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EF07LI09Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Selecionar, em um texto, a informação desejada como objetivo de leitura.

Práticas de leitura e pesquisaObjetivos de leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, a habilidade EF07LI09 da BNCC é uma daquelas que a gente precisa entender bem pra aplicar com a galera do 7º Ano. Na prática, isso quer dizer que os meninos têm que ser capazes de pegar um texto em inglês e identificar ali a informação que eles buscam, sem enrolação. Não é só ler por ler, sabe? É tipo quando você vai no cardápio pensando num prato específico e precisa achar ele lá no meio de tantas opções. Eles já vinham trabalhando habilidades de leitura no 6º Ano, mas agora o foco é mais afunilado: encontrar informações específicas dentro de um texto.

Então, por exemplo, se eu der pra turma um texto sobre animais e pedir pra eles dizerem quantos anos vive uma tartaruga, eles precisam saber onde procurar essa informação e não se perder no caminho. Eles já têm certa familiaridade com inglês do ano passado, então agora o desafio é refinar esse olhar pra pesquisa dentro do texto. E é interessante ver como isso vai melhorando com o tempo!

Agora vou contar sobre três atividades que faço pra desenvolver essa habilidade com a molecada. Primeira atividade: uso textos curtos de artigos sobre temas que eles curtem. A última vez foi sobre videogames. Eu trouxe um texto sobre a origem do Mario Bros, coisa de 300 palavras. Entreguei uma cópia pra cada um e pedi pra eles formarem duplas. A ideia era encontrar informações específicas, tipo o ano que o Mario foi criado ou quem foi o criador do jogo. Dou uns 20 minutos pra isso, porque também é importante dar tempo pra eles discutirem entre si. Aí, sempre rola aquele burburinho legal — lembro do João e do Pedro discutindo se tinham lido certo a data ou não! Eles ficam animados e acabam aprendendo sem perceber.

A segunda atividade é uma coisa mais prática, com instruções de receitas simples em inglês — sabe aquelas receitas bem básicas tipo "como fazer um sanduíche"? Entrego as folhas com as instruções e peço pra eles marcarem com um lápis as etapas principais: ingredientes e modo de preparo. Pra essa atividade eu organizo eles em grupos de três ou quatro, porque aí eles podem ajudar uns aos outros. Geralmente leva uns 30 minutos. Tenho uma turma cheia de energia, então às vezes vira quase uma competição pra ver quem encontra as informações primeiro! Da última vez, a Letícia até ficou em pé na cadeira apontando a parte que o grupo dela tinha achado antes dos outros, foi engraçado demais.

Por último tem uma atividade que mistura tecnologia com o aprendizado. Uso pequenos trechos de vídeos do YouTube em inglês (com legenda em inglês) — geralmente trailers de filmes ou clipes musicais que estão em alta e que eles adoram. Passo o vídeo umas duas ou três vezes e depois dou um questionário simples sobre coisas específicas que aparecem ali, como nome de personagens ou cenários principais. Essa atividade costuma ser bem dinâmica e dura uns 40 minutos no total. A galera fica super empolgada quando sabem que vão ver vídeo na aula. Da última vez usei um trailer de um filme da Marvel e foi sucesso total! A Ana até comentou que nem percebeu que estava "estudando" porque estava curtindo demais o trailer.

Essas atividades são maneiras de tornar o aprendizado mais divertido e próximo da realidade deles, porque às vezes o inglês pode parecer meio distante ou chato se ficar só na gramática ou vocabulário solto. E também dá pra perceber como vão ficando mais confiantes ao longo do semestre. Até os alunos mais tímidos começam a participar mais ativamente.

E assim vamos indo, tentando sempre fazer com que o processo de aprender inglês seja algo prazeroso e não só uma obrigação escolar. Espero que essas ideias ajudem vocês aí na sala de aula também!

Então, por exemplo, se eles estão lendo uma matéria de revista sobre um cantor famoso, a tarefa é encontrar o nome do álbum mais recente ou quantos anos ele tinha quando começou a cantar. É meio desafiador, mas é aí que a gente vê o aprendizado acontecendo de verdade. E olha, não preciso aplicar prova formal pra perceber quem pegou a ideia. Basta circular pela sala durante as atividades e observar. Quando eu passo perto das mesinhas e escuto a conversa da galera, dá pra notar quem já tá manjando.

Teve um dia que eu tava passando pelas duplas e ouvi a Júlia explicando pro Lucas que ele tinha que procurar pelos "keywords", ou seja, as palavras-chave. Ela disse: "Olha, Lucas, se aqui tá falando sobre a vida do cara, provavelmente você vai achar o nome do álbum na parte que fala da carreira dele." Nesse momento pensei comigo mesmo: "Ah, essa entendeu". Ela não só tava aplicando a habilidade como também ajudando o colega. E isso sem falar inglês perfeito! Mas tudo bem, o ponto é entender como navegar no texto.

Outra coisa que observo é quando eles começam a fazer perguntas mais específicas uns pros outros. Tipo, quando tá em grupo e alguém pergunta: "Ei, o que você achou do nome do álbum?" e o colega responde direto ao ponto sem precisar reler tudo de novo. Isso é sinal de que tão pegando o jeito.

Agora, falando dos erros comuns. Olha, um erro que vejo bastante é aquele famoso "quero traduzir tudo". O João vive caindo nessa. Ele acha que precisa entender todas as palavras pra achar a informação que precisa e acaba se perdendo no meio do caminho. Fica esbarrando em palavras difíceis e esquece o que tava procurando. Quando pego isso na hora, procuro mostrar pra ele e pros outros que não precisam entender cada palavrinha. Dou um exemplo prático: "Se você tá com sede, num cardápio em inglês só precisa procurar por 'drinks' ou 'beverages', não precisa ler tudo."

Outro erro comum é quando eles confundem informações dentro do texto. A Camila uma vez me disse que o artista tinha lançado um álbum em 2015 quando na verdade era 2018. Aí vou passo a passo com ela e pergunto onde ela achou isso, voltamos ao texto juntos e mostro como identificar pistas contextuais pra não confundir datas ou detalhes importantes.

Agora, com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu sempre tento adaptar as atividades. Pro Matheus, costumo usar timers pra ajudar ele a focar por períodos curtos. Digo pra ele: "Vamos ver quantas informações você consegue encontrar nesse parágrafo em 5 minutos?" Isso ajuda ele a ter um objetivo claro e um tempo delimitado pra não se perder.

Com a Clara, eu tento sempre ter materiais visuais à mão. Uso muito imagens associadas às partes dos textos e faço resumos em post-its coloridos com ela. Isso já funcionou bem porque ajuda ela a visualizar as informações de forma estruturada e menos abstrata.

Lembro de uma atividade com cartões de perguntas-resposta onde ela pôde usar as figuras nos cartões pra associar coisas como nome do álbum com capa do CD ou ano com calendário ilustrado. Pro Matheus, teve um dia que dei um jogo de tabuleiro simples relacionado ao texto e isso manteve ele focado por mais tempo que o normal.

Mas nem tudo funciona sempre! Já tentei usar audiobooks pensando nos dois juntos e foi meio caótico porque eles perderam atenção rápido; eram muitas informações auditivas sem pausa visual pra processamento.

Enfim, cada dia na sala de aula é um aprendizado também pra mim. Sempre ajustando métodos e tentando novas abordagens. Espero que essas experiências ajudem outros professores aí também. Não dá pra ter uma receita pronta, mas compartilhar essas ideias pode ser um bom começo!

E assim vamos aprendendo juntos nesse caminho aí da educação.

Valeu galera, até a próxima!

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