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EM13LP30Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Realizar pesquisas de diferentes tipos (bibliográfica, de campo, experimento científico, levantamento de dados etc.), usando fontes abertas e confiáveis, registrando o processo e comunicando os resultados, tendo em vista os objetivos pretendidos e demais elementos do contexto de produção, como forma de compreender como o conhecimento científico é produzido e apropriar-se dos procedimentos e dos gêneros textuais envolvidos na realização de pesquisas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, vou te falar que a habilidade EM13LP30 da BNCC é um desafio e tanto, mas também é daquelas que, quando os meninos pegam o jeito, dá um orgulho danado. Na prática, essa habilidade é sobre ensinar a galera a fazer pesquisas de diferentes tipos. Não é só jogar no Google e copiar o primeiro resultado que aparece, não. É aprender a buscar fontes confiáveis, saber o que é um artigo científico, diferenciar um blog de uma tese, essas coisas. Além disso, eles precisam registrar todo esse processo de pesquisa e depois comunicar os resultados de uma forma que seja clara e objetiva.

No segundo ano do ensino médio, os alunos já têm alguma noção de pesquisa das séries anteriores, mas ainda muito na base do "acha e cola". A ideia é aprofundar isso. Eles têm que entender como o conhecimento científico é produzido e se apropriar dos procedimentos envolvidos. Quando falo isso pra eles, uso o exemplo de investigação policial: você não pode prender alguém só porque acha que ele fez algo errado. Precisa ter provas, precisa saber como coletar essas provas, falar com testemunhas certas, conferir registros. É mais ou menos isso que eles têm que fazer com a pesquisa científica.

A primeira atividade que faço com eles é um tipo de introdução ao mundo das fontes confiáveis. Eu levo pra sala uma lista de sites sobre o mesmo tema, tipo "aquecimento global". Tem site de jornal conhecido, site acadêmico e uns blogs por aí. Divido a turma em grupos e dou um tempinho pra eles navegarem nos sites e anotarem o que acham mais confiável e por quê. Normalmente dá uma aula inteira essa brincadeira. A reação deles é sempre um misto de surpresa e dúvida. Na última vez que fiz isso, a Juliana estava impressionada com a diferença no jeito que cada site apresentava a informação. Ela até comentou: "Professor, tem uns que nem parecem falar da mesma coisa!". Esse tipo de percepção é ouro.

Outra atividade que gosto de fazer é levar os meninos pra biblioteca da escola. Isso mesmo, biblioteca! Com a internet hoje em dia, eles quase não frequentam mais esse espaço. Antes da visita, peço que escolham um tema pra pesquisar. Lá, mostro como usar os catálogos, procurar livros por autor ou assunto e também como usar as revistas científicas disponíveis. Essa atividade costuma durar duas aulas. A reação inicial é sempre meio desanimada, claro. Mas quando começam a achar coisas interessantes nos livros e revistas, o interesse cresce. Na última vez, o Pedro encontrou um artigo sobre tecnologia que tinha um gráfico muito legal e ficou super animado em mostrar pros colegas.

Por último, tem uma atividade de pesquisa de campo que sempre rende boas histórias. Peço pra turma escolher um tema relacionado à comunidade local – pode ser desde coleta de lixo até hábitos alimentares – e organizo pra irem a campo coletar dados reais: entrevistas com moradores ou pequenos questionários. Isso leva mais tempo, umas três aulas contando a preparação, coleta e depois a apresentação dos resultados pra turma toda. Acho incrível como eles se envolvem quando vão pro "mundo real". Na última vez que fizemos isso, a Ana estava nervosa porque tinha que entrevistar gente na rua sobre o uso do transporte público. No fim das contas, ela tirou de letra e voltou dizendo que "nem foi tão bicho de sete cabeças assim".

No geral, essas atividades têm um impacto bacana na compreensão deles do que é pesquisa científica. Eles aprendem não só a coletar dados ou informações, mas também a analisar criticamente essas informações e sintetizar tudo num formato apresentável. Daí pra frente, quando precisam fazer trabalhos mais complexos ou até mesmo escolher fontes pra outros estudos ou discussões fora da escola, já têm uma base sólida.

Enfim, é um trabalho contínuo e que exige paciência – tanto da minha parte quanto deles –, mas vale cada minuto investido. Ver os alunos desenvolvendo essa autonomia na busca pelo conhecimento é algo gratificante demais pra quem tá nessa missão de educar.

E aí vai meu relato sobre como andamos trabalhando essa habilidade por aqui. Espero ter ajudado quem tá pensando em novas formas de abordar esse tema em sala!

Até mais!

No segundo ano do ensino médio, eu gosto de perceber como os alunos estão assimilando a habilidade EM13LP30 através de pequenos sinais no dia a dia. É incrível como esses sinais são mais reveladores do que qualquer prova formal. Por exemplo, quando tô circulando pela sala e ouço o João e a Maria discutindo qual fonte é mais confiável para o trabalho de geografia, já dá pra sentir que eles estão começando a entender o que aprendemos sobre pesquisa. É aquele momento em que você vê que eles não estão só decorando, mas realmente aplicando o que aprenderam.

Outro dia, tava lá passando pelas mesas e vi a Ana explicando pro Lucas como ela conseguiu encontrar um artigo científico relevante pro trabalho de biologia. Ela tava toda empolgada, dizendo: "Olha, você tem que filtrar direitinho, não pode pegar qualquer site". Foi ali que percebi: "Ah, essa entendeu". É quando eles começam a ensinar uns aos outros que eu sei que tô no caminho certo, porque isso mostra uma compreensão mais profunda do conteúdo.

Agora, claro que os erros acontecem, e são parte do processo de aprendizagem. O Gabriel, por exemplo, tinha a mania de pegar qualquer coisa da Wikipédia e achar que tava arrasando. Aí eu sempre brincava: "Ô Gabriel, tu acha mesmo que o pessoal da banca vai aceitar isso no TCC?", já pra puxar ele pra realidade da importância das fontes. Esses erros costumam acontecer porque, na correria, eles às vezes vão pelo caminho mais fácil. Quem nunca, né? Quando percebo isso na hora, já vou direto com eles verificar a fonte juntos e mostrar como procurar algo mais confiável.

O Matheus, com TDAH, é uma história à parte. Ele é super criativo, mas precisa de um pouco mais de flexibilidade pra se manter focado. Uma coisa que funciona bem com ele é dividir as atividades em partes menores e dar intervalos frequentes. Em vez de entregar um projeto inteiro de uma vez, eu peço partes específicas pra ele trabalhar em blocos mais curtos. Ah, e sempre tento usar materiais visuais e práticos com ele porque ajuda a manter o interesse dele nas alturas.

A Clara, por outro lado, tem TEA e precisa de certas adaptações no ambiente da sala. O que faço é dar instruções claras e estruturadas pra ela e uso muito apoio visual também. Tipo assim, mapas mentais e esquemas ajudam demais ela a processar as informações. Ah, outra coisa: ela se dá super bem quando sabe exatamente o que esperar das atividades, então tento sempre explicar o passo a passo antes de começar.

O que não funcionou? Bom, tentou-se fazer uma atividade super colaborativa com grupos grandes achando que ajudaria a todo mundo interagir mais. Mas olha, nem sempre dá certo. Pro Matheus foi uma distração total e pra Clara foi um pouco difícil lidar com muitas pessoas ao mesmo tempo. Aprendi que atividades em grupos menores e bem estruturadas funcionam melhor para incluir todo mundo.

E assim vou ajustando as velas conforme o vento muda na sala de aula. Cada dia é uma nova chance de aprender junto com eles e cada desafio vem com suas próprias lições. É isso aí! Espero que esse papo tenha sido útil pra quem tá buscando maneiras de lidar com essas situações na sala.

E vocês? Como lidam com essas questões no dia a dia? Fico por aqui hoje, mas tô sempre por aqui trocando essa ideia boa com vocês! Valeu demais pela atenção!

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