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EF02LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, quando a gente fala dessa habilidade EF02LP12 da BNCC, que é do 2º Ano, parece complicado, mas é mais simples do que parece. Basicamente, o que a gente quer é que os meninos e meninas consigam ler e entender textos que fazem parte do dia a dia deles, como cantigas e letras de músicas. Eles precisam saber o que o texto diz, por que ele foi escrito daquele jeito e qual é o objetivo dele. Tipo assim, entender por que "Cai Cai Balão" fala de um balão caindo e não só decorar a música.

Na prática, os alunos precisam começar a ler esses textos sozinhos, sem a gente ficar o tempo todo explicando. Claro que no início a gente ainda ajuda bastante, mas com o tempo eles vão pegando mais autonomia. O que ajuda muito é a conexão com o que eles já aprenderam no 1º ano. Lá eles já tiveram contato com as cantigas e historinhas, então no 2º ano a gente avança um pouco mais.

A primeira atividade que gosto de fazer é trabalhar com uma roda de leitura de cantigas. Aí vale tudo: "Atirei o Pau no Gato", "O Cravo Brigou com a Rosa", essas bem conhecidas mesmo. Eu preparo xerox das letras — coisa simples — e distribuo pra turma. Normalmente faço essa atividade em grupos de quatro ou cinco alunos. Dá pra fazer em 40 minutos tranquilo, tipo uma aula só. Primeiro eu leio uma vez com eles, depois cada grupo lê sozinho e conversamos sobre o tema da cantiga. Pergunto coisas básicas como: "Sobre o que essa cantiga tá falando?" ou "Por que será que tem uma briga entre o cravo e a rosa?". Na última vez que fiz isso, a Maria Clara levantou a mão e disse que achava engraçado como o cravo brigava porque ela nunca tinha visto uma flor brigando antes! A turma caiu na risada, mas aí aproveitei pra falar sobre como nas cantigas as coisas nem sempre são como na vida real.

Outra atividade interessante é trabalhar com letras de músicas infantis atuais, aquelas que eles adoram e vivem cantarolando pelos corredores. Pego algumas letras — uma ou duas por aula pra não sobrecarregar — imprimo também e começo batendo um papo sobre as músicas: Quem canta? Que história ela conta? Dou uns 30 minutos pra essa parte da conversa porque eles gostam de falar! Depois peço pra eles desenharem algo relacionado à música. A Ana Júlia, fã do Mundo Bita, fez um desenho super colorido da música "Fazendinha". Ela desenhou vacas dançantes e falou que adorava a música porque amava ir na fazenda do avô. Isso faz os alunos perceberem melhor o que as músicas querem passar além da melodia.

A terceira atividade é uma leitura compartilhada de fábulas curtas, tipo "A Cigarra e a Formiga", mas adaptadas em forma de canção ou poesia. Normalmente trago um vídeo curto com animação e música (coisas do YouTube mesmo), pois isso prende bastante a atenção deles. Assisto primeiro com a turma toda no projetor da sala (se tiver), coisa rápida em uns 15 minutos. Depois dividimos novamente em grupos para discutirem qual é a moral da história e como isso se relaciona com as ações dos personagens na canção ou poesia. Na última vez fizemos isso com "A Lebre e a Tartaruga". O João ficou intrigado porque não entendia como uma tartaruga podia ganhar da lebre tão depressa. Foi ótimo pra discutir temas como paciência e persistência.

Essas atividades são bem legais porque estimulam não só a leitura como também o entendimento do texto no contexto dele. E olha, os alunos reagem muito bem à essas práticas porque são temas familiares e envolvem coisas que eles já gostam ou conhecem de alguma forma. Além disso, esse tipo de atividade também abre espaço para outras discussões interessantes sobre cultura e valores, presentes de forma sutil nas músicas e cantigas.

É sempre bacana ver como cada aluno traz seu ponto de vista único pras discussões e como isso enriquece nosso trabalho em sala de aula. Tipo assim, você percebe que eles não estão só decorando informação; eles tão realmente entendendo o mundo ao redor deles através dessas leituras do cotidiano. No fim das contas, isso torna o aprendizado mais significativo pra todos nós.

Bom, é isso! Espero ter dado umas ideias bacanas pra quem tá querendo trabalhar essa habilidade na sala de aula. Qualquer dúvida ou sugestão diferente manda aí!

Aí, na prática, o que eu faço é ficar bem atento a algumas coisas no dia a dia. Não é só na hora da prova que eu vou perceber quem pegou a ideia ou não. Eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. Tipo assim, tô ali andando entre os grupinhos, ouvindo as conversas. Às vezes, eles nem percebem que eu tô ouvindo e é aí que eu pego os sinais de que entenderam ou não.

Por exemplo, teve um dia que a turma estava lendo uma cantiga e a Luísa e o Pedro estavam discutindo sobre uma frase que eles não tinham certeza do significado. A Luísa virou pro Pedro e explicou com outras palavras o que ela achava que era. E fez isso de um jeito tão natural que eu pensei: "Ah, essa pegou a ideia!". Isso porque ela conseguiu ir além do texto e interpretar o que tava ali, usando palavras que fazem sentido pra ela.

Outro momento foi quando o João tava explicando pra Maria por que ele achava que o texto usava certas palavras repetidas. Ele falou: "É porque quando a gente fala 'Pirulito que bate bate', é pra gente lembrar mesmo da música". Aí você percebe que ele tá pensando no propósito do texto. E olha, é nessas trocas de ideias entre eles que a gente vê os sinais de aprendizado.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem erros comuns que a galera comete e acabam sendo pistas pra gente trabalhar em cima disso. Um erro clássico, por exemplo, aconteceu com a Ana. Ela tava lendo "Atirei o Pau no Gato" e achou que era uma história real sobre alguém machucando um gato. Tudo bem, isso acontece. A gente tem que lembrar que eles tão começando a entender a diferença entre texto literal e figurado. Quando isso rola, eu paro tudo e converso com a turma sobre o contexto em que essas músicas foram feitas e por quê.

Outra situação foi com o Lucas. Ele sempre troca as palavras quando tenta explicar algo pra outro colega. Tipo, ele entende do jeito dele, mas na hora de passar adiante sai tudo misturado. Isso pode acontecer porque ele tá ansioso ou porque tá tentando falar rápido demais. Nessas horas, eu tento ajudar ele a organizar as ideias antes de falar. Pedir pra ele respirar e falar pausadamente ajuda bastante.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, aí eu preciso adaptar algumas coisas sim. Pro Matheus, por exemplo, eu tento quebrar as atividades em partes menores e mais rápidas, tipo tarefas mais curtas que ele consegue terminar antes de perder o foco. Às vezes uso música de fundo baixinha enquanto trabalha (se não distrair mais) porque ajuda ele a manter um ritmo.

Pra Clara, eu procuro usar recursos visuais mais claros porque ela responde muito bem a imagens. Já tentei usar cartões com imagens pra ajudar ela a identificar partes de um texto ou entender uma história sem ficar perdida nas palavras. Pra ela também funciona bem ter um espaço mais tranquilo na sala onde ela pode se concentrar melhor longe do barulho.

É claro que nem tudo funciona sempre. Teve uma vez que tentei usar tecnologia com aplicativos de leitura interativa pro Matheus e foi um desastre! Era tanta coisa piscando na tela que só deixou ele mais agitado. Então voltei pras fichas simples de leitura.

E assim vou ajustando conforme vejo o que dá certo ou não. O importante é sempre estar aberto ao que cada aluno precisa porque cada um aprende do seu jeito.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado aí quem tá na mesma luta com essa habilidade da BNCC no segundo ano. Se tiverem outras dicas ou quiserem trocar experiências sobre como lidam com esses desafios em sala de aula, tô aqui pra ouvir também! Abraço!

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