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EF02LP27Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reescrever textos narrativos literários lidos pelo professor.

OralidadeEscrita autônoma e compartilhada
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, quando a gente fala da habilidade EF02LP27, a ideia é ajudar os meninos do 2º ano a reescreverem textos narrativos que eu leio pra eles. Isso quer dizer... eles têm que pegar a história que ouviram e criar a própria versão dela. Não é só copiar, né? Eles precisam entender o começo, o meio e o fim da história, e aí colocar um pouco da imaginação deles. O objetivo é que eles captem a essência da narrativa original, mas também usem a criatividade pra explorar outros finais ou caminhos pra história. No 1º ano, eles aprenderam a recontar oralmente, então eu sinto que agora é a continuação natural disso, só que na escrita. É um jeito de ver se eles realmente entenderam a história e se conseguem sequenciar os eventos direitinho.

Agora, vou contar como faço isso na sala de aula. Primeira atividade que gosto de fazer é com livro de historinhas curtas. Eu leio uma história pra turma – tipo aquelas fábulas bem clássicas, sabe? Uma das favoritas é "A Cigarra e a Formiga". Aí, depois da leitura, divido a turma em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos. Dou pra cada grupo uma folha em branco e lápis de cor. Eles têm uns 30 minutos pra conversar entre eles e decidir como vão reescrever a história. Os personagens podem ser outros, o cenário pode mudar... mas o tema principal tem que ficar. Da última vez que fiz isso, o grupo do João decidiu que em vez de uma cigarra cantando no verão, era um papagaio que adorava contar piadas! Foi hilário ver como eles deram asas à imaginação.

Outra atividade que gosto muito é o "Jogo do Continua". Aqui, eu começo a contar uma história bem conhecida – tipo "Os Três Porquinhos". Leio até a parte em que o lobo chega na casa do primeiro porquinho. Paro aí e dou tempo pros alunos pensarem em como eles gostariam de continuar essa história. Eles precisam escrever sozinhos um parágrafo que continue da onde parei. Aí é cada um por si mesmo! Isso dura uns 20 minutos e depois peço pra alguns voluntários lerem suas continuações em voz alta. É interessante ver como cada criança tem sua interpretação. Por exemplo, a Ana Clara inventou que o primeiro porquinho era secretamente amigo do lobo! Não esperava por essa!

Pra fechar esse trabalho de reescrita com chave de ouro, faço uma atividade chamada "Reescrevendo Clássicos". Escolho um conto famoso – tipo "Chapeuzinho Vermelho" – e peço pros alunos pensarem numa nova forma de contar essa história. Dessa vez, focamos em reescrever só um trecho específico. Divido eles em duplas pra facilitar o trabalho e dou cerca de 40 minutos pra isso. Um exemplo interessante foi na última vez que fizemos: o Lucas e o Pedro decidiram que a Chapeuzinho ia pro jantar de aniversário da vovó! Trocaram todo o enredo original por algo mais festivo e engraçado. E sempre tem aqueles alunos que surpreendem, né? A Maria inventou que o lobo era um artista e queria pintar um retrato da Chapeuzinho!

As crianças adoram essas atividades porque se sentem livres pra criar e reinventar histórias conhecidas. E eu percebo que isso ajuda muito no desenvolvimento da escrita deles porque eles estão praticando como estruturar uma narrativa e pensar fora da caixa ao mesmo tempo. Claro, sempre rola aquela confusão aqui ou ali com algumas ideias meio malucas — mas é aí que entra nosso papel de guiar e estimular o raciocínio deles.

E olha só, cada vez que faço essas atividades percebo um avanço diferente em algum aluno. Na última rodada de atividades vi o Vinícius – que geralmente era mais tímido – se soltar todo ao criar uma versão onde os três porquinhos eram astronautas! Coisa linda ver o entusiasmo dele contando pros amigos.

Então é isso pessoal, espero que essas ideias ajudem vocês aí na sala de aula também! Qualquer coisa vamos trocando experiência aqui no fórum! Abraço!

Aí, pessoal, continuando aqui sobre essa habilidade EF02LP27, é interessante ver como os meninos vão pegando o jeito de reescrever as histórias. Eu não preciso aplicar uma prova formal pra perceber quem entendeu a atividade. No dia a dia dá pra sacar muito bem. Quando eu circulo pela sala, ouço o jeito que eles falam sobre a história, sabe? É naquele momento que um aluno tenta explicar pro outro o que entendeu que eu vejo a mágica acontecendo.

Teve um dia que eu tava andando pela sala e ouvi a Júlia contando pro Lucas como ela achava que o final da história do Chapeuzinho Vermelho poderia ser diferente se o lobo não fosse tão malvado. Ela tava toda animada dizendo que talvez o lobo só quisesse amigos e tentava convencer o Lucas disso. Nesse momento, percebi que ela realmente tinha captado a essência da narrativa e tava usando a criatividade dela pra expandir a história. É um sinal claro de que ela entendeu e tá aplicando o conhecimento de forma criativa.

E os erros, ah, esses são parte do processo, né? O Pedro, por exemplo, sempre começa a reescrever as histórias com um começo legal, mas aí se perde no meio e acaba repetindo partes do começo sem querer. Isso acontece porque ele ainda tá aprendendo a organizar as ideias de forma linear. Quando eu pego esse tipo de erro na hora, chamo ele ao lado e converso sobre como ele pode planejar melhor antes de escrever. Às vezes, fazemos juntos um esqueminha básico no caderno dele pra organizar o que vem primeiro, depois e por último.

Outra situação comum é quando a Ana entende bem a história, mas na hora de reescrever acha que tem que usar palavras difíceis pra impressionar. Ela acaba se embolando toda. Eu sempre digo pra ela que o importante é ser clara e contar a história do jeito dela. Dou exemplos simples e digo que tá tudo bem usar palavras que ela conhece bem. A ideia é dar segurança e mostrar que simplicidade também é poderosa na escrita.

Agora, falando do Matheus e da Clara na turma, cada um tem suas necessidades específicas e sempre tô ajustando as atividades pra funcionar melhor pra eles. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento durante as aulas. Eu percebi que deixar ele levantar de vez em quando faz diferença na concentração dele. Tem uma atividade que funcionou super bem: a gente faz um "escreve-e-passa". Ele escreve uma parte da história, levanta, passa pro colega do lado continuar, e assim vai. Isso mantém ele engajado sem ficar preso numa cadeira por muito tempo.

A Clara, que está dentro do espectro autista (TEA), precisa de um ambiente mais previsível e organizado. Pra ela, eu procuro simplificar as instruções e uso mais imagens do que texto quando posso. Uma vez fizemos cartões com imagens da história em sequência, que ela podia usar pra recontar do jeito dela antes de escrever. Isso ajudou muito porque ela visualiza melhor a narrativa antes de colocar no papel.

Uma coisa que não deu tão certo foi quando tentei usar uma app de histórias interativas com os dois. Achei que ia ser legal porque tinha animações e tal, mas acabou distraindo mais do que ajudando. Aí aprendi que às vezes menos é mais e voltei pro bom e velho papel e lápis pra algumas atividades.

Bom, gente, é isso aí. Todo dia é um desafio novo na sala de aula, mas também é cheio de momentos incríveis quando a gente vê os alunos crescendo e aprendendo de formas diferentes. Espero ter ajudado com algumas ideias! Até a próxima!

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