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EM13LP42Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Acompanhar, analisar e discutir a cobertura da mídia diante de acontecimentos e questões de relevância social, local e global, comparando diferentes enfoques e perspectivas, por meio do uso de ferramentas de curadoria (como agregadores de conteúdo) e da consulta a serviços e fontes de checagem e curadoria de informação, de forma a aprofundar o entendimento sobre um determinado fato ou questão, identificar o enfoque preponderante da mídia e manter-se implicado, de forma crítica, com os fatos e as questões que afetam a coletividade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, essa habilidade EM13LP42 da BNCC é essencial no mundo de hoje, né? Na prática, o que a gente tem que fazer é ajudar os alunos a entenderem como a mídia cobre os eventos que acontecem por aí, tanto no bairro deles quanto no mundo todo. Eles precisam ser capazes de olhar uma notícia e não só aceitar aquilo como verdade absoluta. Tem que saber identificar de onde vem a informação, se tem algum interesse por trás, e como diferentes jornais ou programas podem mostrar visões diferentes sobre o mesmo fato. É um jeito de preparar os meninos pra serem cidadãos críticos, sabem? E isso tudo se conecta com o que eles já deviam ter aprendido antes sobre leitura crítica de textos e a importância da diversidade de fontes. Agora, no 2º ano do ensino médio, a ideia é aprofundar isso com as ferramentas digitais que eles já conhecem.

Então, vou contar pra vocês três atividades que já fiz na minha turma e que funcionaram bem. Primeiro, teve uma vez que a gente fez uma análise de cobertura da mídia sobre as queimadas na Amazônia. Peguei umas reportagens de jornais diferentes, tipo um jornal local aqui de Goiás e outros dois de circulação nacional. Juntei também alguns posts de redes sociais de figuras públicas falando do assunto. O material era simples: umas impressões das reportagens e o notebook pra mostrar os posts online. Dividi a turma em grupos de cinco pessoas e deixei eles discutirem por uns 20 minutos sobre o que cada mídia tava destacando e como as opiniões mudavam. Depois, a gente fez uma roda de conversa pra cada grupo apresentar suas impressões. Olha, foi muito legal ver a galera participando! O João, por exemplo, que normalmente é mais quieto, se empolgou todo e começou a falar sobre como um dos jornais parecia mais preocupado em falar da repercussão econômica da coisa toda do que do impacto ambiental em si.

Outra atividade bacana foi durante o período eleitoral, quando analisamos debates políticos transmitidos na televisão. Escolhemos um debate que tinha acontecido recentemente e assistimos juntos na sala, com um projetor mesmo. Eu pedi pra eles prestarem atenção em como cada candidato apresentava suas ideias e tentava convencer o público. Depois do debate, eles tinham mais ou menos meia hora pra pesquisar a veracidade das informações nas falas dos candidatos usando sites de checagem. Uma aluna, a Maria Clara, ficou impressionada ao descobrir que um dado usado por um candidato sobre educação era na verdade distorcido. Isso gerou uma discussão ótima sobre como a gente precisa estar sempre esperto, porque até aquilo que parece confiável pode não ser.

A última atividade que vou contar foi sobre fake news. A gente sabe que isso tá em todo lugar, né? Então trouxe algumas notícias falsas famosas e pedi pros alunos identificarem os sinais de que eram fake news. Usei um projetor novamente pra mostrar as notícias no telão e dei uns 15 minutos pra eles discutirem em duplas antes de conversarmos todos juntos. Eles tinham que prestar atenção em coisas como falta de fonte confiável, erros grosseiros de português ou imagens manipuladas. Foi interessante ver como alguns alunos conseguiam perceber as falhas logo de cara, enquanto outros tinham mais dificuldade. O Pedro teve uma sacada legal quando disse que uma notícia parecia mais um boato do WhatsApp pela linguagem usada.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é meio isso: ajudar a galera a desenvolver esse olhar crítico sobre o que consomem na mídia e entender que toda informação tem um contexto e uma intenção. E olha, é gratificante ver como eles crescem com isso. Claro que tem dias que não sai tudo perfeito — às vezes o tempo é curto ou a turma tá meio dispersa — mas faz parte do processo. O importante é manter o foco no aprendizado deles e fazer com que essas atividades sejam momentos significativos.

É isso aí! Espero ter dado umas ideias boas pro pessoal do fórum! Qualquer coisa tô por aqui pra trocar mais experiências! Valeu!

E aí, pessoal! Continuando aqui sobre a habilidade EM13LP42, vou contar como eu percebo que meus alunos realmente aprenderam o que a gente tá discutindo na sala sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, a primeira coisa que eu noto é quando eu tô circulando pela sala durante as atividades e escuto as conversas entre eles. Tem uns momentos que me chamam muita atenção. Tipo, outro dia a Maria e o João estavam discutindo sobre uma reportagem que a Maria tinha visto na TV. O João questionou um ponto que parecia meio tendencioso, e a Maria foi logo mostrando que já tinha percebido isso também. Aí eles começaram a comparar com outra reportagem sobre o mesmo tema, mas com um ângulo diferente. Nesse momento pensei: “Ah, esses dois entenderam direitinho”.

Outro exemplo foi quando o Lucas tava explicando pro Pedro por que era importante verificar a fonte de uma notícia antes de compartilhar no grupo da família no WhatsApp. O Pedro tava insistindo que tinha lido algo muito importante sobre saúde num site qualquer, e o Lucas calmamente disse: “Mas, Pedro, você já conferiu se esse site é confiável? A gente aprendeu que qualquer um pode escrever qualquer coisa na internet, né?”. A empolgação do Pedro deu uma diminuída quando ele percebeu essa questão da credibilidade. Esses são os momentos que me mostram que eles estão captando a essência da coisa.

Agora, falando dos erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo, tem um monte de situações engraçadas e outras nem tanto. Tipo, o Rafael sempre tenta fazer uma análise aprofundada sem ler o texto inteiro. Ele pega só o título ou um parágrafo e já quer tirar conclusões. Aí eu sempre falo: “Ô Rafael, você tem que nadar até o fundo da piscina antes de querer pegar as pedras preciosas”. É uma forma de dizer pra ele que ele precisa ir além do superficial.

Outro erro comum é quando a galera se perde tentando identificar a intenção do autor. A Sara, por exemplo, sempre acha que tudo tem uma conspiração por trás. Um dia ela veio com uma teoria de que até a previsão do tempo tava sendo manipulada pra favorecer certas regiões. A gente riu um pouco disso na sala e eu expliquei: "Sara, calma lá! Às vezes as coisas são só o que são, sem nenhuma intenção oculta". Isso acontece porque é fácil embarcar em teorias da conspiração quando você começa a perceber que nem tudo é tão simples quanto parece.

Agora, sobre o Matheus e a Clara, tenho uns desafios bem diferentes com eles. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. O que funcionou bastante foi usar vídeos curtos como parte das aulas. Eu coloco uns clipes de notícias de 2 ou 3 minutos e depois discutimos em grupos pequenos. Isso ajuda ele a ficar engajado porque é rápido e direto ao ponto. Já tentei deixar ele só com textos longos pra analisar, mas aí ele se dispersa fácil.

Com a Clara, que tem TEA, eu procuro ser mais claro nas instruções e usar mais imagens e infográficos. Ela se dá bem quando consegue visualizar as coisas de forma mais concreta. Uma vez tentamos fazer uma atividade só com debate em sala e ela ficou meio perdida. Daí eu comecei a usar mapas mentais desenhados no quadro pra ela acompanhar melhor as ideias. Ah, e também dou tempo extra pra ela pensar nas respostas durante as discussões.

Eu também aprendi a ser mais flexível com o tempo das atividades pra eles dois. Com o Matheus, às vezes preciso fazer intervalos mais frequentes entre as partes da atividade pra ele não perder o ritmo. E com a Clara, respeitar o tempo dela faz toda diferença. Cada aluno tem seu jeito e seu ritmo, né? Acho que adaptar as atividades conforme essas necessidades ajuda não só eles mas toda a turma a aprender junto.

Bom, galera, vou ficando por aqui. Essa troca é sempre boa porque cada turma ensina um jeito novo de ensinar também! Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas salas de aula de vocês. Até a próxima!

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