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EF02LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar sinônimos de palavras de texto lido, determinando a diferença de sentido entre eles, e formar antônimos de palavras encontradas em texto lido pelo acréscimo do prefixo de negação in-/im-.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Sinonímia e antonímia/Morfologia/Pontuação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, gente, essa habilidade EF02LP10 da BNCC pode parecer meio complicada de entender de primeira, mas na prática é bem mais simples. A ideia é que os meninos consigam encontrar sinônimos no texto e saibam que, apesar de serem parecidos, às vezes têm um significado um pouco diferente dependendo do contexto. Tipo assim, se a palavra for “feliz”, eles podem encontrar “contente” ou “alegre”. Já nos antônimos, a coisa é acrescentar prefixos de negação como "in-" ou "im-" nas palavras. Então, "feliz" vira "infeliz". A turma no segundo ano já vem com um certo vocabulário do primeiro ano, e aí a gente vai aprofundando isso. Eles já estão acostumados a ouvir e usar algumas palavras e sabem o básico sobre opostos. Agora é trabalhar pra expandir isso.

Bom, pra começar a coisa toda com sinônimos, gosto de fazer uma atividade usando pequenas histórias impressas. Nada muito elaborado, só um texto curtinho que eu mesmo escrevo ou pego de livros infantis que eles gostam. A última vez usei uma história sobre um cachorro chamado Bolinha que se perde na cidade e vai encontrando pessoas diferentes que tentam ajudá-lo a voltar pra casa. Durante a leitura, eu vou parando em algumas palavras-chave e pergunto a eles se conhecem outras palavras parecidas com aquela. Por exemplo, quando aparece "triste", pergunto: “Que outra palavra a gente pode usar no lugar de ‘triste’?” Eles gritam “chateado”, “desanimado”, essas coisas. Dá pra fazer isso em uns 20 minutinhos. Os alunos ficam super engajados, tipo o João e a Maria são bons nisso; a Maria até trouxe uma palavra nova que era “magoado”, fiquei super orgulhoso.

Depois dessa atividade inicial com sinônimos, eu passo pra uma dinâmica que envolve antônimos. É meio parecido: eu levo uma lista de palavras que já apareceram em textos que lemos juntos e peço pra cada um pensar num jeito de formar o oposto usando "in-" ou "im-". Normalmente faço isso no quadro e vou anotando as sugestões deles. Coloco uma palavra como “possível” e aí pergunto o que acontece se colocarmos “im-” na frente. Eles adoram essa parte porque parece mágica! Transformar uma palavra em outra só com o prefixo é um sucesso. Da última vez, o Lucas saiu com um monte de exemplos: “importante” virou “inimportante”… até eu tive que segurar o riso porque né, não existe mas valeu a tentativa! Em uns 30 minutos dá pra fazer isso numa boa.

A terceira atividade é mais mão na massa: peço pra eles criarem pequenas histórias ou frases usando os sinônimos e antônimos que discutimos. Eles se dividem em duplas ou trios porque aí um ajuda o outro, tipo o Pedro e o Luiz sempre se saem bem juntos. Forneço papel e lápis de cor porque, olha, eles adoram ilustrar as histórias! Uma vez, a Ana Paula escreveu sobre um sapo feliz que queria pular alto e acabou infeliz porque não conseguiu. É legal ver como eles aplicam o que aprenderam de forma prática e criativa. Isso leva uns 40 minutos porque eles gostam de caprichar nos desenhos.

No geral, essas atividades são super práticas e engajantes. Os alunos ficam empolgados em mostrar que sabem outras palavras e como elas se relacionam entre si. É também uma forma deles se expressarem melhor, tanto oralmente quanto por escrito. E olha, os resultados aparecem rapidinho: da última vez que fizemos essas atividades em sequência, na semana seguinte o Gustavo veio me dizer que viu um anúncio na TV falando de "improvável" e soube direitinho o que significava por causa das nossas aulas.

Enfim, trabalhar essa habilidade EF02LP10 é um jeito maravilhoso de ampliar o vocabulário da criançada de uma forma leve e divertida. Eles vão pegando gosto pelas palavras e descobrindo novas maneiras de se expressar, o que é muito valioso pra toda vida deles. E é sempre bom ver aquela faísca nos olhos deles quando sacam uma coisa nova! Fico por aqui hoje, mas espero ter ajudado vocês com essas ideias. Bora continuar trocando experiências! Até mais!

E aí, gente, continuando a conversa, o que acho mais interessante é perceber como os meninos vão entendendo a coisa sem precisar de prova formal. Na prática, vejo o aprendizado acontecendo no dia a dia, enquanto tô circulando pela sala. Tipo assim, quando eles tão fazendo alguma atividade de leitura em grupo e eu escuto as conversas entre eles. Cara, é incrível como eles trocam ideias. Às vezes o Pedro tá lá explicando pro João que “contente” e “alegre” são tipo irmãos de palavra, e aí eu fico pensando: “Ah, esse entendeu!”

Teve uma vez que a Maria tava lendo um livrinho e parou pra perguntar pra Júlia se "triste" era o contrário de "feliz". Aí a Júlia respondeu na hora: "Claro! Porque quando você tá infeliz, tá triste." Nesse momento eu tive certeza que elas captaram a ideia dos antônimos. É nesses pequenos momentos que a gente percebe o aprendizado acontecendo, sabe?

Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, esses são normais e fazem parte do processo. Um erro que vejo bastante é a confusão entre os significados dos sinônimos e dos antônimos. Tipo assim, já aconteceu do Carlos achar que “bom” e “ótimo” são antônimos porque parecem diferentes. Aí o que eu faço? Eu paro ali na hora mesmo e vamos conversar sobre isso. Pergunto pra ele qual é o sentido das palavras no texto pra ele perceber que na verdade são sinônimos.

Outra situação engraçada foi a da Ana, que uma vez achou que "feliz" e "infeliz" eram sinônimos por causa da sonoridade parecida. Na hora, procurei usar exemplos concretos pra ajudar ela a perceber a diferença. Peguei um exemplo do cotidiano: “Ana, quando você ganha um presente legal, você fica feliz ou infeliz?” Aí ela riu e entendeu na hora.

Agora falando do Matheus e da Clara... Nossa, cada um é único, né? O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento. Deixar ele preso na carteira por muito tempo não rola. Então eu tento adaptar as atividades com bastante interação e movimento. Por exemplo, às vezes faço jogos em grupo onde eles têm que levantar e encontrar palavras pela sala ou até mesmo fora da sala se for possível, sabe? Isso ajuda ele a focar sem ficar entediado.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela se dá melhor com atividades mais estruturadas e previsíveis. Então procuro seguir uma rotina mais constante com ela e uso materiais visuais, tipo cartões com imagens e palavras. Isso ajuda bastante na compreensão dela dos conteúdos. Ah, outra coisa que funciona é dar mais tempo pra ela concluir as atividades sem pressa.

Uma vez tentei uma atividade em grupo com a Clara que envolvia muita interação rápida e percebi que ela ficou desconfortável. Aprendi daí que o melhor é respeitar o ritmo dela e focar em atividades onde ela possa seguir no tempo dela.

E por fim, acho legal mencionar que o apoio entre os alunos faz toda diferença. Muitas vezes a turma toda acaba ajudando o Matheus e a Clara de forma natural. Como quando o Lucas repete calmamente uma explicação pra Clara quando percebe que ela não entendeu da primeira vez. Ou quando o Matheus ajuda os outros durante as brincadeiras mais dinâmicas.

Bom, pessoal, é isso aí! Cada dia em sala é um aprendizado diferente tanto pros alunos quanto pra mim. Espero que essas histórias tenham ajudado vocês de alguma forma aí nas salas de aula de vocês também! Se tiverem outras experiências ou dicas, compartilhem aí! Até mais!

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