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EF02LP17Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e reproduzir, em relatos de experiências pessoais, a sequência dos fatos, utilizando expressões que marquem a passagem do tempo (“antes”, “depois”, “ontem”, “hoje”, “amanhã”, “outro dia”, “antigamente”, “há muito tempo” etc.), e o nível de informatividade necessário.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Forma de composição do texto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF02LP17 é uma que gosto de trabalhar porque ajuda os meninos a organizar as ideias e contar uma história de forma mais legal pra quem tá ouvindo. Basicamente, a gente quer que eles consigam contar uma experiência que viveram, mostrando direitinho o que aconteceu primeiro, o que veio depois e por aí vai, usando aquelas palavrinhas mágicas do tempo tipo "antes", "depois", "ontem", "hoje". Isso ajuda eles não só na escrita, mas também na fala, quando vão contar uma história pra alguém. É como se a gente estivesse dando um mapa pra eles não se perderem no meio do caminho.

Na prática, o aluno precisa conseguir contar uma história como se fosse um roteirinho de filme, sabe? Primeiro ele diz "ontem eu fui ao parque", depois "aí depois joguei bola", e assim vai. No 1º ano, eles já começam a ouvir essas palavras em historinhas que a gente lê e na rotina da sala, tipo "primeiro a gente vai fazer isso, e depois aquilo". Agora no 2º ano, eles têm que começar a usar essas palavras nas próprias histórias.

Bom, vou contar algumas atividades que faço com minha turminha do 2º ano pra desenvolver essa habilidade. Na primeira atividade, que chamo de "linha do tempo pessoal", uso papel cartão e canetinhas coloridas. Cada aluno cria uma linha do tempo dos últimos finais de semana. Eles desenham e escrevem sobre três coisas que fizeram nos últimos três finais de semana, usando as expressões de tempo que estamos trabalhando. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos para que eles possam compartilhar suas histórias entre si. Esse trabalho leva uns 40 minutos. A última vez que fizemos isso, a Ana Clara compartilhou como tinha sido o aniversário da avó dela e contou: "no sábado passado eu ajudei a decorar o bolo antes da festa e depois dancei bastante com meus primos". A turma adora ouvir as histórias uns dos outros e sempre rola muita risada quando alguém conta algo engraçado.

Outra atividade que gosto de fazer é o "diário da semana". Durante uma semana inteira, os meninos escrevem no caderninho dedicado ao diário o que fizeram no dia anterior. Eles começam cada texto com algo como "ontem eu..." e precisam escrever pelo menos três frases. No final da semana, tiramos um tempinho na aula para eles escolherem uma entrada do diário e lerem para um colega. Isso geralmente leva uns 30 minutos por dia, mas só dedicamos uns 20 minutos para o compartilhamento na sexta-feira. Na última vez que fizemos isso, o João Pedro leu para o Lucas sobre como ele tinha ajudado o pai a lavar o carro: "ontem eu ajudei meu pai a lavar o carro; primeiro passamos água e depois sabão". Achei legal ver como eles estavam usando as palavras de tempo sem eu precisar lembrar toda hora!

Agora a terceira atividade é um pouco mais longa e envolve dramatização. Chamo de "teatro das histórias". Nessa atividade, os alunos inventam em duplas uma pequena peça baseada em alguma experiência pessoal, usando bem as expressões temporais. Eles têm que ensaiar e depois apresentar para a turma. Damos uns dois dias para eles prepararem tudo durante as aulas de Língua Portuguesa, então no dia das apresentações gastamos uma aula inteira com elas, cerca de 50 minutos. Quando fizemos isso recentemente, a Sofia e o Miguel montaram uma história sobre um passeio ao zoológico: "primeiro vimos os leões; depois fomos ver os macacos". A galera se divertiu bastante e ainda teve aplausos no final! É bacana demais ver como eles ficam empolgados em mostrar suas criações.

Essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem melhor a passagem do tempo nas histórias e como contar isso pros outros de maneira clara. Fora que ainda desenvolve outras habilidades como criatividade, trabalho em grupo e até mesmo confiança na hora de falar em público. Às vezes é desafiador porque nem todos têm facilidade pra usar essas expressões no começo, mas é gratificante ver o progresso deles ao longo do ano.

E é isso aí! Espero ter ajudado algum colega professor com essas ideias. Se alguém tiver outra sugestão ou quiser contar como faz na sua sala, vou adorar saber! A gente tá sempre aprendendo junto, né? Então bora trocar ideia!

Na prática, eu vejo que os meninos tão entendendo essa habilidade quando começo a perceber algumas coisinhas no dia a dia. Sabe, quando circulo pela sala, fico de ouvido nas conversas deles e dá pra notar se eles tão usando aquelas palavrinhas de tempo certinho. Tipo, outro dia tava passando e peguei o João explicando pra Maria como foi o final de semana dele. Ele começou com "primeiro eu fui na casa da minha avó" e depois mandou um "depois a gente foi ao parque". Aí já dá aquele clique: "ah, esse entendeu!". E é bem bacana também quando vejo eles contando histórias uns pros outros e usando essa sequência direitinho, sem nem perceber que tão aplicando o que aprenderam.

A hora que um aluno explica pro outro é um termômetro incrível. Eu sempre digo que ensinar alguém é a melhor forma de aprender. Teve uma vez que a Ana tava com dificuldade pra entender a tarefa e o Pedro, todo paciente, começou a explicar pra ela usando exemplos do dia a dia dele. Ele falava "ontem eu fiz tal coisa antes do almoço e depois fiz mais isso", então percebi aí que ele realmente pegou a lógica da coisa.

Agora, sobre os erros comuns que os meninos cometem, olha, tem uns clássicos. A Lara, por exemplo, às vezes se perde na ordem dos acontecimentos. Ela começa contando o que fez ontem à noite e no meio da história já tá falando do almoço do mesmo dia sem usar as palavrinhas de tempo. Isso é normal porque eles ainda tão aprendendo a organizar as ideias na cabeça. Quando vejo isso acontecendo, tento puxar ela de volta pro ponto certo perguntando algo como "E antes disso, o que aconteceu?" ou "E aí, depois?".

Outro erro é o uso exagerado ou trocado das palavrinhas de tempo. O Lucas tinha um hábito de usar "depois" três vezes seguidas sem necessidade. Tipo ele falava "depois eu fui ao mercado, depois eu comprei fruta, depois eu voltei". Nesse caso, eu aproveito pra chamar atenção pro exagero e mostro como ele pode variar as palavras ou simplificar a fala.

Quando se trata do Matheus, que tem TDAH, é fundamental adaptar as atividades. Ele tem uma energia incrível, mas a atenção dele voa rápido demais. O que funciona bem são atividades mais curtas e fragmentadas. Faço umas pausas entre elas pra ele não perder o foco. E uso muito material visual: desenhos sequenciais pra ele ver claramente o que vem antes e depois na história. Ah, e tem um cronômetro de areia na sala que ajuda ele a entender quanto tempo falta pra acabar uma atividade.

Já com a Clara, que tá no espectro autista, as rotinas são superimportantes. Ela precisa saber direitinho o que vai acontecer na aula pra não ficar ansiosa. Então, sempre mostro o cronograma do dia logo no início e uso cartões com imagens pra cada atividade. Ajuda demais! É legal ver como ela vai ganhando autonomia ao longo do tempo.

Mas teve uma coisa que não funcionou muito bem... tentei uma vez uma atividade em grupo com uma história em quadrinhos e ela se isolou porque se sentiu sobrecarregada com as interações sociais todas ao mesmo tempo. Percebi rapidinho e agora em projetos assim dou um espaço pra ela trabalhar mais no cantinho dela se precisar.

No fim das contas, perceber o aprendizado sem prova formal é sobre observar esses pequenos sinais no comportamento deles. É quase como um radar que a gente sintoniza ao andar pela sala. E claro, erros vão acontecer sempre, mas é no erro que eles aprendem.

Então é isso! Espero ter ajudado vocês com minhas experiências. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar suas próprias histórias sobre essa habilidade ou outra coisa parecida, tô por aqui pra trocar ideia.

Abraço!

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