Olha, essa habilidade EF69LP40 da BNCC parece complicada quando a gente lê, mas na prática é bem mais simples de entender. Basicamente, é sobre ensinar os meninos a fazer apresentações orais de forma mais organizada e clara. Eles precisam saber começar uma apresentação com uma saudação bacana, introduzir o tema direitinho, desenvolver as ideias de forma coesa e, no final, dar aquela encerrada que amarra tudo que foi dito. Além disso, tem aquela parte de como usar a voz e o corpo durante a apresentação. Sabe quando a gente fica nervoso e começa a falar rápido demais ou não sabe o que fazer com as mãos? Pois é, a ideia é ensinar a galera a controlar isso pra que eles consigam passar a mensagem de forma clara e segura.
Quando eles estavam no 5º ano, já tinham uma noção básica de se apresentar na frente da turma. Faziam aquelas apresentações sobre temas do livro ou trabalhos em grupo. Mas agora, no 6º ano, a gente quer que eles melhorem a qualidade dessas apresentações, tanto no conteúdo quanto na forma de apresentar.
Então, vou contar pra vocês três atividades que faço com os meninos do 6º ano aqui em Goiânia pra trabalhar essa habilidade.
A primeira atividade é assistir e analisar vídeos de palestras curtas. Eu escolho uns vídeos do TED-Ed ou de outras plataformas que têm palestras legais e interessantes pros alunos. Uso só o projetor da sala mesmo, não precisa de nada sofisticado. A galera fica em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo assiste ao vídeo prestando atenção em uma coisa específica: um grupo observa como o palestrante faz as introduções e conclusões, outro presta atenção nos gestos e expressão facial, outro no tom e ritmo da fala e assim vai. Depois a gente discute em sala o que cada grupo observou. Essa atividade leva uns 50 minutos, mais ou menos uma aula inteira. Da última vez que fiz isso, a Ana Clara ficou impressionada com como os palestrantes pareciam tão seguros mesmo falando em público. Ela até comentou que queria aprender a falar daquele jeito na frente da turma sem ficar nervosa.
A segunda atividade é prática: os alunos têm que preparar uma apresentação sobre um tema livre, mas que eles gostem bastante. Pode ser sobre um esporte que praticam, um hobby, qualquer coisa. Eles têm uma semana pra preparar em casa. No dia da apresentação, eu organizo por sorteio quem vai apresentar primeiro. A ideia é eles aplicarem tudo o que discutimos: começar com uma saudação legal, introduzir o tema, desenvolver bem as ideias e encerrar direito. Além disso, têm que prestar atenção na postura corporal e usar a voz de forma adequada. Cada apresentação leva uns 5 minutos por aluno, então geralmente essa atividade toma umas duas aulas inteiras. Na última vez que fizemos isso, o João Pedro trouxe um modelo de avião pra explicar sobre aerodinâmica. Ele estava tão empolgado que esqueceu completamente do nervosismo. Foi bacana ver ele se desenvolvendo assim.
A terceira atividade é uma espécie de oficina de gestualidade e voz. A gente faz isso no pátio da escola porque precisa de espaço pra movimentar o corpo à vontade. Primeiro a gente faz uns exercícios básicos de postura e respiração — tipo aqueles alongamentos simples — pra eles sentirem como o corpo pode ajudar a falar melhor. Depois fazemos exercícios com a voz: sussurrar e falar mais alto sem gritar, sentir o ritmo das palavras... sabe? Cada exercício leva uns 5 minutos e dá pra fazer tudo em uns 40 minutos. Os meninos geralmente acham engraçado no começo, ficam meio tímidos com os exercícios — o Lucas é sempre o primeiro a reclamar que vai pagar mico — mas depois eles acabam se soltando e descobrem formas novas de se expressar.
Aí é isso! Essas são algumas das maneiras que eu tento ajudar os meninos do 6º ano aqui na escola em Goiânia a melhorarem suas habilidades orais conforme essa habilidade da BNCC pede. O importante é deixar tudo leve e divertido pra eles irem se acostumando com essa prática sem medo ou vergonha. E sempre rola umas boas risadas no meio do caminho!
a mão? Pois é, isso a gente vai trabalhando aos poucos. Eu gosto muito de fazer atividades em duplas ou pequenos grupos. A galera se sente mais à vontade pra falar e, ao mesmo tempo, dá pra um ajudar o outro. Eu costumo fazer uma rodada de apresentações curtas, tipo assim, cada um vai lá na frente e fala sobre um assunto que gosta, pode ser um filme, uma música ou até um jogo. Aí, a gente vai vendo como eles se saem e dou feedback na hora.
Agora, sobre perceber se o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal, isso é mais observação mesmo. Quando eu circulo pela sala durante as atividades, fico atento nas conversas deles. Tipo, outro dia eu estava escutando a Beatriz falando com o João sobre como ela organizou os pontos da apresentação dela. Ela explicou direitinho pro João que tinha começado com uma pergunta pra chamar a atenção da turma e depois desenvolveu o tema em três partes. Ali eu vi que ela tinha pegado a ideia de estruturação. Outro momento legal foi quando o Lucas tava ajudando a Maria a ensaiar e ele dava umas dicas de como ela podia usar as mãos pra ficar mais natural. O Lucas aprendeu bem isso e tava repassando pro colega.
Os erros mais comuns que vejo nesse conteúdo são bem variados. Um que acontece bastante é a galera esquecer de organizar as ideias antes de começar a falar. O Pedro é um exemplo clássico disso: ele tem ótimas ideias, mas começa a falar sem ordem nenhuma. Aí no meio da apresentação ele mesmo se perde. Quando eu percebo isso, paro ele ali mesmo e falo: "Pedro, pensa primeiro na introdução, no desenvolvimento e no final. Faz um rascunho rapidinho antes". Outro erro comum é ficar nervoso e falar rápido demais. A Rafaela é assim. Ela começa bem, mas quando fica nervosa acelera tanto que ninguém entende nada. Com ela, a gente trabalha técnicas de respiração e pausas.
Agora, com relação ao Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, eu preciso fazer algumas adaptações nas atividades pra eles. Com o Matheus, por exemplo, eu uso cartões visuais com as etapas da apresentação pra ajudar ele a se organizar. Tipo assim, cada cartão tem uma etapa: introdução, desenvolvimento 1, desenvolvimento 2 e conclusão. Isso funciona bem pra manter ele no trilho durante a atividade. Também dou algumas pausas planejadas pra ele dar uma volta rápida na sala e não ficar muito agitado.
Já com a Clara, que tem TEA, eu uso recursos visuais mais fortes. Imagens claras do que ela pode usar na apresentação ou até vídeos curtos que mostram como outras pessoas fazem apresentações ajudam ela bastante a entender o que é esperado. Ela também gosta de rotinas bem definidas, então sempre explico o que vai acontecer em cada parte da aula antes de começarmos.
Um desafio que enfrentei foi quando tentei usar música como um recurso pra ajudar na memorização das etapas das apresentações com o Matheus. Achei que ia ajudar a deixar ele mais focado, mas acabou distraindo ainda mais. Em vez disso, descobri que jogos rápidos antes de começar ajudam ele a gastar energia e depois focar melhor.
Bom, já falei demais por hoje! Espero ter ajudado vocês aí com essas ideias e experiências da sala de aula. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar as experiências de vocês com essa habilidade ou qualquer outra coisa relacionada à sala de aula, tô por aqui! Sempre bom trocar essas figurinhas com quem tá no mesmo barco.
Até a próxima!