiano deles e mostrando como eles podem ter voz ativa na comunidade escolar.

E aí meus caros colegas desse fórum, alguém tem alguma dica ou atividade bacana sobre esse tema? Gosto demais de aprender novas estratégias com vocês!

Aí, quando a gente pensa em saber se a galera realmente aprendeu, tem que prestar atenção em várias coisas no dia a dia. Não é só aquela coisa de prova, né? Eu adoro circular pela sala, ouvir o que eles estão conversando entre si, os debates. Dá pra perceber na hora quando alguém saca mesmo o que a gente tá trabalhando. Tipo, outro dia, eu tava andando pela sala e ouvi a Júlia e o Pedro discutindo sobre as condições dos banheiros da escola. A Júlia falava como poderiam melhorar a limpeza e o Pedro argumentava sobre a responsabilidade dos alunos em manter tudo limpo. Nessa hora, eu pensei: "Ah, eles entenderam o lance de identificar um problema e pensar em soluções."

Outra coisa que acontece é quando eles começam a explicar as coisas uns pros outros. É muito bacana! Por exemplo, o Lucas tava meio perdido sobre como escrever um texto argumentativo. Aí, o Gabriel foi lá e começou a explicar com exemplos do bairro deles, e eu pensei "pronto, esse entendeu". É legal ver eles usando a realidade ao redor deles pra entender o conteúdo.

Agora, vamos falar dos erros comuns. Olha, tem uma galera que ainda fica confusa na hora de estruturar as ideias. Peguei a Ana outro dia escrevendo uma redação sobre segurança na escola, mas tava tudo misturado. Ela começou falando das câmeras de segurança, depois pulou pro recreio e terminou falando dos lanches da cantina! Aí eu sentei com ela e falei: “Ana, vamos organizar isso aqui.” Mostrei como podia dividir as ideias em tópicos e deixar cada parte do texto com um foco. É uma questão de prática mesmo e eles vão pegando o jeito aos poucos.

E tem aquele erro clássico de não saberem distinguir fato de opinião. O João fez um texto com várias opiniões pessoais sem deixar claro que eram opiniões dele. Ele escrevia como se fossem dados confirmados. Então, expliquei pra ele que precisava mostrar que aquilo era o que ele pensava ou que devia pesquisar mais pra trazer informações confiáveis.

Sobre como eu lido com o Matheus e a Clara, cada um tem suas necessidades específicas, então faço algumas adaptações nas atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e curtas porque ele perde o foco rápido. Então, às vezes eu divido as tarefas em etapas menores ou faço ele levantar da cadeira pra buscar alguma coisa relacionada à tarefa, tipo imagens ou recortes pra montar um painel. Isso ajuda a manter ele engajado.

Com a Clara, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista), eu adapto mais a forma de apresentar as coisas. Ela funciona bem com rotinas claras e previsíveis. Então sempre explico direitinho o que vamos fazer no começo da aula e uso muitos materiais visuais. Por exemplo, quando estamos trabalhando em projetos de escrita, dou pra ela um roteiro visual do passo a passo que precisa seguir. Isso ajuda bastante.

Já rolou também de algo não funcionar. Tentei uma vez fazer atividade em dupla com o Matheus e a Clara pra ver se rolava uma interação legal entre eles, mas não deu certo porque os dois precisavam de respostas muito diferentes. Acabei percebendo que o melhor era deixar eles trabalharem no ritmo deles próprios.

Enfim, gente, acho que o mais importante é estar atento ao que funciona pra cada aluno e ter flexibilidade pra adaptar as estratégias. No fim das contas, é sobre ajudar cada um a encontrar sua voz e se sentir parte da comunidade escolar. Acho que terminamos por aqui hoje. Abraço pra todo mundo!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF67LP19 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.