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EF07HI06História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar as navegações no Atlântico e no Pacífico entre os séculos XIV e XVI.

Humanismos, Renascimentos e o Novo MundoAs descobertas científicas e a expansão marítima
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de EF07HI06 da BNCC, tá basicamente pensando em como as navegações no Atlântico e no Pacífico foram diferentes entre os séculos XIV e XVI. Traduzindo isso pros meninos entenderem na prática, é meio que comparar o que mudou nas viagens marítimas das duas regiões nesse período aí. É o tipo de coisa que a gente começa a ver desde o 6º ano, quando falamos sobre a Idade Média e as primeiras navegações. O que eu quero que eles consigam fazer é olhar pra um mapa e reconhecer as rotas, saber quem eram os exploradores e entender por que essas navegações foram tão importantes. Tipo, por que o Atlântico era mais movimentado que o Pacífico? Ou quais invenções facilitaram essas viagens? Coisas assim. É ligar os pontos entre o que era e como ficou.

Na prática, eu gosto de começar com uma atividade mais visual. A primeira coisa que faço é usar mapas antigos e modernos. Eu levo pra sala uns mapas impressos mesmo, coloridos, de como o pessoal achava que o mundo era naquela época e outros de como é hoje. Coloco eles em grupos pequenos, tipo quatro ou cinco alunos, pra darem uma olhada e discutirem entre eles. Dura uns 30 minutos essa parte. O legal é ver as reações deles, tipo o Pedro que sempre fica chocado em ver como as pessoas desenhavam o mundo antigamente. Eles ficam tentando adivinhar quais lugares são quais nos mapas antigos e comparar com os atuais. Isso ajuda eles a visualizarem as diferenças das rotas e entender a evolução do conhecimento geográfico. É um começo bacana porque desperta a curiosidade.

Aí depois disso faço uma atividade de dramatização. Eu divido a turma em dois grupos grandes, um representando os navegadores do Atlântico e outro do Pacífico. Dou uns roteiros simples e peças de roupa tipo chapéus de papelão que eles mesmos fazem na aula anterior pra se caracterizarem. Cada grupo tem que apresentar um pequeno teatro contando como eram essas navegações, as dificuldades, os interesses envolvidos, etc. Pode parecer meio bobo mas leva uns 40 minutos ou até mais dependendo do entusiasmo da turma. A última vez que fiz isso, a Mariana fez o papel do Vasco da Gama e tava tão empolgada que até decorou umas falas extras pra impressionar os colegas. A turma dela acabou fazendo até um rap sobre as navegações no Atlântico! Isso deixa eles mais engajados porque sai daquela coisa teórica e vira algo divertido.

Pra fechar, gosto de trazer um debate pra sala sobre as consequências dessas navegações, tipo a colonização, troca de culturas, impactos nos povos nativos... Esse aí dá pano pra manga! Normalmente faço depois da dramatização porque já tão no clima. Pergunto o que acham que teria acontecido se as grandes navegações não tivessem rolado. Eles escrevem suas opiniões e depois discutimos em sala por uns 20 minutos. Na última vez, o Lucas trouxe uma ideia interessante falando que talvez a língua espanhola não fosse tão dominante nas Américas sem essas navegações. Isso faz eles pensarem criticamente sobre o impacto histórico dessas viagens.

Importante dizer: uso esses debates também pra ligar com coisas do cotidiano deles. Pergunto se já imaginaram como seria viajar por meses sem saber onde vão chegar. Relaciono isso com desafios atuais, como exploração espacial por exemplo, porque isso ajuda eles a verem a história como algo vivo e não só livro velho.

E é isso aí! No geral, procuro trazer atividades variadas pra manter a turma engajada e pensando fora da caixa. Claro que nem sempre tudo sai como planejado – às vezes alguém esquece uma fala ou a discussão foge do tema – mas faz parte do aprendizado também dar risada dos próprios erros e ir ajustando conforme precisa.

Enfim, espero ter ajudado a clarear como aplico essa habilidade por aqui. Se alguém tiver outras ideias ou sugestões, tô sempre aberto pra ouvir também! Até mais!

Aí, galera, então, seguindo a conversa, a gente sabe que entender história não é só decorar datas e nomes. O legal mesmo é ver quando a galera começa a conectar as coisas, sabe? Aquele momento que você percebe que o aluno realmente entendeu o conteúdo sem precisar de uma prova formal. Tipo, você tá andando pela sala e ouve o João comentando com a Maria sobre como os portugueses lá no século XV estavam atrás das especiarias e abrem o mapa pra mostrar o caminho pelo Atlântico. Você percebe que ele não tá só repetindo o que leu, mas realmente entendeu a motivação por trás.

E tem também aqueles momentos que você vê alguém explicando pra outro colega. Outro dia mesmo, o Pedro tava tentando entender por que os espanhóis foram pro Pacífico e a Ana começou a contar pra ele sobre como eles estavam procurando uma rota mais rápida pras Filipinas. Cara, ela fez umas conexões incríveis ali, falando até das consequências dessas navegações pro comércio mundial. Quando eles conseguem fazer essas ligações sozinhos, aí você sabe que a coisa tá fluindo.

Agora, claro que nem sempre é assim tão redondo. Tem uns erros comuns que aparecem também. Por exemplo, às vezes os meninos confundem qual país era mais ativo em qual oceano naquela época. Tipo, o Lucas tava achando que a Espanha dominou primeiro o Atlântico e precisou dar um toque pra ele lembrar do Tratado de Tordesilhas e como dividiu os oceanos pras duas nações. Esses erros geralmente vêm de não contextualizar bem as informações, só repetindo o que leram.

Outra coisinha é quando eles misturam os navegadores e as rotas. Teve uma vez que a Júlia tava falando que o Vasco da Gama foi pro Pacífico quando, na verdade, ele foi essencial no Atlântico em direção à Índia. Esses deslizes acontecem porque na cabeça deles tudo fica meio misturado no começo. Quando pego esse tipo de erro na hora, costumo pedir pra eles voltarem ao mapa e repensarem a lógica da viagem, quem foi pra onde e por quê.

E quando falamos do Matheus com TDAH ou da Clara com TEA, aí o desafio é outro. Pro Matheus, eu tento sempre variar as atividades e usar bastante recursos visuais. Ele responde bem quando tem algo pra manipular ou quando pode se movimentar um pouco mais pela sala. Uma coisa que funcionou foi usar mapas interativos em tablets, onde ele pode tocar nas rotas e ver animações das viagens. Isso ajuda ele a ficar focado por mais tempo.

Já com a Clara, a coisa é um pouco diferente. Ela gosta muito de rotina e previsibilidade, então eu procuro manter uma estrutura bem clara das atividades do dia. Como às vezes ela se perde nas instruções mais longas, faço um roteiro passo-a-passo do que vamos fazer na aula e deixo escrito pra ela acompanhar. E tem aqueles fones de ouvido com música ambiente que ajudam bastante quando ela precisa se concentrar.

O que não funcionou muito bem foi tentar fazer trabalhos em grupos grandes com eles dois sem adaptações específicas. As dinâmicas de grupo podem ser desafiadoras pro Matheus se dispersar mais fácil e pra Clara se sentir sobrecarregada com tanta interação ao mesmo tempo. Então, tenho optado por pares ou grupos menores com tarefas bem definidas pra cada um.

Bom, é isso aí! Ensinar história é um desafio constante de encontrar maneiras novas de fazer os alunos se conectarem com o passado e entenderem como ele molda o presente. E são esses pequenos momentos de descoberta na sala de aula que fazem tudo valer a pena. Se alguém aí tiver dicas ou experiências parecidas, manda aí! É sempre bom ouvir como outros professores lidam com essas situações. Até mais!

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