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EF67LP11Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar resenhas, vlogs, vídeos e podcasts variados, e textos e vídeos de apresentação e apreciação próprios das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay, detonado etc.), dentre outros, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha de uma produção ou evento cultural para analisar – livro, filme, série, game, canção, videoclipe, fanclipe, show, saraus, slams etc. – da busca de informação sobre a produção ou evento escolhido, da síntese de informações sobre a obra/evento e do elenco/seleção de aspectos, elementos ou recursos que possam ser destacados positiva ou negativamente ou da roteirização do passo a passo do game para posterior gravação dos vídeos.

LeituraEstratégias de produção: planejamento de textos argumentativos e apreciativos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP11 da BNCC pode parecer um bicho de sete cabeças, mas não é. Na prática, é sobre ensinar os meninos a fazer resenhas e usar mídias que eles já curtem, tipo vlogs e podcasts. Eles têm que aprender a planejar o que vão dizer ou mostrar quando falam de algum filme, livro, game ou até uma música. E não é só jogar a opinião na roda, não. Tem que pensar quem vai ouvir ou ver isso e como vão fazer pra deixar tudo claro e interessante.

Pensa assim: o aluno precisa saber escolher sobre o que vai falar. Pode ser aquele filme que tá bombando, uma série que todo mundo tá maratonando ou até um jogo que eles não largam. Depois, eles têm que procurar informações sobre isso e entender bem antes de abrir a boca. A parte mais legal é que eles têm que achar o que tem de bom ou ruim naquilo e fazer um esquema pro vídeo ou pro texto não ficar sem pé nem cabeça. É como se eles fossem jornalistas mirins, sabe? Antes, lá no 5º ano, os meninos já estavam acostumados a dar opinião sobre livros e filmes em trabalhos de escola, mas era de um jeito mais simples. Agora é como se fosse uma versão 2.0 disso tudo.

Vou contar umas atividades que faço pra dar conta dessa habilidade. Primeiro, a gente faz uma roda de conversa para decidir sobre o que vamos falar. Da última vez, escolhemos um filme famoso entre os adolescentes: "Homem-Aranha no Aranhaverso". Trouxe uns trechos curtos do filme pra gente assistir na sala mesmo. Coisa rápida, uns 10 a 15 minutos. Aí discuti com eles sobre o que tinham achado da história, dos personagens e da animação. Eles adoram participar e sempre têm algo pra dizer. O João, por exemplo, falou que gostou mais do estilo visual do filme do que da história em si. A Sofia já disse que achou a trilha sonora incrível.

Depois dessa conversa inicial, passo pra segunda atividade: pesquisa e planejamento da resenha em texto. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo escolhe um aspecto do filme pra pesquisar mais a fundo. Um grupo pode ver só a trilha sonora, outro os personagens e por aí vai. Eles têm duas aulas pra fazer isso na sala de informática ou no celular mesmo (com autorização dos pais). O negócio é que cada grupo tem que trazer informações novas pra sala depois dessa pesquisa.

Na hora de organizar essas informações e planejar o texto, peço pra cada grupo fazer um rascunho da resenha com a minha ajuda. Aí, vão organizando o que encontraram de informações numa folha de papel com post-its coloridos – cada cor representando uma parte da resenha (introdução, partes boas e ruins do filme etc.). E não vou mentir: dá trabalho, mas é ótimo ver eles colaborando e discutindo sobre o que colocar onde. Na última vez, teve até um mini debate entre a Mariana e o Lucas sobre como começar a resenha deles.

Pra fechar com chave de ouro, nossa terceira atividade é a produção do tal vlog ou podcast. Os grupos escolhem como querem apresentar: gravando vídeo curto ou áudio só. Montei uns "estúdios" improvisados na sala com caixas de papelão decoradas pelos próprios alunos pra dar aquele clima de gravação profissional – eles acharam o máximo! Levou umas duas aulas pra todo mundo gravar seus projetos porque tem toda uma preparação com script e tudo mais.

A reação dos meninos nesse dia foi impagável! Alguns estavam tímidos no começo, mas quando viram as gravações rolando, se empolgaram demais. O Pedro tava suando frio antes de começar mas depois virou outra pessoa na frente da câmera! No final das contas, todo mundo apresentou seu trabalho pros colegas e foi muito bacana ver como ficaram orgulhosos do resultado.

É isso aí! Trabalhar essa habilidade é puxado mas recompensador demais quando você vê os alunos se engajando e aprendendo tanto na prática quanto na teoria. Cada vez que faço essas atividades percebo o quanto eles crescem no jeito de expressar suas ideias e opiniões – sem contar que muitos acabam descobrindo talentos escondidos na frente das câmeras! E bora lá continuar inovando nas aulas porque essa garotada merece conteúdos cada vez mais dinâmicos e legais! Valeu galera!

E aí, a gente percebe que o aluno aprendeu mesmo quando vê ele se virando nos 30, sabe? Tipo assim, não precisa nem de prova formal. Um dia tava andando pela sala e vi a Ana Paula explicando pro João como ela fez pra resumir um episódio daquela série famosa. Ela falou com tanta clareza, encaixou bem as ideias, sacou a diferença entre resumo e resenha... Aí eu pensei: "Caraca, essa pegou a ideia do que é uma resenha!"

Outra vez, durante uma atividade em grupo, ouvi o Miguel dizendo pra turma dele: "Galera, vamos focar nas partes principais do filme antes de falar da nossa opinião". Aí você vê que ele entendeu que não é só despejar opinião, mas estruturar o raciocínio primeiro. Esse tipo de coisa me faz perceber que o aluno tá dominando o lance.

Agora, nem sempre é um mar de rosas. Os erros mais comuns são aqueles tropeços na hora da argumentação. Teve uma vez que a Vitória escreveu uma resenha e começou a soltar várias opiniões sem basear em nada do que viu no filme. Aí eu falei: "Vitória, tenta puxar algum ponto do filme pra sustentar essa ideia". E ela respondeu: "Ah, professor, mas eu achei isso mesmo". É aí que entra meu trabalho de mostrar pra eles que opinião é legal, mas tem que ter fundamento, senão vira só um 'eu acho' meio solto no ar.

Às vezes rola também de eles confundirem resumo com resenha. O Pedro até esses dias tava mandando só resumo direto. Ele listava os eventos sem realmente comentar ou criticar. Aí eu puxei ele pro canto e expliquei a diferença com exemplos de jogos que ele gosta. Disse: "Pedro, tua resenha é tipo aquele review que você vê no YouTube sobre o novo jogo. Tem que ir além do 'acontece tal coisa', precisa dizer o que você achou disso".

Sobre o Matheus, que tem TDAH, olha, não é fácil. Ele tem muita dificuldade em manter o foco por muito tempo. Eu comecei a usar atividades mais curtas e dinâmicas com ele. Tipo dividir as tarefas em pequenos blocos com intervalos entre eles. E sempre deixo material visual à mão porque ajuda ele a ver o passo a passo das coisas. Quando ele consegue terminar uma parte da atividade, sempre dou um feedback rapidinho pra ele ver que tá no caminho certo.

A Clara, com TEA, já precisa de outra abordagem. Eu percebi que ela se beneficia muito quando eu dou instruções bem claras e visuais. Uso muita imagem e cor nos materiais pra ela se situar melhor. E deixo ela trabalhar num canto mais tranquilo da sala porque muitas vezes o barulho distrai demais. Descobri que ela adora fazer as resenhas dela no computador com programas de escrita assistida, então incentivei isso.

Já teve coisa que não rolou bem pra eles também. Como uma vez que tentei fazer uma atividade de grupo super interativa achando que ia ser bacana pra todo mundo. O Matheus ficou mais perdido ainda com tanta gente falando junto e a Clara não conseguiu interagir do jeito esperado. Aí aprendi que preciso adaptar mais essas interações pra eles.

Bom, é isso! Cada dia na sala é uma descoberta nova, tanto pros alunos quanto pra mim. A gente vai ajustando as velas conforme o vento vai mudando. Espero ter ajudado alguém aí no fórum com minhas histórias e dicas. Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar experiências parecidas, manda ver! Até a próxima!

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