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EF07LI23Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer a variação linguística como manifestação de formas de pensar e expressar o mundo.

Comunicação interculturalVariação linguística
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF07LI23 da BNCC aqui com o pessoal do 7º ano é um desafio bem interessante. Essa habilidade é sobre reconhecer a variação linguística como uma forma de pensar e expressar o mundo. Na prática, o que a gente tá fazendo é ajudar os meninos a entender que a língua não é uma coisa parada, sabe? Ela muda conforme o lugar, o contexto, as pessoas que estão falando. Na verdade, a língua é viva e cheia de nuances. É importante que eles consigam perceber essas diferenças, principalmente porque a gente tá falando de língua inglesa, que é usada no mundo todo.

Pra explicar de um jeito mais concreto, quando os alunos saem do 6º ano, eles já têm uma ideia de como o inglês pode variar um pouco dependendo do país. No 7º ano, nossa missão é aprofundar isso. Eles precisam conseguir pegar uma frase em inglês e perceber que dependendo de quem tá falando ou de onde vem, ela pode ter pronúncias diferentes ou mesmo palavras diferentes sendo usadas pra dizer a mesma coisa. Tipo, o inglês dos Estados Unidos pode ter umas gírias diferentes do inglês da Austrália. E isso não é só uma curiosidade legal; é uma maneira deles entenderem que cada variação carrega uma cultura e um jeito próprio de ver o mundo.

Bom, agora vou contar como eu coloco isso em prática na sala. Tem três atividades que a gente sempre faz e que eu acho que funcionam muito bem.

A primeira é uma coisa bem simples: ouvir música. Eu sempre escolho umas músicas de diferentes países de língua inglesa – pode ser dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e até África do Sul. Normalmente eu levo o laptop e faço uma playlist no Spotify. A aula começa com eles ouvindo uns trechos das músicas e depois a gente discute as diferenças que eles percebem. Da última vez que fizemos isso, coloquei "Someone Like You" da Adele e depois "Shotgun" do George Ezra. A Ana Clara comentou como achava interessante o sotaque britânico ser tão diferente e perguntou por que algumas palavras pareciam ter mais sílabas. A aula dura uns 50 minutos e eles ficam super animados com música.

A segunda atividade inclui vídeos curtos de entrevistas ou filmes. Eu procuro vídeos no YouTube onde dá pra ver claramente diferenças de sotaques e expressões. Na última vez usei um clipe curto do filme "Crocodile Dundee" e outro do "Forrest Gump". Divido a turma em pequenos grupos e dou pra cada grupo um trecho em inglês escrito pra analisar. Eles têm que identificar expressões que não são comuns pra eles ou sotaques diferentes. O Lucas sempre fica impressionado com o modo como os australianos falam rápido e às vezes sem pronunciar algumas letras direito, segundo ele. Essa atividade leva uns 30 minutos mais ou menos e depois discutimos em conjunto o que cada grupo descobriu.

A terceira atividade envolve leitura de textos curtos. Eu trago pequenas histórias ou artigos de revistas online de diferentes países falantes de inglês. Um dia eu trouxe um artigo sobre esportes australianos e outro sobre comida típica irlandesa. Eles fazem leitura individual primeiro – mas podem perguntar qualquer coisa pra mim – depois fazemos uma roda de conversa pra compartilhar as impressões sobre as palavras ou expressões culturais diferentes que encontraram. O João Pedro ficou super curioso sobre o termo "footy" que apareceu no texto australiano sobre esportes e não sossegou até descobrir que era futebol australiano! Essa atividade costuma tomar uns 40 minutos.

Os alunos reagem muito bem a essas atividades porque elas são dinâmicas e envolvem coisas do dia-a-dia deles – música, filme, cultura pop. E também porque percebem na prática como a língua se transforma dependendo do contexto cultural. É sempre legal ver como eles começam a perceber essas nuances e se empolgam em querer entender mais do porquê as línguas são assim tão variadas.

Enfim, acho que o segredo é sempre conectar com algo que faz sentido no universo deles e mostrar como isso tá presente no mundo fora da escola também. É muito gratificante ver quando aquele clique acontece na cabeça dos meninos, sabe? E assim vamos seguindo!

Bom, vamos lá. Uma das maneiras que eu percebo que os meninos estão realmente entendendo a habilidade EF07LI23 é quando eu vejo eles usando o que aprenderam de forma espontânea, sabe? Aí, tipo, não precisa nem de prova formal pra sacar que o aluno internalizou o conteúdo. Quando tô circulando pela sala, eu reparo nas conversas entre eles. É interessante porque, muitas vezes, eles começam a perceber as diferenças nas expressões e gírias de várias partes do mundo anglófono, tipo de jeito natural mesmo.

Teve uma vez que eu tava passando pelas mesas e ouvi o João explicando pro Pedro por que a expressão "I'm chuffed to bits" é mais comum na Inglaterra e não nos EUA. Ele até usou um exemplo de um filme britânico pra mostrar como é falado lá. Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!" Quando eles começam a se corrigir entre si ou usar exemplos do dia a dia, é um sinal claro de que captaram a essência da habilidade. Também vejo isso quando eles trazem palavras ou expressões novas que encontraram em músicas ou vídeos e discutem o contexto com os colegas.

Agora, falando dos erros comuns... Ah, tem alguns que são clássicos! O Lucas, por exemplo, sempre confunde os tempos verbais porque quer usar tudo no presente simples. Uma vez ele tava tentando explicar pra turma como dizer que foi ao cinema no final de semana e saiu algo tipo "I go to cinema yesterday". Esses deslizes acontecem porque é um desafio pensar diferente da estrutura do português. Então eu costumo parar e fazer uma revisão rápida com ele na hora mesmo, mostrando algumas frases de exemplo e pedindo pra ele repetir com a correção. Às vezes, faço analogias com situações do cotidiano dele pra fixar melhor.

Outro erro comum é quando eles misturam inglês britânico e americano sem perceber as nuances. A Ana Maria adora séries americanas e filmes ingleses, então vira e mexe ela solta algo como "I watched the telly on the weekend" numa escrita meio confusa. Nesses casos eu explico como cada variação tem suas peculiaridades e incentivo ela a prestar atenção nas origens das expressões enquanto assiste suas séries.

Agora, sobre trabalhar com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... É um desafio constante ajustar as atividades pras necessidades deles. Pro Matheus, eu tento deixar as atividades mais dinâmicas e curtas. Por exemplo, ao invés de pedir uma redação longa, faço ele criar pequenas histórias ou quadrinhos usando as expressões e variações linguísticas que estamos estudando. Ele adora desenhar, então isso ajuda a manter o foco. Além disso, pausei algumas vezes durante a aula pra fazer alongamentos rápidos ou atividades físicas breves pra ajudar ele a se concentrar mais.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela se beneficia bastante da rotina e previsibilidade nas atividades. Então eu sempre deixo claro o cronograma da aula logo no início e uso recursos visuais pra ajudá-la a entender o conteúdo. Uma coisa que funcionou muito bem foi criar cartões coloridos com palavras e expressões em inglês de diferentes regiões e pedir pra ela organizar conforme as características culturais de cada lugar. Isso dá pra ela um esquema visual que facilita bastante o aprendizado.

Claro que nem tudo funciona sempre. Teve uma vez que eu tentei usar jogos de perguntas rápidas na aula achando que isso iria estimular todo mundo ao mesmo tempo. O Matheus até curtiu no começo, mas depois se distraiu fácil e começou a brincar com outras coisas. Já a Clara ficou meio perdida com o ritmo rápido das perguntas. Então aprendi que preciso dosar bem essa questão do tempo e do ritmo pras atividades darem certo pra todos.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero que essas experiências possam ajudar alguém aí também na sala de aula. Se tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar como lidam com esses desafios por aí, vou adorar trocar ideia! Até mais!

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