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EF67LP34Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Formar antônimos com acréscimo de prefixos que expressam noção de negação.

Análise linguística/semióticaLéxico/morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP34 da BNCC é sobre ensinar os meninos do 6º ano a formar antônimos usando prefixos que expressam negação. Isso significa, na prática, pegar uma palavra e criar o oposto dela ao adicionar um prefixo tipo "in-", "des-", "im-", e por aí vai. Por exemplo, eles precisam entender que "feliz" vira "infeliz", ou "organizado" vira "desorganizado". É bem legal ver a carinha deles quando percebem que só um pedacinho no começo da palavra muda tudo.

Agora, pra chegar nessa habilidade, a turma já vem com um certo conhecimento lá do 5º ano. Eles já ouviram sobre antônimos antes, então a ideia de opostos não é nova. O que é novidade mesmo é usar esses prefixos. Então, a gente meio que constrói em cima do que eles sabem. E é interessante porque essa habilidade também ajuda a expandir o vocabulário deles — começam a ver que dá pra criar um monte de palavras novas só mexendo ali no comecinho.

Vou contar como faço isso na sala com três atividades que funcionam legal. A primeira coisa que fiz foi uma atividade de caça-palavras. Eu mesmo criei um caça-palavras no papel, com uma lista de palavras como “feliz”, “justo”, “possível”, e pedi pra eles encontrarem tanto as palavras quanto os antônimos delas já com o prefixo de negação. Usei esse material simples e organizamos a turma em duplas. Eles gostam de trabalhar em dupla porque se ajudam e é uma maneira mais divertida de aprender. Isso leva uns 20 minutos, e é interessante ver como eles reagem. Na última vez que fizemos, o João deu um grito: “Achei improvável!” Como se tivesse encontrado um tesouro. A turma toda riu e virou uma brincadeira saudável de quem achava mais primeiro.

Outra coisa que funciona bem é fazer um jogo no quadro. Eu anoto algumas palavras e chamo uns alunos na frente pra escreverem os antônimos com os prefixos certos. Quem não tá no quadro fica ajudando do lugar mesmo, dando dicas e sugestões. Com isso, a turma toda participa de alguma forma e é bem dinâmico. Eu costumo fazer isso na última meia hora da aula porque eles tão mais ativos e isso ajuda a concentrar essa energia toda de maneira produtiva. No último jogo desses, a Ana ficou enrolada com "moral", queria por “désmoral”. Não acertou na primeira, mas aprendeu depois de umas boas risadas.

A terceira atividade envolve um pouco mais de criatividade. Peço pra eles escreverem uma história curtinha usando pelo menos cinco antônimos formados com prefixos de negação. Eles escrevem a mão mesmo, num papel ou caderno. Depois de uns 30 minutos escrevendo, uns cinco alunos leem as histórias deles em voz alta. É ótimo porque além de praticar o conteúdo da aula, desenvolve também a escrita criativa e interpretação dos meninos. Na última vez que fizemos essa atividade, o Pedro escreveu sobre um “super-herói desvalente” que enfrentava o vilão “desinteressante”. Foi hilário, e deu até pra discutir como usar palavras menos comuns pode deixar a escrita mais divertida.

O bacana dessas atividades é que elas envolvem os alunos de maneiras diferentes e em contextos variados — tem jogo, tem escrita, tem trabalho em dupla — então ninguém fica entediado. E claro, sempre tem aqueles alunos quietinhos que acabam se soltando nessas situações mais interativas.

Eu acho que trabalhar essa habilidade específica pode parecer complicado à primeira vista, mas quando você traz pro dia a dia da sala de aula através dessas atividades mais práticas e leves, acaba sendo uma experiência muito rica tanto pra gente quanto pros alunos. E é gratificante ver como eles crescem ao longo do processo, não só em termos de vocabulário mas também no jeito de pensar e criar.

Espero ter ajudado aí quem tá começando agora ou quem tá buscando uma nova abordagem pro 6º ano. Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar figurinhas sobre o que tá dando certo por aí também, tô por aqui! É sempre bom aprender com os colegas.

Então é isso aí, galera! Se precisar de mais dicas ou quiser compartilhar suas experiências também, só dar um toque aqui no fórum! Valeu!

Então, continuando aqui sobre a habilidade EF67LP34, o jeito que eu percebo que os alunos realmente pegaram essa ideia de formar antônimos com prefixos é bem no dia a dia mesmo. Tipo assim, quando tô andando pela sala enquanto eles fazem alguma atividade, eu gosto de prestar atenção nas conversas. Às vezes, sem querer, escuto um aluno comentando com o outro algo como "Ah, então 'legal' vira 'ilegal', né?" E aí você percebe que eles tão ligando os pontos.

E também gosto muito de observar quando um aluno explica para o outro. Teve uma vez que o João tava meio atrapalhado e a Ana começou a explicar pra ele do jeitinho dela. Ela disse algo tipo: "João, é só pensar que aquele 'in-' ou 'des-' no começo da palavra é tipo um não. Se você tá organizado e fica desorganizado, é que nem se tivesse jogado tudo pro ar." Meu amigo, quando vejo essas trocas, sinto que tô no caminho certo.

Aí tem os erros comuns, né? Putz, vira e mexe eles confundem. A Marina, por exemplo, uma aluna super esperta, adora inventar prefixo. Uma vez ela me soltou um "desfeliz". Eu ri e expliquei que não basta só botar o "des-" na frente de qualquer palavra. Falei pra ela pensar em como soa e se ela já ouviu alguém falar assim. Outra coisa comum é misturar os prefixos certos com as palavras erradas. Tipo colocar "im-" em lugar de "des-" ou vice-versa. O Pedro uma vez escreveu "impolitizado" e eu expliquei que o correto seria "despolitizado". Disse pra ele prestar atenção na pronúncia das palavras.

Quando esses erros acontecem, eu tento pegar na hora. Dou uma pausa e chamo atenção pro que foi dito ou escrito. Pergunto pros outros se alguém percebeu algo estranho ou errado. Isso ajuda a turma a refletir e às vezes até a própria turma corrige sem eu precisar dizer.

Agora, falando do Matheus e da Clara. Cara, ensinar num contexto inclusivo é um baita desafio, mas também muito recompensador. O Matheus tem TDAH e exige um pouco mais de paciência. Costumo dar atividades um pouco mais curtas pra ele e quebrar em partes menores. Tipo assim, se a atividade tem 10 palavras pra transformar usando prefixos, eu divido em duas partes de 5 pra ele. Isso ajuda ele a manter o foco.

Eu também percebi que não adianta só dar tarefa de lápis e papel pra ele. Trago atividades mais dinâmicas como jogos educativos que envolvem formar palavras com blocos de letras. Isso dá mais certo com ele do que ficar sentado escrevendo o tempo todo.

Agora a Clara tem TEA e precisa de um ambiente estruturado. Ela responde bem a rotinas fixas e explicações visuais. Então sempre faço questão de usar muitos cartões coloridos com as palavras e seus antônimos pra ela manipular e associar visualmente.

Também faço perguntas diretas pra Clara durante as explicações pra mantê-la engajada e dar sinais claros de quando ela acertou algo. Ela se sente bem quando vê claramente onde tá acertando.

O que não funcionou tão bem foi tentar atividades muito abertas ou sem estrutura fixa porque tanto o Matheus quanto a Clara às vezes ficam perdidos com muita liberdade ou falta de diretrizes bem claras.

Então é isso, pessoal! Espero que essas histórias ajudem quem tá nessa jornada de ensinar prefixos e antônimos por aí. Se tiverem ideias ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô todo ouvidos! Боm papo com vocês sempre! Até a próxima!

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