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EF09HI26História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas.

Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946O processo de redemocratização A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.) A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira A questão da violência contra populações marginalizadas O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF09HI26 da BNCC pode parecer um pouco complexa de entender só olhando o papel, mas quando a gente traz pro cotidiano da sala de aula, ela fica mais clara. Na prática, o que se espera dos meninos no 9º ano é que eles consigam discutir e entender as causas da violência contra aquelas populações que, historicamente, foram marginalizadas. Tô falando de negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres... E além disso, eles precisam desenvolver essa consciência crítica pra ajudar a construir uma cultura de paz e respeito.

O legal é que essa habilidade não tá solta no ar. Ela se liga com o que eles já viram nos anos anteriores sobre a história do Brasil, a luta por direitos e as desigualdades sociais. A ideia é que os alunos consigam conectar esses temas todos pra entender como o passado influencia o presente. Tipo assim: não adianta só saber que teve um período de ditadura no Brasil; é preciso entender como isso impactou as populações marginalizadas e como isso ainda ressoa hoje em dia.

Bom, indo pro lado prático, vou contar três atividades que eu faço na minha turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira delas é um debate simulado. Eu divido a turma em pequenos grupos e cada grupo fica responsável por defender ou criticar determinadas políticas ou acontecimentos históricos que impactaram as populações marginalizadas. A gente usa textos simples, vídeos curtos da internet e notícias atuais como material de base. O debate leva duas aulas geralmente. Na última vez que fizemos isso, o Lucas ficou encarregado de defender a política de cotas raciais e foi incrível ver como ele articulou os argumentos! As meninas do grupo dele também deram um show, especialmente a Maria, que trouxe exemplos do cotidiano dela.

Outra atividade que eu gosto muito é uma roda de conversa com algum convidado. Convido pessoas da comunidade ou professores de outras disciplinas pra vir bater um papo com os alunos sobre suas vivências. Uma vez chamei a dona Joana, uma líder comunitária aqui da região, pra falar sobre a luta por moradia e os desafios enfrentados pelos menos favorecidos. Antes desse encontro, preparo os alunos pra fazer perguntas e refletirem sobre o que vão ouvir. Essa atividade costuma ocorrer em uma única aula. Quando a dona Joana veio, o João ficou impressionado com as histórias dela e até comentou depois que nunca tinha pensado em quantas pessoas vivem em situação precária tão perto da nossa escola.

A terceira atividade é um projeto de pesquisa em grupo sobre algum movimento social recente ou histórico que tenha buscado direitos pra populações marginalizadas. Os meninos escolhem um movimento — pode ser algo recente ou mais antigo — e pesquisam sobre ele. Depois apresentam pro resto da turma com cartazes ou até apresentações em PowerPoint. Isso leva algumas semanas porque envolve pesquisa fora da sala também. Uma vez, a Júlia e a Ana escolheram pesquisar sobre o movimento feminista no Brasil e trouxeram dados super interessantes sobre como ele evoluiu ao longo dos anos.

A reação dos alunos varia bastante em cada atividade, mas no geral eles se envolvem bastante quando percebem que essas discussões têm tudo a ver com o mundo onde vivem. Alguns deles têm histórias pessoais ou familiares ligadas aos temas e acabam compartilhando na sala, o que enriquece ainda mais as discussões e ajuda os colegas a enxergarem as coisas sob outra perspectiva.

Uma coisa boa dessas atividades é ver como eles começam a perceber as ligações entre o passado e o presente. Quando a gente fala sobre redemocratização, Constituição de 1988 ou movimentos sociais, não tá só falando de fatos históricos, mas do impacto real disso tudo na vida das pessoas. E é isso que eu tento mostrar a eles: como a história moldou o mundo em que vivem e como eles têm um papel nessa história também.

Então é isso! Trabalhar essa habilidade é mais do que ensinar história; é ajudar os meninos a desenvolverem consciência crítica e empatia. E nas conversas do dia a dia dá pra perceber que eles tão pegando a ideia! É sempre recompensador ver esses momentos de "aha!" quando as peças se encaixam na cabeça deles.

E aí? Como vocês trabalham habilidades assim? Vamos trocar ideias!

Então, o legal é que essa habilidade não tá solta, né? Ela tá conectada com outras áreas do conhecimento e com o que a gente vê no dia a dia. E como que eu percebo que os alunos estão realmente aprendendo sem aplicar uma prova formal? Bom, é só prestar atenção nos detalhes, sabe? Tipo, quando eu tô circulando pela sala, eu fico de olho nas expressões faciais deles, nas reações durante as discussões em grupo ou quando eles tão fazendo alguma atividade em dupla.

Outro dia, por exemplo, eu tava andando entre as mesas e vi o João explicando pro Rodrigo sobre como algumas práticas discriminatórias de antigamente ainda têm reflexo nos dias de hoje. Ele usou exemplos do que a gente tinha discutido em aula, como a questão das terras indígenas e as dificuldades que os povos originários enfrentam até hoje. Quando vi isso, pensei: "Ah, esse entendeu". Aí já dá pra perceber que tá rolando um entendimento mais profundo do assunto.

E tem as conversas entre eles também. Eu adoro ouvir quando eles começam a debater entre si. Às vezes, durante uma atividade em grupo, você pega um aluno corrigindo o outro ou até complementando uma ideia. Isso é um baita sinal de que a coisa tá fluindo. Essa troca é ouro!

Agora, sobre os erros mais comuns, olha... Vou te contar. Uma coisa que acontece bastante é a galera confundir eventos históricos ou generalizar demais as coisas. Semana passada mesmo, a Ana disse que toda violência contra as populações indígenas começou só com a chegada dos europeus. Aí eu tive que intervir e explicar que, apesar dos europeus terem intensificado e sistematizado essa violência, ela já existia de forma diferente entre os próprios grupos indígenas antes.

Erro comum também é não entender o contexto histórico direito e achar que certas mudanças aconteceram de um dia pro outro. O Lucas achou que a abolição da escravatura resolveu todos os problemas raciais no Brasil de uma vez só. Tive que puxar ele de volta pra realidade e mostrar como as desigualdades raciais só ganharam novas formas. Quando vejo esses erros na hora, gosto de fazer perguntas pra eles mesmos se corrigirem ou então puxar uma discussão em volta disso.

Aí tem o desafio extra com o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então preciso ajustar algumas coisas pra eles também se sentirem incluídos e conseguirem participar de forma eficaz nas atividades. Pro Matheus, eu costumo quebrar as atividades em partes menores e dou intervalos pra ele soltar um pouco a energia. Funciona bem quando faço ele ser responsável por uma parte específica do trabalho em grupo porque aí ele fica focado numa tarefa mais definida.

Já com a Clara, eu sempre tento usar materiais visuais e deixo ela sentar num canto mais tranquilo da sala onde ela não se distraia tanto com os estímulos em volta. Descobri que usar vídeos curtos com legendas ajuda bastante porque ela pode rever quantas vezes precisar. Teve um dia que usei um documentário curto sobre a resistência dos quilombos e notei como ela ficou interessada e conseguiu até fazer perguntas depois.

O que não funcionou muito foi tentar fazer atividades muito abertas sem uma estrutura clara. Percebi rapidamente que tanto o Matheus quanto a Clara precisam de um pouco mais de direcionamento pra não ficarem perdidos ou desmotivados.

Bom, galera, acho que é isso por hoje. Espero ter conseguido compartilhar um pouco do dia a dia com vocês e como a gente vai se virando nas aulas por aqui. Qualquer dúvida ou sugestão, só mandar! Até mais!

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