Oi gente, tudo bem por aí? Olha, hoje quero falar com vocês sobre como eu trabalho a habilidade EF67LP24 da BNCC com a minha turma do 6º Ano. É uma habilidade que tá ali no meio de "Produção de textos", mas não é só isso, sabe? Na prática, essa habilidade é sobre os meninos e meninas conseguirem pegar uma informação, tipo de uma aula que eu dou, uma apresentação, ou mesmo uma entrevista que eles ouvem, e anotarem as partes mais importantes. Eles têm que conseguir colocar essas informações num papel de um jeito que ajuda depois na hora de estudar ou fazer um trabalho. É tipo transformar o que eles escutam em uma ferramenta pro estudo deles.
Lá no 5º Ano, os alunos já tinham um pouco de noção sobre prestar atenção a uma história e lembrar dos detalhes principais, mas agora a gente tá falando de dar um passo além. Eles precisam saber separar o que é principal do que é detalhe, hierarquizar essas informações. Na prática, isso quer dizer que se eu tô falando de um tema como meio ambiente, e dou uma lista de ações pra preservar a natureza, eles têm que saber identificar quais ações são as mais importantes pra resolver o problema. É como se fosse um jogo de detetive, onde eles têm que saber o que é pista quente e o que é pista fria.
Bom, bora pras atividades que eu faço na sala. Uma delas é a "Caça ao Tesouro da Informação". Eu pego um vídeo curto, desses que a gente acha fácil na internet sobre temas legais tipo invenções malucas ou curiosidades sobre planetas. O vídeo tem uns 5 minutos e traz muita informação de uma vez só. Antes de começar, divido a turma em duplas ou trios e entrego um papel pra cada grupo. A ideia é anotar as três informações mais importantes do vídeo. A turma adora porque vira quase uma competição pra ver quem consegue pegar as melhores informações. A última vez que fiz isso, a Ana e o Marcos formaram uma dupla imbatível! Eles anotaram umas coisas tão boas que até me surpreenderam, tipo detalhes que passam batido, mas são bem relevantes. Tudo isso leva uns 20 minutos: 5 minutos de vídeo e mais uns 15 pras anotações e discussão rápida entre eles.
Outra atividade bacana é usar entrevistas de rádio ou podcasts curtos. Gosto porque ajuda os alunos a se concentrarem só na audição, sem distração visual. Escolho áudios de uns 3 minutos sobre temas do cotidiano deles, como redes sociais ou esportes. Aí eu boto todo mundo em círculo e peço pra ficarem atentos ao áudio. Depois eles têm uns 10 minutos pra fazer anotações individuais das partes mais chamativas. O legal é ver como cada um pega a coisa de um jeito diferente. Semana passada usei um podcast sobre esportes olímpicos, e o João anotou algo super interessante sobre como os atletas precisam de disciplina mesmo nos dias ruins deles — algo que nem todo mundo tinha percebido. Isso sempre gera uma boa conversa depois.
E por último, tem a apresentação oral em sala. Aqui eu mesmo faço uma apresentação rápida sobre algum assunto atual tipo mudanças climáticas ou fake news. Eu falo por uns 7 a 10 minutos enquanto eles tomam nota. Depois divido a turma em grupos pequenos pra debaterem o que anotaram e chegarem num consenso sobre as três informações principais daquela apresentação. Esse exercício ajuda muito a desenvolver o senso crítico e perceber como diferentes pessoas podem priorizar informações diferentes dependendo do ponto de vista delas. Da última vez que fizemos isso, falando sobre fake news, a Maria trouxe uma reflexão super legal sobre como é importante checar a fonte das notícias antes de acreditar nelas.
O bom dessas atividades é que elas não exigem materiais complicados — um paperzinho já resolve — e mexem com habilidades múltiplas dos alunos: escuta ativa, síntese, hierarquização... E dá pra ver como eles vão pegando o jeito aos poucos. Tipo o Pedro, quando começou não conseguia identificar nada além do óbvio nas anotações dele, mas agora já consegue trazer pontos bem mais detalhados.
Acho importante sempre lembrar que cada aluno tem seu tempo, e essas atividades têm ajudado bastante alguns deles a desenvolverem não só essa habilidade específica da BNCC, mas também outras habilidades como atenção ao detalhe e trabalho em grupo.
Então pessoal, essa foi minha experiência aí com a habilidade EF67LP24 no 6º Ano. E vocês? Já tentaram alguma coisa diferente com seus alunos? Como foi? Vou adorar trocar ideias! Abraços!
Oi gente, continuando nosso papo sobre a habilidade EF67LP24. Vocês sabem, né, que nem sempre a gente precisa de uma prova formal pra saber se a galera tá aprendendo de verdade. E é justamente no dia a dia, no meio da aula mesmo, que eu vou percebendo essas coisas. Tô ali circulando pela sala, passando de mesa em mesa, e o olhar atento faz toda a diferença.
Tipo assim, você vê quando o aluno tá anotando as explicações de um jeito que faz sentido pra ele. Um exemplo foi o João. Ele começou o ano escrevendo tudo igualzinho como eu falava, mas aí um dia, passeando pela sala, eu vi ele organizando as anotações em tópicos e até desenhando umas setinhas ligando as ideias relacionadas. Aí eu pensei: "Ah, ele tá pegando o jeito!" Nesses momentos, você percebe que eles entenderam o valor da síntese.
Outra situação bacana é quando eles começam a explicar pro colega do lado. Semana passada, a Mariana tava com dificuldade de entender um texto e aí a Luana, toda paciente, começou a explicar com exemplos da vida delas. Eu só fiquei ali de canto observando e pensando: "Olha só como elas tão dominando a habilidade." É nesses momentos que você vê que ensinar também é aprender.
Agora, sobre os erros mais comuns que a galera comete nesse conteúdo... olha, tem uns clássicos! O Gabriel, por exemplo, sempre começa anotando tudo que vê pela frente. Ele não consegue filtrar o que é realmente relevante. Já peguei ele anotando até piada que saiu na aula! Aí eu falo: "Gabriel, vamos focar no que vai te ajudar depois pra revisar." Acho que esse erro acontece porque eles ainda estão entendendo o que significa informação essencial. Com a prática e algumas dicas minhas, tipo usar marca-texto ou fazer uma lista do que é mais importante, eles vão pegando o jeito.
Outra dificuldade é na hora de conectar as ideias. A Ana Clara sempre anota as frases soltas e depois se perde na revisão. Quando pego isso na hora, mostro pra ela como usar setas ou organizar as ideias em diagramas pra facilitar. E claro, tem aqueles que pulam etapas. O Pedro já foi direto pro resumo sem nem anotar antes! Aí tive que voltar com ele pro começo e mostrar como cada passo ajuda na compreensão geral.
Agora falando do Matheus e da Clara... Olha, cada um tem seu jeito e precisa de adaptações específicas. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos visuais constantes. Então eu comecei a usar quadros brancos pequenos nas mesas pra ele organizar as ideias enquanto estou explicando. Isso ajuda ele a focar e dá pra apagar e refazer quantas vezes precisar sem bagunça.
Com a Clara, que tem TEA, a coisa é diferente. Ela precisa de clareza nos passos e previsibilidade nas atividades. Então eu criei uma rotina visual da aula pra ela saber o que vai acontecer em cada momento. Além disso, uso bastante material visual e áudio porque percebo que ela se engaja mais assim. Uma coisa engraçada é que uma vez tentei usar um aplicativo interativo com ela e não funcionou muito bem porque tinha muita informação ao mesmo tempo; aí voltei pro quadro com figuras simples e foi bem melhor.
Outra coisa importante é o tempo de cada atividade pra eles. Pro Matheus, dividir o tempo em blocos menores com pausas rápidas funciona bem; já a Clara se beneficia mais com um tempo contínuo mas preciso estar lá pra guiar quando ela perde o foco.
No caso dos dois, sempre dou um feedback pessoal no final da aula pra ajudar eles a entenderem onde estão indo bem e onde podem melhorar ainda mais. E claro, sempre complemento as atividades em sala com algo que eles possam fazer em casa depois no ritmo deles.
Bom pessoal, acho que por hoje é isso. Espero ter ajudado vocês a pensar em novas formas de trabalhar essa habilidade com suas turmas também. Qualquer coisa tô por aqui! Abraços!