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EF67LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar notícia impressa e para circulação em outras mídias (rádio ou TV/vídeo), tendo em vista as condições de produção, do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha do fato a ser noticiado (de relevância para a turma, escola ou comunidade), do levantamento de dados e informações sobre o fato – que pode envolver entrevistas com envolvidos ou com especialistas, consultas a fontes, análise de documentos, cobertura de eventos etc.–, do registro dessas informações e dados, da escolha de fotos ou imagens a produzir ou a utilizar etc. e a previsão de uma estrutura hipertextual (no caso de publicação em sites ou blogs noticiosos).

LeituraEstratégias de produção: planejamento de textos informativos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67LP09 da BNCC pode parecer meio complicada quando a gente lê na teoria, mas na prática é uma coisa super importante e até divertida de trabalhar com os meninos do 6º ano. Basicamente, a ideia é que eles aprendam a planejar e produzir notícias. Não só aquelas impressas que a gente tá acostumado, mas também pras outras mídias, tipo rádio, TV e internet. O legal é que isso conecta bastante com o que eles já sabem do 5º ano, onde começaram a entender o que é um texto informativo e como ele é diferente de outros tipos de texto, tipo uma narração ou uma carta.

Na prática, o aluno precisa conseguir identificar um fato que seja relevante pra turma, escola ou comunidade. Aí eles têm que levantar dados e informações sobre esse fato, que pode envolver fazer entrevistas, consultar fontes diferentes, analisar documentos, essas coisas. Depois de juntarem todo esse material, eles precisam organizar isso tudo num texto que seja claro e interessante pro público. Se for pra internet, por exemplo, tem que pensar numa estrutura hipertextual. Parece bicho de sete cabeças, mas não é.

Bom, deixa eu contar como eu trabalho isso com a galera. Uma das atividades que faço envolve uma coisa bem do cotidiano deles: o jornal da escola. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo fica responsável por uma seção do jornal. Aí tem notícia sobre algum evento da escola, entrevista com um professor ou aluno destaque, cobertura de um campeonato esportivo interno... coisas assim. Pra isso, uso materiais simples: papel, caneta e celular pra gravação de entrevistas. Essa atividade geralmente leva umas duas semanas porque eles têm que fazer tudo - desde a escolha dos temas até a produção final do texto - e ainda tem revisão.

Na última vez que fizemos isso, o grupo da Ana e do Lucas quis cobrir uma feira cultural que aconteceu na escola. Eles fizeram entrevistas com os alunos que participaram das apresentações e com a professora organizadora. Foi muito legal ver como eles se empolgaram e se dedicaram. O Lucas, por exemplo, tava todo tímido no começo pra abordar o pessoal, mas depois virou quase um repórter profissional!

Outra atividade divertida é fazer um podcast da turma. Aqui a gente usa o celular pra gravar o áudio e depois edito tudo junto com eles no computador da sala ou no meu notebook mesmo. Pode parecer complicado editar áudio, mas dá pra fazer um básico com programas gratuitos. A turma costuma adorar essa atividade porque foge um pouco do tradicional de escrever no papel. Aí eles são divididos em duplas ou trios e escolhem um tema relevante pra turma ou comunidade. Pode ser algo como o impacto das redes sociais no dia a dia deles ou alguma mudança na escola.

Uma situação engraçada foi quando o Pedro e a Camila resolveram falar sobre "O que os professores fazem quando não estão na escola". Eles entrevistaram vários professores e descobriam coisas engraçadas que nem imaginavam! Todo mundo riu muito quando ouviram o professor de matemática contando que participa de competições de dança de salão!

Por último, adoro fazer uma atividade onde os alunos criam uma notícia pro blog da escola ou uma página online qualquer que a gente simula. Aqui entra bem essa parte da estrutura hipertextual. Eles têm que pensar em links interessantes para incluir no texto, imagens pra ilustrar bem as notícias... enfim, tudo o que faz um site ser interessante de navegar. Esse tipo de atividade normalmente leva uns três dias.

A turma toda se envolve bastante porque já estão habituados com internet e tecnologia. Na última vez que fizemos isso aconteceu algo bem curioso: o grupo do Gustavo resolveu fazer uma matéria sobre lendas urbanas da cidade deles. Eles saíram pesquisando nos sites locais e até fizeram uma enquete online pra recolher histórias dos moradores! A criatividade deles me surpreendeu muito.

E assim vou trabalhando essa habilidade com eles. É bacana ver como se desenvolvem nesse processo todo e como ficam orgulhosos dos resultados. Acho importante deixar as atividades bem próximas da realidade deles porque aí conseguem enxergar sentido no que tão fazendo.

Bom, é isso aí pessoal! Espero ter ajudado quem tá pensando em como aplicar essa habilidade na sala de aula. Qualquer coisa me chamem por aqui!

Na prática, o que eu mais gosto de fazer é aquelas atividades em que a galera tem que trazer uma notícia do dia, da semana, e apresentar pra turma. É um jeito de eles se envolverem com o que tá acontecendo no mundo e também de treinar a escrita e a oralidade. Mas, além das atividades planejadas, tem aqueles momentos do dia a dia que você percebe que eles estão realmente entendendo o conteúdo. Tipo assim, quando a gente tá circulando pela sala, dá pra notar quando um aluno explica pro outro alguma coisa que você ensinou. É um sinal claro de que ele captou a ideia.

Teve um dia, por exemplo, que eu tava na sala e vi o João ajudando a Ana com um texto que ela tava escrevendo. Ele tava falando pra ela sobre como a manchete precisa ser chamativa, mas também tem que ser honesta com o conteúdo do texto. Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!". Porque ele não só sabia o conceito, mas tava aplicando e ainda ajudando a colega.

Outro dia, ouvi a Marcela conversando com as amigas sobre como diferenciar uma opinião pessoal do fato numa notícia. E isso é algo que a gente vem batendo muito na tecla. Elas tavam discutindo se uma frase no jornal era opinião ou fato, e foi legal ver que elas já tavam sacando essa diferença.

Mas olha, nem tudo são flores. Os erros mais comuns que a molecada comete nesse conteúdo geralmente têm a ver com a estrutura da notícia. Muitos ainda misturam opinião com fato, ou então esquecem de colocar as informações básicas logo no começo: quem, o quê, onde, quando, como e por quê. Tipo o Pedro, que outro dia escreveu um texto todo descritivo sem contar logo de cara qual era o fato principal.

Esses erros acontecem porque eles estão acostumados a textos mais opinativos, e também porque tão ainda treinando essa habilidade de síntese – pegar um monte de informação e resumir em algo direto e claro não é fácil! Quando eu pego esses erros na hora, geralmente paro pra conversar e pedir pro aluno reler o texto com essa lente: "Será que tá claro o que aconteceu? Tá confundindo alguma informação com opinião pessoal?". Isso ajuda eles mesmos a encontrar o erro.

Agora sobre o Matheus e a Clara: cada um ali na turma é único e tem suas necessidades. O Matheus tem TDAH, então precisa de atividades mais dinâmicas, algo que prenda sua atenção por mais tempo. O que eu faço é dividir as tarefas em etapas menores e às vezes uso jogos ou aplicativos pra tornar a coisa mais interativa. Outro dia usei um aplicativo onde eles criavam manchetes de forma meio gamificada e ele adorou!

A Clara tem TEA e precisa de uma abordagem mais estruturada. Com ela, costumo usar roteiros visuais pra atividades e dou sempre exemplos concretos antes de pedir pra ela fazer qualquer atividade sozinha. Também deixo sempre algum tempo extra caso ela precise processar as informações com calma.

É tudo muito de tentativa e erro, viu? Já tentei atividades muito abertas pro Matheus e ele se perdeu completamente; por outro lado uma vez fiz uma atividade sem roteiro visual específico pra Clara e percebi que ela ficou ansiosa. Então, é sempre ajustar de acordo com o feedback deles.

Enfim, trabalhar com essa diversidade é desafiador, mas também é gratificante quando você percebe que cada um deles tá avançando no seu ritmo. No final das contas, ver aquele brilho nos olhos deles quando entendem algo ou conseguem produzir uma notícia bacana vale cada esforço.

Então é isso! Espero ter ajudado aí quem tá buscando umas ideias ou se identificou com alguma situação parecida. Se tiverem mais dicas ou dúvidas, só mandar aí no fórum! Abraço pra todo mundo!

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