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EM13LP44Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar formas contemporâneas de publicidade em contexto digital (advergame, anúncios em vídeos, social advertising, unboxing, narrativa mercadológica, entre outras), e peças de campanhas publicitárias e políticas (cartazes, folhetos, anúncios, propagandas em diferentes mídias, spots, jingles etc.), identificando valores e representações de situações, grupos e configurações sociais veiculadas, desconstruindo estereótipos, destacando estratégias de engajamento e viralização e explicando os mecanismos de persuasão utilizados e os efeitos de sentido provocados pelas escolhas feitas em termos de elementos e recursos linguístico-discursivos, imagéticos, sonoros, gestuais e espaciais, entre outros.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13LP44, a gente tá falando de entender as propagandas que rolam hoje em dia, seja na TV, na internet ou nas redes sociais. Os alunos precisam aprender a olhar pra essas coisas e perceber os valores que estão embutidos ali, os grupos sociais que podem estar sendo representados ou até estereotipados. Eles têm que sacar como essas propagandas conseguem prender a atenção da gente, viralizar e, principalmente, como elas tentam convencer a gente a comprar ou acreditar em alguma coisa. É essencial que os alunos consigam identificar as estratégias usadas pra isso: desde o texto, as imagens, os sons, até os gestos e o espaço. É trazer tudo isso pro agora, pro que eles já veem no dia a dia.

No ano anterior, os meninos já tiveram contato com algumas noções básicas de análise de textos publicitários. Eles já sabem o que é um slogan, o que é apelo emocional e lógico. Agora no segundo ano do ensino médio, a ideia é aprofundar isso. Levar pro mundo digital, pros advergames, pros unboxings do YouTube que eles adoram assistir. É mostrar pra eles que aquele vídeo de uma pessoa abrindo um produto não é só entretenimento: é marketing!

A primeira atividade que eu faço, e que geralmente dá um start bacana nessa habilidade, é analisar anúncios no YouTube. A galera adora esse tipo de coisa e a gente aproveita isso. Eu mando os alunos trazerem algum vídeo publicitário que eles já tenham visto e gostado (ou não gostado) no YouTube. Aí na sala de aula a gente assiste juntos alguns vídeos que eles trouxeram. Normalmente eu divido a turma em pequenos grupos pra discutir entre eles o que acharam do vídeo: o que chamou atenção, qual mensagem tá sendo passada ali, se tem algum estereótipo rolando ou não. Isso leva uns dois períodos de aula porque depois cada grupo apresenta suas conclusões pra turma toda.

Uma vez a Júlia trouxe um anúncio de um game online que era cheio de efeitos especiais e música agitada. O grupo dela começou a perceber como as cores vibrantes e os personagens super-heróicos estavam ali pra criar uma sensação de urgência, pra fazer o público querer jogar também. O mais legal foi ver os outros grupos pegando esse gancho e percebendo isso em outros vídeos também.

Outra atividade que eu curti muito fazer com eles foi desconstruir anúncios impressos antigos e modernos. Eu levo algumas revistas velhas da escola e peço pra galera trazer aqueles panfletos de supermercado ou folhetos de lojas que sempre caem na caixa de correio. A ideia é comparar como as propagandas eram feitas antigamente e como são feitas hoje. Eles acabam descobrindo várias coisas interessantes, tipo como certos estereótipos mudaram ou se mantiveram ao longo do tempo.

Na última vez que fizemos isso, o Lucas ficou surpreso ao perceber como algumas marcas mudaram completamente seu público-alvo ao longo dos anos. Ele trouxe um anúncio antigo de uma marca de refrigerante que hoje foca mais em saúde e bem-estar do que em ser “refrescante”. Isso gerou uma discussão muito rica sobre como as empresas se adaptam às novas demandas da sociedade.

A terceira atividade envolve uma parte mais prática e criativa: criar um anúncio publicitário digital fictício. Os alunos precisam pensar num produto ou serviço qualquer e desenvolver uma campanha pensando no público-alvo e nas estratégias de persuasão que vão usar. Eles podem fazer vídeos curtos usando o celular ou criar posts de Instagram usando aplicativos gratuitos de edição. Gosto muito dessa atividade porque ela coloca os alunos no lugar do criador ao invés do consumidor.

Os meninos se engajam bastante quando têm liberdade criativa. Na última vez o Pedro resolveu inventar um aplicativo pra ajudar alunos a organizarem seus estudos e criou um vídeo muito engraçado mostrando como o app ajudava um aluno desesperado na semana de provas. Ele usou humor e efeitos sonoros engraçados pra chamar atenção. Foi interessante ver como ele pensou nas emoções do público-alvo – estudantes como ele – pra criar empatia.

O principal é sempre deixar espaço pra discussão depois das atividades. É nesse momento que eles conseguem colocar em palavras tudo aquilo que observaram e aprenderam fazendo as atividades práticas. Sempre termino pedindo pra eles refletirem sobre como essas técnicas são usadas com eles no dia a dia sem eles perceberem – só assim vão começar a pensar criticamente sobre tudo isso.

E é isso aí, pessoal! Todo mundo tem suas próprias maneiras de trabalhar essas habilidades mas espero que compartilhar essas atividades tenha ajudado alguém por aí! Abraços!

sso, né? Mas aí, você pode se perguntar: como eu vejo que os meninos realmente sacaram o lance sem precisar fazer uma prova formal? Bom, isso vem muito do dia a dia. Quando eu tô circulando pela sala, ouvindo as conversas entre eles, dá pra pegar uns sinais.

Por exemplo, teve uma vez que eu ouvi o Pedro explicando pra Júlia sobre como uma propaganda que a gente tinha visto em aula usava cores vibrantes e música animada pra prender a atenção. Ele começou a falar de como aquilo fazia a gente querer comprar um produto mesmo sem precisar. Eu parei ali do lado, sem eles perceberem, e pensei "ah, o Pedro entendeu direitinho". É nesses momentos informais que você vê o aprendizado acontecendo de verdade.

Outra situação foi com a Mariana, num trabalho de grupo. Ela começou a discutir com a galera sobre como uma determinada propaganda representava as mulheres de forma meio estereotipada. Ela falou com tanta segurança e deu exemplos tão claros que me fez ver que ela tava realmente lendo além das imagens e do texto.

Agora, falando dos erros comuns... Olha, o João sempre confunde quando uma propaganda tá usando humor ou ironia de maneira positiva ou negativa. Teve uma vez que ele achava que uma campanha, que tava fazendo uma crítica social bem humorada, tava só fazendo piada de mau gosto. Isso acontece porque nem sempre é fácil perceber esses nuances, ainda mais na correria do dia a dia onde tudo é muito rápido. Nesses casos, eu tento interromper na hora e puxar uma discussão com a turma sobre os diferentes tons que uma mensagem pode ter.

A Ana tem dificuldade em diferenciar quando uma propaganda tá sendo direta ou quando tá usando metáforas pra falar de algo. Tipo, teve um comercial que usava a imagem da maré subindo pra falar de sustentabilidade e ela não pegou essa metáfora de primeira. Eu costumo rever essas propagandas com eles e pedir pra turma ajudar a decifrar juntos o que cada elemento quer dizer.

E aí entra o caso do Matheus que tem TDAH. Com ele, eu tento ser bem claro e direto nas instruções das atividades. O Matheus é super criativo, mas às vezes se perde na quantidade de informação. O que eu faço é dividir as atividades em partes menores e dar pausas pra ele não se sentir sobrecarregado. Tem vezes que uso uns cards visuais pra ajudar ele a organizar as ideias. Funciona bem quando ele consegue visualizar o passo a passo.

Com a Clara, que tem TEA, eu adapto algumas atividades pra ela sentir mais a vontade. Ela gosta bastante de rotina e previsibilidade, então tento manter um padrão nas aulas que ela se sinta confortável. Uma coisa que deu certo foi usar mapas mentais coloridos; ajuda ela a ver as conexões entre os conceitos de forma clara. Mas já teve vez que tentei usar áudios pra explicar um conteúdo e não funcionou muito bem pra ela, ficou um pouco confuso.

No final das contas, é questão de observar e adaptar conforme as necessidades dos alunos. Não adianta querer aplicar o mesmo método pra todos porque cada um tem seu jeito de aprender. O importante é estar atento e aberto às mudanças necessárias.

Bom, gente, é isso aí. Espero ter contribuído um pouco com vocês nesse nosso papo aqui no fórum. Vou ficando por aqui porque já falei demais hoje! Mas tô por aqui se alguém quiser trocar ideia ou tiver outra dúvida. Um abraço!

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