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EM13LP29Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Resumir e resenhar textos, por meio do uso de paráfrases, de marcas do discurso reportado e de citações, para uso em textos de divulgação de estudos e pesquisas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, hoje quero falar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EM13LP29 da BNCC com os meus alunos do 2º ano do Ensino Médio, que é resumir e resenhar textos, usando paráfrases, marcas de discurso reportado e citações. É uma habilidade que pode parecer complicada à primeira vista, mas que é super importante pra vida acadêmica e até pro mercado de trabalho. Vamos lá!

Assim, na prática, essa habilidade é basicamente ajudar os alunos a entenderem um texto e conseguirem explicar esse texto pra alguém que nunca leu. Aí eles têm que ser capazes de fazer isso sem copiar exatamente as palavras, sabe? Eles têm que usar as próprias palavras pra explicar o que entenderam. E isso inclui mencionar algumas partes do texto original, tipo, eles podem citar uma frase importante ou fazer referência ao autor de alguma maneira. Isso já é um avanço em cima do que eles aprenderam no ano passado sobre interpretação de texto e síntese de informações.

Bom, agora vou contar algumas atividades que costumo fazer na sala pra desenvolver essa habilidade. Essas atividades são sempre numa pegada prática, porque acho que os meninos aprendem mais fazendo do que só ouvindo.

A primeira atividade é a "Roda da Resenha". Nessa atividade, eu costumo escolher um texto que seja interessante e relevante pro pessoal. Da última vez escolhi um artigo sobre sustentabilidade. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo recebe uma cópia do texto. Eles têm cerca de 20 minutos pra ler o texto em conjunto e discutir sobre ele. Depois desse tempo, cada grupo tem que preparar uma resenha curta do artigo, tipo umas cinco frases, mas sem copiar partes inteiras do texto. Aí eles apresentam a resenha pros colegas. É muito legal ver como cada grupo entende o texto de um jeito diferente! Na última vez que fiz isso, o João e a Maria estavam num grupo e tiveram uma discussão saudável sobre o que era mais importante no texto, e acabou ajudando todo mundo a entender melhor.

Outra atividade que faço é chamada "Paráfrase Criativa". Aqui o objetivo é treinar os alunos a reescreverem trechos usando suas próprias palavras. Pego um texto curto e entrego só um parágrafo pra cada aluno ou dupla. Eles têm uns 15 minutos pra ler atentamente e escrever uma paráfrase desse parágrafo. O legal é ver as diferentes interpretações que surgem! Na última vez que fizemos isso, a Carla pegou um parágrafo sobre tecnologias emergentes e conseguiu transformar aquilo numa explicação tão simples e clara que até quem não tinha entendido direito o texto original conseguiu acompanhar.

E por último, tem a "Caça às Citações". Essa atividade ajuda os alunos a perceberem quando e como usar citações diretas no texto deles. Eu dou um outro artigo ou trecho de livro onde aparecem várias citações do autor original. A tarefa deles é identificar essas citações e depois criar uma situação fictícia onde elas poderiam ser usadas num trabalho acadêmico ou relatório. Isso ajuda muito quando eles precisam justificar suas ideias com base em autores famosos ou dados concretos. Lembro que na última vez, o Lucas achou uma citação de um cientista famoso num texto sobre mudanças climáticas e acabou usando numa redação posterior dele sobre o mesmo tema. Ele ficou todo empolgado porque percebeu como aquilo dava mais credibilidade pro trabalho dele.

Bom, essas são algumas das atividades que faço com os meninos na sala de aula pra desenvolver essa habilidade da BNCC. Claro que cada turma tem seu ritmo e algumas vezes preciso adaptar as coisas, mas a ideia principal é sempre colocar a mão na massa e aprender fazendo. E aí, como vocês trabalham essa habilidade com as suas turmas? Alguma dica ou sugestão? Valeu!

Aí, pessoal, continuando aqui sobre a habilidade de resumir e resenhar textos. Olha, uma das coisas que mais me dá alegria é quando tô circulando pela sala, vendo os meninos discutirem entre eles, e eu percebo que eles pegaram o jeito da coisa. É massa quando ouço o João explicando pro Pedro como ele entendeu um texto que a gente leu. Ele diz algo tipo: "Mano, esse trecho aqui tá falando que..." e aí ele manda ver numa explicação que não é só repetir as palavras do texto, mas realmente digerir o que leu. Eu noto que ele entendeu porque ele consegue fazer as conexões com outras coisas, às vezes até de outras disciplinas. Isso é um sinal forte de que o aluno tá no caminho certo.

Outro exemplo é quando a Mariana tá ali no canto da sala com a Isabela, e as duas estão testando as paráfrases uma da outra. "Ah, Bela, acho que se você disser assim fica melhor pra entender". E eu vejo que elas começam a usar outras palavras, outros contextos, mas sem perder o significado original do texto. Isso é ouro pra mim porque elas estão pensando criticamente sobre a linguagem.

Agora, não vou mentir não, os erros também acontecem e são bem comuns. Um dos erros mais frequentes é quando eles tentam usar paráfrase e acabam fazendo uma cópia quase igual do texto original. Tipo o Lucas uma vez, que trouxe um resumo onde ele apenas trocou algumas palavras por sinônimos. Aí não rola, né? Eu sempre digo que a paráfrase é pra dar uma nova roupagem pro conteúdo, e não só mudar umas palavrinhas. Esses erros acontecem porque muitos têm medo de se afastar demais do texto original e perder o sentido. Então eu faço um exercício com eles: peço que expliquem verbalmente o parágrafo pra mim ou pra um colega, como se estivessem contando uma história no recreio. Isso ajuda muito porque tira a pressão da escrita formal e deixa eles mais à vontade pra experimentar.

A Ana também tinha dificuldade em identificar as marcas do discurso reportado. Ela vinha com umas citações diretas sem referência nenhuma e achava que tava arrasando. Aí eu falei: "Ana, pensa como se você estivesse numa roda de amigos e tivesse que contar o que fulano disse, só que com todo mundo sabendo direitinho quem falou o quê". Aí ela começou a sacar melhor.

E tem quem precise de um pouco mais de atenção individualizada, como o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara está no espectro do autismo (TEA), então eu preciso dar uma ajustada nas atividades pra eles também tirarem o máximo proveito. Com o Matheus, eu percebo que ele se beneficia muito de atividades mais dinâmicas e curtas. Tem vez que levo ele pra ler em voz alta num ambiente mais tranquilo, ou deixo ele usar fones com música clássica baixinha enquanto escreve seu resumo. Isso ajuda ele a focar melhor.

Já com a Clara, eu uso bastante material visual. Mapas mentais funcionam muito bem pra ela. A gente já montou uns juntos na lousa e ela adora desenhar os seus próprios esquemas na folha. Uma coisa que não deu certo foi tentar forçá-la a participar de debates em grupo logo de cara; ela ficava retraída. Então comecei a trabalhar mais no um-a-um antes de levá-la pras discussões maiores.

Organizar o tempo também faz toda diferença. Pra esses alunos, dou um pouco mais de flexibilidade com os prazos das atividades porque sei que cada um tem seu ritmo.

E é isso aí, pessoal! Trabalhar essas habilidades com os alunos tem seus desafios, mas também traz muita satisfação quando vejo eles avançando. Espero que esse relato ajude vocês de alguma forma aí na prática de sala de aula. Fiquem à vontade pra compartilhar também como vocês abordam essa habilidade com seus alunos! Valeu pela troca e até a próxima!

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