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EF02LP20Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer a função de textos utilizados para apresentar informações coletadas em atividades de pesquisa (enquetes, pequenas entrevistas, registros de experimentações).

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Imagens analíticas em textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF02LP20 da BNCC, eu vejo como uma grande oportunidade pros meninos e meninas do 2º ano começarem a perceber que os textos não são todos iguais e que cada um tem uma função específica. Na prática, essa habilidade envolve eles reconhecerem que uma enquete, por exemplo, serve pra coletar opiniões, ou que uma entrevista é usada pra obter informações específicas de alguém. Eles têm que entender o propósito de diferentes tipos de texto e como eles são utilizados pra transmitir informações que a gente coleta por aí.

Aí, o mais importante é conectar isso com o que a garotada já trouxe do 1º ano. No ano anterior, eles já deviam ter tido algum tipo de contato com histórias, fábulas, e até aqueles textinhos que vêm nos livrinhos didáticos. Agora é a hora de introduzir textos mais informativos, mostrando que além de contar história, textos podem servir pra aprender mais sobre o mundo. A ideia é que eles consigam identificar o tipo de informação que cada texto traz e pra quê ele serve.

Bom, vou contar aqui três atividades que costumo fazer com minha turma e que funcionam bem pra desenvolver essa habilidade.

A primeira atividade é a "Pesquisa de Campo" no parquinho da escola. Eu distribuo um formulário simples, feito mesmo à mão com perguntas tipo "Qual seu brinquedo favorito?" ou "Quantas vezes você vem ao parquinho na semana?". Divido a turma em duplas ou trios, depende da quantidade de alunos, e explico que eles vão fazer uma pequena pesquisa com os colegas do turno oposto ou até mesmo com alguém da escola. Isso geralmente leva uns 40 minutos, entre explicar, organizar e coletar as respostas. A galera adora porque foge da rotina da sala de aula e eles podem interagir com outras crianças. Da última vez que fizemos isso, o João ficou todo empolgado contando quantos votos a escorregadeira tinha recebido como brinquedo favorito. E foi engraçado ver a Ana querendo mudar as perguntas no meio do caminho!

Outra atividade legal é a "Entrevista com o Funcionário". Nesta, a gente convida alguém da escola pra ser entrevistado pela turma. Já trouxemos até o senhor Zé, o zelador, que é super querido pelos alunos. Antes da entrevista, eu ajudo os meninos a elaborarem perguntas no quadro-negro — coisas simples do tipo "O que você mais gosta no seu trabalho?" ou "Como é seu dia aqui na escola?". Depois disso, uns cinco alunos fazem as perguntas enquanto os outros anotam as respostas num papel. A atividade toda dura cerca de uma hora entre preparação e execução. Da última vez, o Lucas ficou super interessado em saber quantos anos o senhor Zé trabalhava na escola e adorou ver que ele também gosta de jogar futebol nos finais de semana!

E aí tem também a atividade dos "Relatórios de Experimento". Como eu gosto de integrar outras áreas do conhecimento, um dia fizemos um pequeno experimento de ciências sobre misturas homogêneas com água e açúcar. Primeiro, expliquei como funcionava o experimento e deixei eles colocarem a mão na massa. Depois disso, pedi pra escreverem um pequeno relatório sobre o que observaram durante o processo. Eles tiveram uns 30 minutos pra realizar tudo isso. O objetivo era que eles entendessem como registrar informações de experimentos — reconhecer esse tipo de texto informativo. Lembro bem do Pedro tentando desenhar as partículas se misturando na água enquanto escrevia seu relatório; ele estava tão concentrado!

Com essas atividades, eu consigo ver um progresso legal nos alunos em entenderem como textos diferentes podem ser usados de formas diferentes para apresentar informações coletadas por eles mesmos. Eles começam a perceber melhor as diferenças entre contar uma historinha e descrever algo que realmente aconteceu ou foi descoberto.

Ah! É sempre surpreendente ver como cada aluno se destaca em algum momento dessas atividades. A Maria tem um jeito todo especial com as palavras na hora de recontar as entrevistas; já o Tiago adora fazer as perguntas como se fosse repórter mesmo! São essas experiências práticas que ajudam a galera a fixar esses conceitos e verificar na prática como aquilo que aprendemos em sala se aplica ao nosso dia a dia.

Bom, assim vou seguindo nas aulas de Língua Portuguesa com meus pequenos pesquisadores! É uma alegria ver eles se desenvolvendo dessa forma. Espero ter ajudado quem tá pensando em estratégias pra trabalhar essa habilidade da BNCC! Se alguém tiver sugestões ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui!

Aí, o mais importante é conectar isso com o cotidiano dos alunos, né? Porque senão fica aquele negócio meio solto, que parece que não tem a ver com a vida deles. Então eu faço questão de trazer exemplos do dia a dia, tipo pedir pra eles imaginar como seria um anúncio de venda de brinquedo que eles adoram ou como escreveriam um bilhete pro amiguinho avisando do aniversário.

E como é que eu vejo que eles aprenderam sem fazer uma prova formal? Bom, na sala de aula, a gente tem que estar sempre com os olhos e ouvidos atentos. Na hora que eu tô circulando pela sala, dá pra perceber pelos papos entre eles. Por exemplo, teve um dia que a Júlia tava explicando pro Lucas a diferença entre uma carta e um e-mail. Ela disse algo tipo: "Lucas, na carta a gente põe um endereço e no e-mail a pessoa já tá lá na internet." Olha só, pode parecer simples, mas aí eu vi que ela entendeu o que eu expliquei lá atrás sobre destinatário e meio de envio. Outro dia, o Pedro, que não é muito de falar, tava ajudando a Luana a revisar um texto informativo sobre flores. Ele disse: "Luana, tem que pôr informação importante logo no começo, senão ninguém vai querer ler até o fim." Fiquei só observando e pensei: "Esse pegou o jeito."

Agora, os erros comuns... Ah, esses aparecem toda hora! Tem um menino chamado João (nome fictício) que sempre mistura as coisas. Ele escreve uma receita como se fosse uma história cheia de emoção. Aí ele começa assim: "Primeiro você encontra o ingrediente mágico na floresta encantada..." e por aí vai. O erro dele tá em não perceber o propósito da receita: instruir e ser objetivo. O que eu faço nesses casos é puxar o João pro lado e mostrar exemplos claros de receitas reais, aí pergunto: "João, tá vendo como essas receitas são diretas? O que você acha que poderíamos mudar na sua pra ficar mais claro?" Ele sempre dá umas risadas e tenta outra vez.

E tem também um errinho comum com a turma toda quando escrevem bilhetes. A galera adora enfeitar demais ou esquecer informações importantes como data e hora. Já peguei um bilhete da Ana (fictício) pra mãe dela dizendo só: "Mãe, é amanhã!" Imagina se fosse algo urgente! Eu tento resolver isso fazendo eles pensarem em situações reais do dia a dia onde esquecer uma informação pode causar confusão.

Agora, falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e olha, ele é cheio de energia! Pra ele, eu mudo o ritmo das atividades e uso mais recursos visuais. Por exemplo, quando estamos trabalhando com textos longos ou atividades mais demoradas, eu dou pequenas pausas pro Matheus se movimentar ou fazer algo prático relacionado ao tema. Um dia fizemos cartazes sobre tipos de texto e deixei ele escolher as cores das canetas, recortar imagens. Isso ajuda ele a se concentrar melhor quando precisa voltar à tarefa.

A Clara tem TEA e precisa de um apoio visual bem estruturado e rotina previsível. Com ela, uso cartões com imagens que representam cada parte da atividade. Quando ela tá escrevendo um texto pessoal, por exemplo, dou um cartão com uma imagem de "começo", depois "meio" e "fim", cada um com uma dica visual do que colocar ali. Isso já ajudou bastante no entendimento dela sobre estrutura textual.

O que não funciona muito bem é tentar mudar as atividades toda hora ou tirar completamente a rotina deles. Já tentei fazer uma atividade super lúdica sem planejar direito como encaixar ela na aula e foi caótico. Os dois ficaram perdidos porque precisavam daquela estrutura familiar.

Bom, gente, é isso! Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais de como rola esse aprendizado na prática sem depender só de provas formais. Se alguém tiver dicas também ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Até a próxima!

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