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EF07HI03História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar aspectos e processos específicos das sociedades africanas e americanas antes da chegada dos europeus, com destaque para as formas de organização social e o desenvolvimento de saberes e técnicas.

O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeiasSaberes dos povos africanos e pré-colombianos expressos na cultura material e imaterial
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07HI03 da BNCC é uma daquelas que a gente precisa trazer pra perto da realidade dos meninos, sabe? A ideia é eles entenderem como as sociedades africanas e americanas funcionavam antes dos europeus chegarem. Então, a parada não é só listar características, mas perceber como essas culturas se organizavam, o que elas já sabiam fazer, tipo técnicas de agricultura, construções e até mesmo a organização social delas. Geralmente, o pessoal do 7º ano já vem com uma noção básica sobre indígenas e um pouco sobre a África por causa das aulas de ciências e geografia do 6º ano, mas aí a gente aprofunda, sacou?

Uma coisa que sempre faço é começar com uma atividade de roda de conversa. A gente senta todo mundo em círculo, sem formalidade mesmo, e eu dou uma introdução bem rápida sobre o tema. Da última vez que fiz isso com a turma do 7º ano, foi interessante ver como o João estava empolgado pra falar sobre os astecas. Ele tinha lido alguma coisa em casa sobre sacrifícios e estava doido pra compartilhar. Usei isso pra puxar pro lado das técnicas agrícolas deles, como as chinampas. É importante amarrar o interesse dos alunos com o conteúdo.

Aí tem uma atividade que eu gosto de aplicar: o uso de mapas. Eu arranjo uns mapas bem grandes que mostrem a localização dessas civilizações pré-colombianas e africanas. A turma fica em grupos de quatro ou cinco, e cada grupo recebe um mapa. Leva umas duas aulas pra fazer isso direito, porque primeiro eles analisam o mapa e discutem entre si quais recursos naturais parecem abundantes naquelas regiões. Nessa hora sempre surge uma discussão boa! Um dia o Lucas achou estranho não ter deserto na região dos maias e a Maria logo explicou que eram florestas tropicais. Eita discussão boa! No final, cada grupo apresenta suas conclusões para a turma toda. Aí eu complemento mostrando como esses recursos influenciavam na estrutura social e econômica das civilizações.

Outra atividade que funciona bastante é a pesquisa orientada com material audiovisual. Eu separo alguns vídeos curtos – nada mais que 10 minutos cada – sobre as sociedades africanas e americanas antes da chegada dos europeus. Esses vídeos geralmente são documentários ou animações explicativas que dá pra achar no YouTube mesmo. Eu divido a turma em duplas ou trios e cada grupo vê um vídeo diferente. A atividade toda leva uma aula só, porque depois que eles assistem, têm que fazer um pequeno resumo e compartilhar com o resto da turma no final da aula. Da última vez, a Júlia e a Paula viram um vídeo sobre Timbuktu e ficaram fascinadas com a ideia daquela cidade ser um grande centro de conhecimento na África Ocidental. Elas até quiseram saber mais sobre como os livros eram feitos naquela época!

A terceira atividade que curto aplicar é algo mais prático: construindo um objeto representativo dessas culturas. Por exemplo, quando estudamos os incas, os meninos fazem seus próprios quipus – aquelas "cordinhas" usadas pra contabilidade pelos incas. Eu levo lã colorida (que não custa caro), tesoura e papelão pra servir de base pras cordas. Eles adoram essa parte! Cada aluno faz seu próprio padrão de cores e tranças e depois explicam qual informação isso poderia representar se fossem incas vivendo naquela época. O Miguel fez um quipu tão legal da última vez que todo mundo ficou impressionado! Ele disse que representava a quantidade de batatas cultivadas na estação corrente.

Essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem os processos dessas sociedades e como elas se organizavam socialmente antes da chegada dos europeus. É incrível quando a galera percebe que essas civilizações tinham um sistema complexo por trás, mesmo sem o contato europeu.

No fim das contas, esses momentos são mais do que só aprender um conteúdo – eles ajudam os meninos a desenvolverem outras habilidades também, tipo trabalho em equipe, comunicação oral e escrita e até mesmo criatividade. E sabe como é legal ver eles saindo da aula questionando tudo? É isso que me motiva toda manhã!

Bom pessoal, é assim que trabalho esse tema com os alunos do 7º ano. Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar experiências também, tô por aqui!

bom, como eu disse, perceber que os meninos aprenderam algo sem aplicar uma prova é quase uma arte, né? a gente vai pegando uns sinais no dia a dia da sala. quando eu circulo na sala, fico de olho nas conversas e nas discussões em grupo. tipo naquela atividade que fizemos sobre as sociedades africanas onde cada grupo tinha que fazer uma apresentação como se fossem viajantes no tempo. aí eu ouvi a maria clara explicando pro pedro sobre como o império do mali era organizado e como eles controlavam as rotas comerciais. ela tava toda empolgada, fazendo gestos e tudo, parecia até professora. nisso eu pensei: "ah, essa aí entendeu o recado!". e teve o joão também, que durante uma discussão de grupo sobre os maias conseguiu relacionar a estrutura social deles com algo que estudaram em geografia sobre sociedades modernas. essas conexões, essas sacadas no meio da aula, são sinais de que eles tão captando a essência da coisa.

agora, os erros mais comuns... ah, tem uns clássicos! tipo o matheus (nome fictício), ele sempre confundia as civilizações maia e inca. ele sempre misturava as características culturais e as localizações geográficas deles. uma vez ele escreveu num trabalho que os maias construíram machu picchu! esse tipo de confusão é comum porque eles tão lidando com muita informação nova ao mesmo tempo. quando eu pego esses erros na hora, costumo perguntar de volta pra eles: "pera aí, quem construiu mesmo machu picchu? por quê?". isso ajuda a clarear as ideias e fixar melhor o conhecimento.

aí tem também a carla (nome fictício) que tem dificuldade de entender os conceitos de tempo histórico. ela misturava tudo numa linha do tempo que fez, colocando eventos sem ordem nenhuma. aí a gente senta junto e conversa sobre como organizar essa linha, pensando nos eventos como se fossem capítulos de uma história. com um pouquinho mais de orientação, ela vai pegando o jeito.

aí vem o desafio extra: trabalhar com o matheus que tem tdah e a clara com tea. pro matheus, eu mudo bastante a dinâmica das atividades. por exemplo, em vez de fazer ele ficar sentado por muito tempo, gosto de envolver ele em atividades mais práticas e em movimento. já fizemos uma caça ao tesouro na escola onde eles tinham que encontrar pistas sobre as civilizações estudadas. isso ajudou não só o matheus a focar melhor, como também motivou toda a galera.

pra clara, que tem tea, eu tento ser bem claro nas instruções e uso muitos visuais. descobri que ela adora mapas e diagramas, então sempre incluo esses elementos nas atividades dela. às vezes ela se perde um pouco nas discussões em grupo porque não gosta muito de barulho e confusão. então sempre deixo um espaço mais tranquilo na sala onde ela pode trabalhar sozinha ou com poucos colegas.

organizar o tempo também é crucial. pro matheus, dou pequenas pausas entre as atividades pra ele se mexer um pouco ou até sair pra beber água rapidinho. já com a clara, procuro dar mais tempo pra ela processar as informações no ritmo dela.

nem tudo funciona sempre, né? já tentei usar apps de história no tablet pra clarear algumas ideias pro matheus mas percebi que isso distraía ele ainda mais! então deixei essa ideia de lado por enquanto. e com a clara, às vezes é desafiador entender exatamente o que ela tá pensando quando tá mais fechada.

mas é isso aí pessoal! educar é estar sempre aprendendo junto com os alunos e ajustando o caminho conforme as necessidades de cada um vão surgindo. cada aluno tem seu ritmo e seu jeito de aprender, e quando a gente consegue perceber isso sem precisar de prova escrita é um sinal de que tamo no caminho certo.

espero que essas experiências ajudem vocês também na prática de sala de aula! qualquer coisa to por aqui pra trocar ideia! abraço!

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