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EM13LP45Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EM13LP45 da BNCC com a turma do 2º ano do ensino médio é uma experiência e tanto. Quando eu penso nessa habilidade, imagino que a gente tá falando de desenvolver nos meninos a capacidade de analisar, discutir e criar conteúdos que sejam relevantes tanto pra eles quanto pro resto do mundo. A ideia é que eles consigam pegar um tema, seja ele local ou global, e transformar isso em algo que faça sentido dentro das diversas mídias que temos hoje em dia.

A prática disso é fazer os alunos se tornarem um pouco de tudo: repórteres, críticos, analistas. Eles precisam desenvolver um olhar crítico sobre o mundo à volta deles e comunicar isso de maneiras diferentes. Na prática, o aluno precisa conseguir pesquisar um tema, entender o contexto dele, discutir com os colegas, produzir um material — pode ser um vlog, um podcast ou mesmo uma crítica escrita — e depois socializar isso com a turma. É bem diferente daquele jeito tradicional de só escrever redação no caderno, sabe? Eles têm que vivenciar o papel daquilo que estão produzindo.

Agora, para conectar isso com o que eles já sabem da série anterior, eu lembro que os meninos já tinham trabalhado um pouco com a ideia de argumentação, mas de maneira mais escrita e formal. O desafio aqui é ampliar isso pras outras mídias e deixar que eles sejam criativos nas suas expressões.

Aí vou te contar como eu faço isso na sala de aula. Primeiro, eu gosto de começar com uma atividade simples chamada "Roda de Notícias". Durante uma semana, cada aluno precisa trazer uma notícia que achou interessante (pode ser do jornal, site ou até uma postagem em rede social). Eu peço pra eles pensarem em por que aquela notícia chamou atenção deles e se tem alguma ligação com a vida deles ou da comunidade. A turma fica em círculo e cada um compartilha sua notícia. Isso geralmente leva uma aula inteira, porque depois da apresentação rola um debate.

Na última vez que fizemos isso, o João trouxe uma notícia sobre um projeto local de sustentabilidade aqui na nossa cidade. Foi interessante ver como isso gerou uma discussão acalorada sobre meio ambiente e a responsabilidade individual e coletiva. É legal porque acaba envolvendo todos no debate e ajuda os mais tímidos a começarem a participar também.

Depois dessa introdução, passo pra uma atividade mais prática: a criação de podcasts. Aí eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco. Cada grupo escolhe um tema que surgiu na Roda de Notícias ou outro tema relevante pra eles. Eu deixo eles escolherem porque quando o assunto interessa de verdade, eles se dedicam mais. Eles têm duas semanas para pesquisar sobre o tema, criar um script e gravar o podcast. Na última vez que fizemos isso, usei uns celulares velhos da escola e microfones simples.

Os meninos adoram essa atividade porque envolve tecnologia e criatividade. O grupo da Ana decidiu falar sobre fake news e até entrevistaram o pai dela, que é jornalista. Outra coisa bacana é ver como eles se dividem nas funções dentro do grupo: tem sempre alguém que gosta mais da parte técnica, outros da apresentação.

Por último, gosto de fazer algo mais visual e interativo: criação de fotodenúncias ou fotorreportagens. A ideia aqui é eles saírem pela escola ou bairro tirando fotos sobre um tema específico. Dá pra fazer quase como um trabalho de campo mesmo. Depois eles montam uma exposição na sala com as fotos e legendas explicativas.

Da última vez que fizemos essa atividade, o Lucas e o grupo dele escolheram focar nos problemas da infraestrutura local: buracos nas ruas, falta de iluminação. Eles ficaram surpresos como as fotos causaram impacto visual na turma quando expostas assim juntas na sala.

Cada atividade dessas leva em média duas semanas desde a pesquisa até a apresentação final. A reação dos alunos varia bastante: alguns ficam super empolgados no início mas depois veem que dá trabalho; outros começam tímidos e depois se soltam.

Acho incrível ver como eles vão desenvolvendo autonomia e criatividade nesses processos todos. Às vezes me surpreendo com o nível das discussões que surgem e como eles conseguem apresentar ideias complexas de maneira tão clara e envolvente. É cansativo? Sim! Mas ver a evolução deles faz tudo valer a pena.

Então é isso! Espero ter dado uma ideia boa de como trabalho essa habilidade em sala. Quem sabe você não se anima pra tentar algo parecido aí na sua escola? Vamos trocando experiências!

evolver o olhar crítico e a capacidade de argumentação. Eu gosto de fazer umas atividades onde eles criam podcasts ou vídeos curtos sobre temas atuais. Aí, meu amigo, a sala vira um estúdio completo! E é nesse caldeirão que eu vou percebendo se eles estão realmente entendendo a parada.

Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala durante uma atividade dessas, eu presto bastante atenção nas conversas paralelas. É nesse momento que dá pra sacar se o aluno pegou a ideia ou se tá só reproduzindo. Teve uma vez que o João e a Mariana estavam discutindo sobre sustentabilidade num podcast que estavam gravando. Enquanto eles conversavam, eles começavam a questionar uns dados que acharam, um falava pro outro “mas isso aqui faz sentido? Como que isso afeta diretamente nossa comunidade?” Aí eu pensei: esses dois pegaram a ideia!

Outra situação é quando vejo um aluno explicando pro outro. O Rafael tava ajudando a Ana no roteiro de um vídeo sobre mudanças climáticas. Ele mostrou pra ela como procurar fontes confiáveis e checar informações antes de sair publicando. Quando vejo esse tipo de interação, sei que o aprendizado tá rolando.

Claro que nem tudo são flores, né? Os erros mais comuns que eu percebo acontecem na hora de interpretar textos ou dados. O Pedro, por exemplo, tava fazendo uma análise de um artigo sobre educação e simplesmente ignorou o contexto em que o artigo foi escrito. Ele pegou uma frase isolada e entendeu tudo errado. Isso acontece porque muitos ainda têm dificuldade em perceber que cada texto tem um contexto, uma intenção. Quando vejo isso acontecendo, eu paro tudo e chamo ele pra conversar, mostro como olhar pro texto como um todo ajuda na interpretação.

E tem também aquela velha mania de acreditar em tudo que veem na internet sem checar as fontes. A Luana caiu nessa outro dia quando trouxe umas “informações” absurdas pro trabalho sobre saúde pública. Nesse caso, eu peço pra galera refletir sobre a origem da informação antes de confiar cegamente.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Eu cuido deles com muito carinho. Sabendo que o Matheus tem TDAH, eu procuro deixar as instruções das atividades bem claras, divididas em pequenas tarefas. Por exemplo, ao invés de pedir pra fazer um podcast inteiro de uma vez, eu sugiro primeiro pensar no tema, depois no roteiro, e assim por diante. Isso ajuda ele a não se perder.

Já a Clara, que tem TEA, trabalha melhor com materiais visuais e precisa de um ambiente mais tranquilo. Eu tento criar rotinas bem definidas nas aulas com ela e às vezes uso quadros visuais ou esquemas para ajudar na compreensão do conteúdo. Uma vez fizemos uma linha do tempo visual sobre um tema histórico e deu super certo.

O que não funcionou foi tentar usar recursos audiovisuais muito complexos sem preparação prévia para ela. Logo percebi que ela ficava confusa demais, então voltei pra algo mais simples e direto.

No caso do Matheus, às vezes ele demora mais pra completar uma tarefa porque se distrai fácil. Aprendi a dar uns intervalos curtos durante as atividades para ele respirar e voltar renovado.

Bom pessoal, é isso aí. Trabalhar essa habilidade dá um baita trabalho mas é gratificante demais ver os meninos crescendo nesse aspecto. Adoro acompanhar cada descoberta deles e ver como vão ganhando autonomia nas discussões e produções.

Vamos trocando mais ideias por aqui. Até a próxima!

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