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EF06LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (nome e pronomes), recursos semânticos de sinonímia, antonímia e homonímia e mecanismos de representação de diferentes vozes (discurso direto e indireto).

Análise linguística/semióticaSemântica Coesão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Ah, a habilidade EF06LP12 da BNCC! Vamos lá, gente, vou tentar explicar do jeito que eu entendo e aplico aqui com meus meninos do 6º ano. Basicamente, o que a gente quer com essa habilidade é que os alunos consigam usar pronomes e nomes direitinho pra ligar partes do texto, além de brincar com palavras que têm significados parecidos ou opostos. Também é sobre saber contar uma história com a própria voz e com a voz dos personagens, sabe? É tipo fazer o leitor entender quem tá falando o quê, de um jeito claro.

Na prática, isso quer dizer que o aluno tem que escrever textos onde as ideias estão bem conectadas, sem ficar repetindo palavra desnecessária ou deixando a gente perdido sem saber quem é quem. Eles já vêm do 5º ano sabendo um pouco disso. Lá, eles começam a entender coesão textual e tal, mas no 6º a gente aprofunda. É quando eles têm que aprender de verdade a usar sinônimos e antônimos pra enriquecer o texto, e não só porque precisam variar palavra.

Uma atividade que gosto de fazer é o "Jogo dos Pronomes". Uso uma música popular, algo que eles conheçam bem. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco. A primeira coisa é ouvir a música, já que normalmente eles adoram esse começo mais descontraído. Depois, dou pra cada grupo uma cópia da letra, mas com um detalhe: apago todos os pronomes! Eles têm que reler e preencher com os pronomes corretos naquele contexto. Esse exercício leva uns 40 minutos no total. O legal é ver como começa um debate sobre qual pronome usar em cada situação. Um dia desses, o João e a Ana Clara ficaram discutindo se era melhor usar "ele" ou "ela" numa parte onde o sentido era meio ambíguo. Foi ótimo porque isso gerou uma reflexão em toda a turma sobre como o pronome muda tudo.

Outra atividade bacana é a "História Coletiva". Aqui eu uso uma cartolina grande e divido em três partes: início, meio e fim. A turma toda participa. Cada aluno coloca um trecho da história na cartolina, mas tem que usar sinônimos e antônimos nos seus trechos. O início da história eu dou já pronto pra eles terem um ponto de partida. Essa atividade é feita ao longo de umas três aulas de 50 minutos. No final, temos uma história super criativa e cheia de palavras novas! O Matheus me surpreendeu outro dia quando trocou "feliz" por "radiante" sem ninguém precisar sugerir. Aí você vê que ele tá entendendo o uso dos sinônimos.

Por último, gosto de trabalhar com "Teatro das Vozes". Aqui eu pego um conto curto ou um diálogo de livro, algo rapidinho de ler em sala mesmo. A turma se divide em grupos pequenos e cada grupo recebe um trecho pra transformar em uma encenação rápida. O foco é exatamente nos diferentes tipos de discursos: direto e indireto. Eles precisam apresentar os diálogos do jeito que estão no texto e depois contar a mesma cena usando discurso indireto. Normalmente leva uns 60 minutos pra organizar os grupos, deixar eles ensaiarem e fazerem as apresentações.

Na última vez que fizemos isso, a Gabriela estava nervosa porque não gosta muito de falar na frente dos outros, mas ela conseguiu improvisar super bem na hora de transformar um diálogo em indireto. Ela disse algo como "ele contou que estava triste", em vez de só repetir as falas do personagem. Foi muito legal ver como ela conseguiu se soltar aos poucos.

É isso aí, gente! Essas atividades ajudam muito os alunos não só a entenderem a coesão textual mas também a aplicarem isso nas produções deles. E cada vez que vejo alguém como o João ou a Gabriela progredindo, sinto que tô no caminho certo.

Espero que essas ideias sejam úteis pra vocês aí também! Se tiverem outras maneiras de trabalhar essa habilidade com a turma, compartilhem por favor! Adoro aprender coisas novas também com vocês.

Até mais!

na sequência certa e que a gente não se perca no meio do caminho, né? E aí, como eu vejo que os meninos e meninas realmente conseguiram pegar isso? Olha, não é só na hora de corrigir as atividades formais. Uma das coisas que faço muito é circular pela sala enquanto eles tão escrevendo ou discutindo em grupo. Quando você para pra ouvir as conversas, dá pra ver quem tá conseguindo entender a lógica da coisa.

Um exemplo concreto foi um dia que a Ana tava explicando pro Pedro como usar os pronomes certos pra não ficar repetindo o nome dos personagens toda hora. Ela disse assim: "Olha, se toda hora você falar 'o João fez isso, o João fez aquilo', fica chato. Então, você usa 'ele' ou 'dele' pra variar". Aí eu pensei: "Poxa, a Ana pegou o espírito da coisa".

Outro momento bacana é quando eles mesmos se corrigem. Tipo a Luísa e a Mariana. A Luísa tava escrevendo uma história e a Mariana falou: "Luísa, aqui você pode usar 'eles' em vez de repetir 'os meninos', né?". Essa troca entre eles é show porque mostra que tão internalizando as coisas.

Agora, falando dos erros mais comuns, um que vejo direto é na escolha dos pronomes. O Ruan, por exemplo, tem mania de usar "seu" pra tudo. Ele escreveu uma vez: "Seu João viu seu cachorro e seu menino". Ficou meio confuso porque não dava pra saber de quem era o quê. O que eu faço? Na hora que vejo isso acontecendo, tento dar uma dica sem entregar de bandeja. Digo algo como: "Ruan, será que todo mundo vai entender quem é quem aqui? Vamos reler juntos essa parte?". Isso ajuda ele a perceber e ajustar.

Outro erro comum é na coerência entre as ideias. A Sofia adora misturar tempos verbais sem perceber. Tipo: "Ontem eu fui ao parque e amanhã eu vou lá também". Parece bobo, mas confunde o leitor. Quando pego isso no ato, chamo ela e pergunto: "Sofia, essa parte aqui tá no passado ou no futuro? Dá uma olhada". Aos poucos ela saca.

Agora, sobre o Matheus e a Clara, o desafio é adaptar sem deixar que eles se sintam excluídos do resto da turma. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento nas atividades. Então faço algumas coisas diferentes pra ele, tipo usar jogos de palavras onde ele pode levantar e interagir mais com o espaço. Se tá muito agitado, dou uma tarefa mais curta e depois peço pra ele me ajudar com alguma coisa na sala – isso ajuda ele a focar sem se sentir pressionado.

Já com a Clara, que tem TEA, procuro ser mais claro nas instruções. Ela gosta de rotina e previsibilidade, então sempre antecipo o que vamos fazer e entrego um cronograma do dia pra ela. Uso materiais visuais pra ajudar na compreensão – tipo cartões com imagens pra representar os personagens dos textos – porque ela se dá melhor com esse tipo de recurso.

O que não funcionou? No começo, tentei fazer atividades em grupo com ela sem muita preparação. Não foi legal porque ela ficou desconfortável sem entender bem qual era o papel dela ali. Aprendi que preciso primeiro trabalhar individualmente com ela os conceitos antes de inseri-la nos grupos.

As adaptações são importantes porque quero que todos os alunos participem e avancem no aprendizado, cada um do seu jeito. E assim a gente vai caminhando junto.

Enfim, gente, ensinar essa habilidade não é só seguir um script ou preencher uma prova. É ver como cada aluno tá avançando no dia a dia mesmo, nas pequenas interações e correções amigáveis. Cada erro vira uma chance de ensinar algo novo e cada acerto é motivo de celebração na sala. E aí? Como vocês lidam com esses desafios por aí? Vamos trocando mais ideias! Abraços!

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