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EM13LP41Língua Portuguesa · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar os processos humanos e automáticos de curadoria que operam nas redes sociais e outros domínios da internet, comparando os feeds de diferentes páginas de redes sociais e discutindo os efeitos desses modelos de curadoria, de forma a ampliar as possibilidades de trato com o diferente e minimizar o efeito bolha e a manipulação de terceiros.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EM13LP41 da BNCC na turma do 2º ano do Ensino Médio é algo que eu acho super importante, principalmente porque os meninos estão imersos nas redes sociais o tempo todo. A habilidade fala sobre analisar como a curadoria das informações funciona nas redes sociais e outros espaços na internet. Parece complicado, mas na prática é fazer eles entenderem como as informações chegam até eles e como isso pode ser diferente de uma pessoa pra outra. É como se fosse ensinar a galera a perceber que o que aparece no feed deles é meio que escolhido por alguém ou algo (tipo um algoritmo) e não por acaso.

Então, o aluno precisa conseguir olhar para o feed dele e perceber que tem um motivo pelo qual ele tá vendo aquelas postagens. Talvez porque ele curtiu algo parecido antes, ou porque boa parte dos amigos dele interagiu com aquilo. E mais importante ainda é fazer eles entenderem que isso pode ser uma bolha, que deixa a gente meio preso às mesmas opiniões e ideias, sem abrir espaço pro novo. Eles já trazem da série anterior uma noção mais básica disso tudo, porque nas aulas de história e sociologia costumamos falar sobre como a informação pode ser manipulada pelos meios de comunicação. Mas agora no 2º ano a ideia é aprofundar e deixar eles bem espertos pra esses processos todos.

Bom, agora vou contar três atividades que faço com a turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira delas é bem prática: levo os meninos pro laboratório de informática da escola, mas dá pra fazer com celulares também, se a escola permitir o uso em sala de aula. O material que uso são as próprias redes sociais deles, tipo Instagram ou Twitter. Peço pra eles olharem o feed e refletirem sobre porque aquelas postagens estão ali. A gente faz isso em duplas pra eles discutirem entre si também. Gosto de dar uns 20 minutos pra essa parte inicial.

Depois, fazemos uma roda de conversa onde todo mundo compartilha o que encontrou e começamos a observar padrões. Por exemplo, o João percebeu que várias postagens dele estavam relacionadas ao futebol porque ele segue muitas páginas de esportes. Já a Maria notou que os posts sobre maquiagem estão sempre ali porque ela interage muito com esse tipo de conteúdo, mesmo não seguindo tantas páginas assim. O engraçado é quando eles percebem como o algoritmo tá trabalhando por trás sem eles perceberem. Essa atividade geralmente dura uns 50 minutos no total e rende boas risadas quando alguém descobre coisas estranhas no próprio feed.

Outra atividade que faço é mais voltada pra leitura crítica. Escolho alguns artigos sobre curadoria e bolhas informativas, geralmente disponíveis online mesmo. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo fica responsável por ler e entender um artigo. Eles têm uns 30 minutos pra leitura e depois mais uns 20 minutos pra preparar uma apresentação rápida do que leram. O objetivo aqui é fazer eles colocarem em palavras próprias o que entenderam dos textos.

Chegamos numa situação curiosa da última vez: o Pedro achou um artigo em inglês mais complexinho e ficou todo empolgado pra trazer isso pro grupo dele. Aí rolou uma colaboração legal, porque ele começou a explicar pros outros o que tinha entendido e até usou o Google Tradutor pra ajudar (a tecnologia também tá aí pra facilitar). Essa atividade costuma durar uma aula inteira de 50 minutos, mas já fiz com duas aulas quando os textos eram mais desafiadores.

Por último, gosto de promover um debate em sala sobre os efeitos das bolhas informativas nas nossas vidas. Aqui não uso nenhum material específico; é mais uma conversa guiada onde vou jogando algumas perguntas provocativas pro pessoal pensar. Tipo assim: "Vocês já pararam pra pensar em como seria se só víssemos notícias boas ou ruins no feed? Como isso pode afetar nosso humor ou percepção do mundo?".

A turma fica animada nesse tipo de atividade porque rola muita identificação pessoal. Lembro que numa dessas discussões o Rafael comentou que só via tragédia nas redes durante uma semana e como isso deixou ele meio pra baixo, o que gerou um debate sobre como escolher conscientemente as fontes de informação pode ser importante pro nosso bem-estar mental.

Em todas essas atividades, dá pra ver como os alunos vão ficando cada vez mais críticos e atentos ao jeito que consomem informação na internet. Eles começam a questionar mais as coisas e até trazem insights legais pras discussões nas aulas seguintes. Enfim, acho essencial esse tipo de trabalho porque ajuda muito na formação de cidadãos mais conscientes e preparados pra lidar com o turbilhão de informações que rola por aí.

E aí, quem mais tem experiências ou dicas diferentes pra trabalhar essa habilidade? Vamos trocar ideia!

Aí, pra perceber se o aluno realmente entendeu essa tal da curadoria de informações, eu não fico só naquelas provas formais, sabe? Eu gosto mesmo é de observar o dia a dia deles. Tipo, quando estou circulando pela sala, sempre dou uma espiada nas conversas que eles têm entre si. Às vezes, é no meio de um bate-papo que dá pra sacar que o assunto entrou na cabecinha deles. Teve uma vez que eu ouvi o Pedro explicando pro Lucas sobre como o algoritmo do YouTube muda dependendo do que você assiste. Ele tava falando assim, "Cara, se você assistir muito vídeo de um tipo, vai aparecer mais sobre isso. É tipo quando eu assisti uns vídeos de futebol e aí só dava isso pra mim." Na hora eu pensei: "Ah, esse aí entendeu direitinho".

Outro jeito que eu vejo que eles estão pegando o conteúdo é quando eles começam a trazer exemplos próprios. A Sofia veio me falar que notou como os anúncios no Instagram dela mudaram depois de seguir umas lojas. Isso mostra que ela percebeu a influência dos algoritmos e tal. É nessas pequenas observações que eu vejo o aprendizado acontecendo.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros comuns também aparecem. Um erro que a galera comete é confundir curadoria com censura. Tipo assim, o Joãozinho uma vez me perguntou se o fato de ele só ver coisas relacionadas a esportes era uma forma de censura. Eu expliquei que não é bem por aí, que censura é impedir de ver algo ou alguém, enquanto curadoria é mais sobre organizar e priorizar aquilo que pode te interessar baseado no seu histórico. Acho que esse erro é comum porque a linha entre selecionar e censurar pode ser meio tênue na cabeça deles.

E quando eu pego esses erros na hora, no meio da aula mesmo, já paro tudo e explico novamente. Uso exemplos concretos, como "Imagina se você tem uma playlist no Spotify e só começa a adicionar música de sertanejo. Aí o Spotify vai sugerir mais sertanejo porque ele tá 'achando' que você gosta disso. Não é censura aos outros estilos, mas sim uma organização baseada no seu gosto."

Agora, falando do Matheus e da Clara... Cada um tem suas particularidades e desafios únicos. O Matheus tem TDAH e, às vezes, se perde na aula por conta da dificuldade de manter a concentração. O que eu faço pra ele é dividir as atividades em partes menores. Ao invés de pedir um texto longo de uma vez só, eu peço um parágrafo por vez. Dou mais tempo pra ele processar as informações e sempre faço pausas pra ele poder dar uma volta rápida pela sala se precisar.

Já com a Clara, que tem TEA, o lance é proporcionar previsibilidade e estrutura. Eu preparo roteiros visuais com os passos das atividades pra ela saber exatamente o que vem em seguida, tipo um checklist. Uma vez tentei usar jogos educativos e percebi que ela ficou perdida com as regras que mudavam toda hora, então voltei pro básico: atividades mais estruturadas funcionam melhor pra ela.

E tem outra coisa: ambos se beneficiam das explicações visuais, então eu sempre incluí mapas conceituais ou infográficos nas aulas. Esses materiais ajudam muito os dois a captar as informações com mais clareza.

Enfim, cada dia é um aprendizado diferente com eles e com toda a turma. A gente vai ajustando as estratégias conforme vai vendo o retorno dos meninos. É incrível notar essa evolução deles e perceber como cada um aprende do seu jeito único.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. Se tiverem alguma dica ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô por aqui! Abraços!

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