Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF06LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em texto ou sequência textual, orações como unidades constituídas em torno de um núcleo verbal e períodos como conjunto de orações conectadas.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06LP08 aí da BNCC, que fala sobre identificar orações e períodos e tal, na prática é o seguinte: a gente quer que os meninos consigam olhar pra uma frase e perceber onde tá o verbo. Porque o verbo é como se fosse o coração da frase, é ele que dá a vida. E aí, quando eles acham esse núcleo verbal, eles passam a entender que cada oração gira em torno dele. Além disso, eles precisam reconhecer quando várias dessas orações estão conectadas formando o que chamamos de período. Tipo assim: "O cachorro latiu" é uma oração simples, com um verbo só. Mas se eu disser "O cachorro latiu e o gato correu", aí temos duas orações ligadas formando um período. E isso tem tudo a ver com o que a galera já traz do 5º ano, onde eles aprendem sobre sujeito e predicado.

Bom, na prática mesmo, faço umas atividades que ajudam a fixar isso de um jeito mais tranquilo. A primeira delas é uma leitura compartilhada. Pego um texto simples, geralmente uma crônica ou uma fábula curtinha, porque os meninos gostam dessas histórias. A gente lê juntos em voz alta, parágrafo por parágrafo. Daí, eu vou perguntando: "Quem consegue achar o verbo aqui?" ou "Quantas ações a gente vê nessa frase?". Isso geralmente leva uma aula inteira, uns 45 minutos. E olha, os meninos ficam empolgados pra participar. Na última vez, o João levantou a mão rapidinho quando lemos "A menina correu na chuva". Ele apontou na hora que "correu" era o núcleo verbal e depois ficou todo animado explicando pros colegas.

Outra coisa que faço é uma atividade de recorte e colagem. Eu trago frases cortadas do jornal ou de revistas antigas (ainda uso desses materiais porque aparecem muitas frases interessantes). A tarefa é simples: em duplas, eles têm que recortar frases onde eles conseguem identificar claramente o verbo e montar no papel uma espécie de "mural das orações". Isso tudo leva uns 30 minutos. Aí dá pra ver a interação entre eles rolando solta; às vezes até discutem se aquela palavra é mesmo um verbo ou não. Na última vez, a Maria e o Pedro ficaram meio confusos com uma frase que tinha "estava olhando". Foi legal porque discutiram bastante até entenderem que "estava" era parte do verbo composto.

A terceira atividade envolve criar histórias em quadrinhos. Eu dou algumas folhas em branco pra cada grupo e eles têm que criar pequenas tirinhas com personagens fazendo várias ações. Cada quadrinho precisa ter pelo menos uma oração bem definida. Dá um trabalhinho a mais por conta dos desenhos, mas é aí que entra a criatividade deles e a coisa flui de um jeito incrível! Reservo duas aulas pra isso porque leva tempo pra desenhar e depois apresentar pra turma. A última vez foi bem engraçada; o Lucas inventou uma história de um super-herói que tinha medo de altura! No quadrinho dele, as ações estavam bem claras: "O herói voa", "Ele desce devagar", "Ele começa a tremer". Cada verbo ali era fácil de identificar.

Essas atividades ajudam muito os alunos a perceberem como as palavras se conectam nas frases e como isso muda quando conectamos várias orações num período maior. Eles saem daquelas situações achando que verbos são tipo peças mágicas que dão movimento à língua. E sabe? É muito gratificante ver quando um aluno finalmente entende isso — tipo aquela luzinha acendendo no olhar deles. O Gustavo, por exemplo, me disse outro dia: "Professor, agora eu vejo verbo em tudo quanto é lugar!". Fiquei rindo sozinho.

Enfim, essa habilidade de identificar orações e períodos não é só entender gramática seca; é dar aos meninos ferramentas pra lerem e escreverem melhor, pra se expressarem melhor no mundo. Porque afinal de contas, de nada adianta saber um monte de regra se não souber como aplicar essas regras no dia a dia deles.

E você aí, como tem trabalhado essa habilidade com sua turma? Tô curioso pra saber as estratégias dos outros professores também! Abraço!

Continuando aqui, gente, quero falar como a gente percebe quando os alunos realmente aprenderam, mesmo sem precisar lançar mão de uma prova formal. Na sala de aula, é no dia a dia que a gente vê isso, naquelas ocasiões em que você tá só observando e de repente saca que o aluno pegou a ideia. Quando eu ando pela sala, prestando atenção nas conversas entre eles, dá pra perceber quem entendeu e quem ainda tá patinando.

Por exemplo, outro dia tava rolando uma atividade em duplas e o Pedro começou a explicar pra Maria o que ele achou que era o núcleo verbal numa frase. Ele falou algo tipo: "Maria, olha aqui, o verbo é 'correr', então tudo que tá nessa parte da frase tá ligado a ele." Aí você saca que o moleque entendeu qual é a do verbo na oração. Nessas horas eu fico só de butuca, não me meto muito, mas vou confirmando ali na minha cabeça que o Pedro já superou essa dificuldade.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem um monte! O João, por exemplo, sempre confunde onde começa e termina uma oração. Ele vê uma frase como "A menina comprou um sorvete e foi embora" e fica perdido no "e". Acha que é outra oração só por causa da conjunção. Aí eu sempre paro com ele e falo: "João, vamos focar no verbo. Onde estão os verbos? Beleza, então são duas orações porque temos 'comprou' e 'foi'." Esse tipo de erro acontece porque eles querem achar uma regra rápida e aí acabam se embaralhando. Nessas horas eu volto um passo atrás e reviso com eles o conceito devagarzinho.

Outro erro comum é quando eles acham que todo verbo é núcleo verbal. A Larissa é craque nisso. Ela vê um "ter" ali no meio de uma locução verbal e já acha que é tudo verbo separado. Aí eu explico pra ela que na verdade eles estão juntos formando uma única ação. Quando pego esse erro na hora, procuro mostrar exemplos concretos e peço pra ela reescrever a frase destacando a locução toda como sendo um único núcleo.

Agora deixa eu falar do Matheus e da Clara. Com o Matheus, que tem TDAH, eu adaptei as atividades pra serem mais dinâmicas. Ele precisa de movimento, então eu faço atividades onde ele possa levantar da mesa, mexer com cartazes ou usar cartões coloridos. Tipo quando a gente vai identificar orações em frases numa tabela que tá colada na parede. Isso ajuda ele a manter o foco porque tá se movimentando ao mesmo tempo que aprende.

A Clara tem TEA e a gente percebeu que funciona bem fazer uma rotina mais previsível pra ela. Uso muito recursos visuais: tabelas com cores diferentes pra cada tipo de oração ou verbo. E ela se dá bem quando trabalhamos com quebra-cabeças de frases, porque assim ela pode montar as frases no próprio ritmo dela, sem pressão.

Já teve coisa que não deu certo também. No começo tentei fazer um jogo de tabuleiro com os meninos todos juntos mas foi um caos pro Matheus porque ele se distraiu demais e acabou sem entender nada. E pra Clara não foi legal porque era muita informação ao mesmo tempo. Então aprendi que atividades mais estruturadas e individualizadas são melhores pra eles dois.

É isso pessoal! Acho que é aquela coisa de aprender observando e ajustando na prática mesmo. Cada aluno tem seu jeito e sua velocidade de aprender. A gente vai ajustando as velas conforme o vento até todo mundo pegar o ritmo certo! Bom, vou ficando por aqui porque daqui a pouco começa mais uma aula! Espero ter ajudado ou inspirado algum colega aí! Abraços!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF06LP08 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.