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EF09HI29História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Descrever e analisar as experiências ditatoriais na América Latina, seus procedimentos e vínculos com o poder, em nível nacional e internacional, e a atuação de movimentos de contestação às ditaduras.

A história recenteAs experiências ditatoriais na América Latina
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Ah, trabalhar essa habilidade do EF09HI29 com os meninos do 9º ano é um desafio, mas também é super importante. Olha, essa parte da BNCC aí é sobre fazer os alunos entenderem as ditaduras na América Latina. A gente tem que ajudar eles a descrever e analisar como essas ditaduras funcionavam, como se conectavam com outros países e também como surgiam movimentos que se opunham a elas. Não é só saber que teve uma ditadura aqui e ali, mas entender o que estava por trás, sabe? Como a galera lutava contra isso, como era o dia a dia e mais.

Quando penso no que os meninos já sabem da série anterior, vejo que eles chegam com uma noção básica de democracia e algumas ideias sobre autoritarismo. Só que a gente precisa aprofundar isso. Eles precisam ver como as coisas se relacionam e têm que ser capazes de fazer conexões entre o que aconteceu em diferentes países. Tipo, eles precisam conseguir pegar um país da América Latina e explicar quem estava no poder, como chegaram lá e o que rolou com a população durante esse tempo.

Aí, pra trabalhar tudo isso, eu costumo usar três atividades principais na minha sala. Primeiro, eu gosto de usar filmes e documentários. Por exemplo, o filme "A História Oficial" sobre a ditadura na Argentina é ótimo. Não é muito longo, então dá pra passar em duas aulas. A turma fica dividida em grupos de cinco ou seis, assim eles podem discutir entre si enquanto assistem. Na última vez que fiz isso, a Maria Clara ficou impressionada com a cena da escola no filme e comentou como achava absurdo aquilo tudo estar acontecendo ao mesmo tempo que no Brasil.

Depois do filme, sempre rola uma roda de conversa. Eu deixo os meninos falarem livremente sobre o que acharam do filme, do que mais marcou eles. É legal ver como eles começam a fazer paralelos com o Brasil sem nem perceberem. O João Pedro sempre traz alguma coisa interessante nessa hora; ele lembrou de uma história que o avô dele contou sobre como era viver durante a ditadura militar aqui no Brasil.

Uma outra atividade que sempre faço é um debate simulado. Divido a turma em dois grupos: um representa o governo ditatorial e outro representa os movimentos de resistência. Dou para cada grupo alguns textos e notícias da época para eles se prepararem, coisas simples que pego na internet mesmo ou de livros didáticos antigos. Eles têm uma semana para preparar os argumentos e aí dedicamos uma aula inteira para o debate. Isso leva cerca de duas horas.

Na última vez, foi engraçado porque o Lucas, que é super tímido, acabou sendo escolhido como líder do grupo dos movimentos de resistência e mandou muito bem! Ele conseguiu até deixar o pessoal do grupo do governo meio sem resposta em algumas partes do debate. Esses debates são legais porque fazem eles enxergarem todos os lados da história e perceberem que todo mundo tinha suas razões para agir como agiam.

A terceira atividade é mais mão na massa: os meninos têm que fazer um mural interativo sobre um país específico da América Latina durante o período ditatorial. Eles escolhem entre Argentina, Chile e Uruguai, e depois pesquisam sobre líderes, eventos marcantes e também o impacto das políticas desses governos na vida das pessoas comuns. Cada grupo faz um cartaz grande e interativo, com QR codes para vídeos ou entrevistas que encontram online.

Esses murais ficam expostos no corredor da escola por uma semana, então outras turmas também podem ver. Na última vez, achei muito bacana quando a Júlia trouxe uma carta escrita por uma mulher chilena nos anos 70 falando sobre as dificuldades enfrentadas; ela traduziu com a ajuda dos pais e todo mundo ficou emocionado lendo aquilo.

No geral, essas atividades ajudam muito os meninos a entenderem melhor esse tema tão complicado. Eles começam a perceber as várias camadas por trás dos fatos históricos e isso ajuda bastante nas interpretações deles não só de história mas da vida atual mesmo. Acho importante porque nos ajuda todos — alunos e professores — a lembrar das lições do passado pra não repetir os erros no futuro. E é isso aí! Espero que essas ideias animem outros colegas a explorar esse tema com suas turmas também!

Bom, quando a gente tá ali no meio dos meninos, circulando pela sala enquanto eles fazem as atividades ou discutem em grupo, dá pra perceber muita coisa sem precisar de uma prova formal, sabe? É uma sensação meio intuitiva, mas também prática. Tipo, você vai ouvindo as conversas e sacando quando um aluno realmente captou a ideia.

Vou te dar um exemplo. Teve um dia que a turma tava dividida em grupos e cada grupo tinha que criar uma linha do tempo dos eventos principais das ditaduras na América Latina. Eu deixei eles livres pra escolherem um país e explorar mais a fundo. Enquanto eu passava por ali, ouvi o João explicando pro grupo dele sobre o golpe militar no Chile. Ele não só falava das datas, mas tava analisando as razões sociais e econômicas que levaram ao golpe, como as tensões entre os Estados Unidos e o Chile influenciaram tudo isso e tal. Aí, quando ele conseguiu explicar isso pros colegas e ainda colocou umas opiniões dele sobre o impacto disso na democracia hoje, pensei: "Ah, esse aí entendeu direitinho."

Outra situação foi com a Maria. Ela tava num grupo que discutia os movimentos de oposição às ditaduras. Quando ela falou sobre as Madres de Plaza de Mayo na Argentina, ela fez uma conexão com os movimentos de direitos humanos atuais. Ali dá pra ver que ela não só aprendeu o conteúdo mas também tá conseguindo aplicar esse conhecimento em outras situações.

Agora, sobre os erros comuns que vejo... Olha, muitos alunos confundem as datas ou misturam eventos de países diferentes. Tipo o Lucas, que outro dia tava falando do golpe militar no Brasil e misturou com o Chile. Acho que isso acontece porque essas histórias são cheias de detalhes e às vezes eles ficam perdidos. O que eu faço? Bom, quando pego esses erros na hora, chamo o aluno pra uma conversa rápida. Pergunto pra ele onde ele acha que se confundiu e vou guiando ele até ele perceber por conta própria onde errou. Muitas vezes é uma questão de organização mental mais do que falta de entendimento.

Também tem aquele erro do aluno achar que todo país viveu a ditadura da mesma forma. Teve uma vez que a Júlia comentou que "todas as ditaduras foram iguais", aí eu tive que parar a aula e fazer uma discussão em roda mostrando as diferenças nos contextos históricos e políticos de cada país. Busquei usar vídeos e depoimentos pra ilustrar essas particularidades. Funcionou bem porque eles puderam ouvir relatos reais das pessoas daquela época e perceberam que as experiências variavam bastante.

Quanto ao Matheus, que tem TDAH, eu tenho algumas estratégias pra ajudar ele a se concentrar melhor nas atividades. Uma coisa que funciona é oferecer atividades mais dinâmicas ou visuais pra ele. Por exemplo, mapas interativos ou jogos educativos sobre o tema das ditaduras. Aí ele consegue focar melhor porque é algo mais estimulante pros sentidos dele. Ah, e também dou um tempo extra quando ele precisa escrever ou organizar ideias.

Já com a Clara, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista), eu tento adaptar as atividades com clareza e previsibilidade. Costumo usar roteiros visuais das tarefas, assim ela sabe passo a passo o que precisa fazer sem se perder nas instruções. Outra coisa é criar um ambiente mais tranquilo pra ela trabalhar porque sei que muito barulho pode ser desconfortável. Ah, e sento com ela frequentemente individualmente pra revisar o conteúdo com calma.

E teve coisas que não funcionaram tanto também... No início eu tentava fazer a mesma adaptação pros dois pensando em economizar tempo, mas logo percebi que isso não era justo nem eficaz porque cada um tem suas necessidades bem específicas.

Espero que essas dicas ajudem quem estiver lidando com situações parecidas por aí! Se alguém tiver sugestões ou outros exemplos bacanas de sala de aula, tô sempre aberto pra aprender mais com vocês! Até a próxima!

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