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EF69LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto produção e circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo (escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada a esse contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero), utilizando estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign e avaliação de textos, para, com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, corrigir e aprimorar as produções realizadas, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de concordância, ortografia, pontuação em textos e editando imagens, arquivos sonoros, fazendo cortes, acréscimos, ajustes, acrescentando/ alterando efeitos, ordenamentos etc.

LeituraTextualização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, então, quando a gente fala dessa habilidade EF69LP07 da BNCC, eu penso logo em como é importante preparar os meninos pra entenderem que escrever e se comunicar não é só botar as palavras no papel ou falar qualquer coisa de qualquer jeito. Eles precisam conseguir escolher como vão transmitir uma mensagem dependendo de quem vai ler ou ouvir, e do que eles querem alcançar com isso. É meio que pensar: "O que eu quero falar? Pra quem? Como é que essa pessoa vai entender melhor?". A galera já vem do 5º ano com uma noção básica de texto, mas agora a gente bota uma camada a mais, né? Tipo, eles precisam saber planejar o texto, revisar, editar e tudo isso com um olhar mais crítico e atento. Não é só escrever uma historinha e pronto.

Aí, vou contar umas atividades que eu faço na minha sala pra trabalhar isso. Primeiro, a gente faz um exercício que é bem legal, chamado "O Famoso e a Carta". Eu peço pros meninos escolherem um famoso que eles gostam — pode ser jogador de futebol, cantor, ator, o que for — e aí eles têm que escrever uma carta pra esse famoso. A sacada é que eles precisam pensar bem no tom da carta: se é formal ou informal, dependendo de quem eles escolheram. A turma costuma se dividir em duplas pra isso e cada dupla escolhe um famoso diferente. O material que a gente usa é simples: papel e caneta mesmo. Leva mais ou menos duas aulas pra terminar tudo. Na última vez que fizemos isso, o João teve uma ideia incrível: ele quis escrever pro Neymar como se fosse um amigo de infância. Ficou hilário! A turma se divertiu bastante e eles aprenderam sobre adequação de linguagem.

Outra atividade que gosto de fazer é a "Roleta de Gêneros Textuais". A gente monta uma roleta, pode ser até aquelas de cartolina mesmo, com vários gêneros textuais: notícia, carta pessoal, receita culinária, poema... A galera gira a roleta, e o gênero que cair é o que eles têm que criar. Eles fazem isso em grupos pequenos, porque aí dá pra trocar ideia e um ajuda o outro. Essa atividade leva mais ou menos uma aula inteira. Na última vez, caiu notícia pro grupo da Mariana e eles inventaram uma história sobre um gato resgatado no shopping. O mais interessante foi ver como eles foram ajustando o texto ao gênero conforme iam escrevendo: pensaram no título chamativo, na estrutura típica de notícia... No fim das contas, todo mundo acabou participando tanto na escrita quanto na revisão dos textos uns dos outros.

Por fim, tem a atividade do "Diário Coletivo". Essa é uma das minhas favoritas porque dá espaço pra criatividade e eles adoram. Funciona assim: cada aluno escreve uma entrada curta pro diário da turma sobre um mesmo dia ou evento — pode ser fictício ou real — e depois passamos o diário adiante pro próximo. O material aqui também é super simples: um caderno só pro diário. Essa atividade normalmente dura umas três aulas espalhadas pela semana. O legal dessa atividade é ver como diferentes estilos acabam surgindo. Na última vez que fizemos isso, me lembro bem do Lucas escrevendo sobre um suposto "ataque alienígena" durante o recreio. Ele gostou tanto da ideia que no final todo mundo quis continuar a história dele! Os meninos aprendem ali sobre coesão e coerência na prática, além de exercitarem o planejamento e a reescrita enquanto ajustam as ideias.

Essas atividades não só ajudam os alunos a desenvolverem suas habilidades linguísticas de forma prática como também tornam a aula mais dinâmica e interessante. E toda vez eles acabam descobrindo algo novo sobre como se comunicar melhor através das palavras. E olha só, cada vez mais vejo como essa abordagem ativa faz diferença no aprendizado deles.

É isso aí! Espero ter ajudado com essas dicas práticas. Vamos seguindo por aqui nessa luta boa pra formar essa molecada sabendo se expressar bem! Valeu por ler até aqui!

começam a perceber que não é só escrever por escrever, tem todo um propósito por trás da comunicação. E é na prática do dia a dia que eu vejo quando eles pegam o jeito da coisa, sabe? Nada mais gratificante do que ver os alunos aplicando o que aprenderam de forma espontânea.

Eu fico de olho neles enquanto circulo pela sala durante as atividades. Eu ouço as conversas e consigo pescar quando eles tão sacando a parada. Quando um aluno tá explicando pro outro e ele usa um exemplo que a gente trabalhou em sala, tipo a Sofia dizendo pro Pedro: "Ah não, Pedro, você tem que escrever assim porque quem vai ler é a professora, então tem que ser mais formal", aí eu já penso: "Ah, Sofia entendeu o recado". E quando eles começam a debater entre si sobre o melhor jeito de passar uma mensagem, é sinal de que tão no caminho certo.

Lembro de uma vez que o João tava escrevendo uma carta e ele virou pro colega do lado e disse: "Olha, a gente não pode começar assim porque senão vai parecer que a gente tá brigando com o leitor". Aí eu percebo que ele entendeu a importância do tom na escrita. Ou quando a Ana tava corrigindo o texto do Lucas e disse: "Aqui você tem que colocar mais detalhes pra pessoa conseguir imaginar melhor". É nessas horas que eu vejo que tão pegando o jeito da habilidade.

Agora, tem aqueles erros comuns, né? O Gabriel, por exemplo, sempre esquece de considerar quem vai ler. Ele escreveu uma carta pros colegas como se estivesse escrevendo pra mim. Aí eu falo: "Gabriel, pensa aí, como é que seus colegas falariam sobre isso? Dá uma revisada nesse tom". Isso acontece porque os meninos às vezes tão tão focados em seguir as regras que esquecem de pensar no leitor. E tem também o caso do Miguel, que adora florear demais os textos. Fica bonito, mas às vezes perde o foco da mensagem. Eu brinco com ele: "Miguel, foca no principal primeiro e depois você enfeita".

E não posso esquecer da Júlia que simplesmente ignora os parágrafos. Ela escreve tudo grudado num bloco só. Eu sempre dou aquele toque nela pra dar uma respirada e dividir melhor as ideias. Com esses errinhos, o lance é ir corrigindo na hora e lembrando eles da importância de revisar com o olhar de quem vai ler.

Agora sobre o Matheus e a Clara, meus alunos especiais... O Matheus tem TDAH e precisa de um ambiente bem estruturado. Eu tento deixar tudo bem claro pra ele desde o início: os objetivos da aula, o tempo pra cada atividade. Uso timers visuais pra ele se organizar melhor. Já testei fichas coloridas pra sinalizar etapas das atividades, mas essas ele achou confuso demais. O lance é simplificar ao máximo.

Com a Clara, que tem TEA, eu preciso fazer adaptações diferentes. Ela gosta muito de rotina e previsibilidade. Então procuro manter as atividades num formato parecido toda semana. Tem um quadro visual com os passos das atividades que ajuda muito ela a se organizar. O que não funcionou foi tentar introduzir muitas variações de uma vez só — isso deixava ela super ansiosa.

Pra ambos, personalizo materiais quando necessário. Combino com a Clara uma lista de palavras-chave antecipadamente e isso dá confiança pra ela participar nas discussões. Já com o Matheus, eu dou preferência por tarefas mais curtas e objetivas; funciona melhor assim.

No fim das contas, é um desafio fazer ajustes pro aprendizado acontecer pra todo mundo, mas também é uma alegria ver cada um deles avançando no seu ritmo. E aí é isso! Cada dia na sala de aula é uma nova oportunidade pra aprender com eles também.

Bom galera, acho que por hoje é isso! Vou ficando por aqui. Qualquer coisa tô por aqui sempre! Abraço!

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