Voltar para História Ano
EF07HI01História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Explicar o significado de “modernidade” e suas lógicas de inclusão e exclusão, com base em uma concepção europeia.

O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeiasA construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História A ideia de “Novo Mundo” ante o Mundo Antigo: permanências e rupturas de saberes e práticas na emergência do mundo moderno
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07HI01 da BNCC, que envolve explicar o significado de "modernidade" e as lógicas de inclusão e exclusão a partir de uma visão europeia, é um tema super interessante e complexo. Na prática, o que a gente quer é que os alunos consigam entender que a ideia de modernidade não é só sobre avanços tecnológicos ou mudanças no modo de vida, mas também sobre como essas mudanças impactaram diferentes sociedades de maneira desigual. A ideia é que eles vejam como essa tal de modernidade, que muita gente relaciona com progresso, também trouxe muitas diferenças na forma como as pessoas foram tratadas, como algumas foram incluídas e outras excluídas desse processo. E isso tem tudo a ver com o que estudaram na série anterior sobre os descobrimentos e a colonização, que já dava pistas dessa conexão entre diferentes partes do mundo.

Bom, agora vou contar umas atividades que rolam na minha sala pra trabalhar isso aí com a galera do 7º ano.

Primeira coisa que gosto de fazer é um debate simples. Eu começo com uma apresentação com imagens da época moderna – tipo navios portugueses, cidades europeias antigas e mapas coloniais. Mostro isso tudo no projetor. Divido a turma em dois grupos e dou um texto curto pra cada um analisar: um falando dos avanços da modernidade (tipo invenções) e outro falando das exclusões (como os indígenas e africanos foram tratados). Dou uns 15 minutos pra eles discutirem nos grupos, depois a gente junta tudo. Aí é muito legal ver os meninos debatendo. Teve uma vez que o João insistiu bastante que a modernidade foi algo bom por causa das invenções, mas aí a Ana levantou a mão e mandou: "Mas e os povos indígenas? Foi bom pra eles também?" A discussão ficou rica ali porque eles começaram a ver os dois lados da moeda.

Outra atividade bacana é uma roda de leitura com trechos de diários de navegadores ou cartas da época. Eu imprimo umas cópias, nada chique, só papel mesmo, e cada aluno lê um trecho em voz alta. Depois que todo mundo leu, a gente discute o que sentiram ao ouvir aquelas palavras. Essa atividade leva uns 40 minutos no total. Da última vez, o Lucas ficou impressionado com um trecho onde o navegador descrevia os "novos mundos" como se fossem terras vazias esperando para serem ocupadas. A Isabela pegou o gancho e falou: "Mas tinha gente morando lá! Como assim vazia?" É nessas horas que eles começam a entender essa lógica de exclusão.

A terceira atividade é meio mão na massa mesmo. Eu levo cartolina, lápis de cor e revistas antigas pra eles fazerem um painel sobre a modernidade e suas consequências. Divido a sala em grupos menores dessa vez, tipo 4 ou 5 alunos por grupo. Cada grupo tem que criar um painel representando um aspecto da modernidade: tecnologia, exploração colonial, impacto nas culturas locais etc. Essa aí leva mais tempo, geralmente uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. E é engraçado ver como cada grupo interpreta o tema à sua maneira. Teve uma vez que o grupo do Pedro fez um painel tão colorido cheio de tecnologias modernas – tipo barco a vapor – mas aí colocaram uma figura triste num canto representando as populações indígenas. Quando perguntei sobre aquilo, ele falou: "Ah, prof, isso aqui mostra que enquanto uns estavam felizes com as novidades, outros estavam sofrendo."

Os meninos se envolvem bastante porque conseguem ver na prática como tudo isso se conecta com o que já sabem e também com o mundo ao redor deles hoje em dia. Dá aquele clique quando percebem que modernidade não é só coisa antiga ou distante deles; tem muito a ver com questões atuais de inclusão e exclusão na sociedade.

Então é isso! Trabalhar essa habilidade não é só passar conteúdo teórico; é fazer os meninos pensarem criticamente sobre história e seu impacto real na vida das pessoas. E como tudo isso ainda ressoa nos dias de hoje né? Enfim, espero ter dado umas boas ideias aí pro pessoal!

Bom, agora falando de como eu percebo que os meninos realmente aprenderam essa habilidade, tem várias maneiras. E não tô falando de aplicar prova, não. É mais sobre aquele dia a dia mesmo, sabe? Tipo quando tô andando pela sala e escuto um aluno explicando pro colega algo que a gente discutiu. Aí você pensa: “ah, esse entendeu”. Teve uma vez que a Luísa tava comentando com o Pedro como a Revolução Industrial não foi só sobre máquina a vapor e produção em massa, mas também sobre como isso afetou a vida das pessoas, principalmente nas cidades. Ela até mencionou que muitos foram excluídos desse “progresso”. Aí eu parei e pensei: “É isso!”

E outra coisa é observar as discussões nos grupos. Quando eles estão debatendo e começam a questionar por que alguns países se desenvolveram mais rápido que outros ou como a modernidade impactou países colonizados de maneira diferente, é um sinal claro de que eles estão conectando os pontos. Uma vez eu vi o Joãozinho explicando pro Thiago que enquanto na Europa tava rolando esse boom de desenvolvimento, em outras partes do mundo as pessoas estavam sendo exploradas pra sustentar esse avanço europeu. Fiquei ali, só ouvindo e sorrindo.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns sempre aparecem. Um deles é confundir modernidade com contemporaneidade. Tipo assim, o Caio uma vez tava falando super empolgado sobre os celulares e a internet, achando que isso era o foco da modernidade que a gente tinha discutido. Aí tive que explicar que esses são avanços tecnológicos atuais, mas que modernidade, historicamente falando, começa bem antes disso. A galera também tem dificuldade em entender as relações de poder envolvidas. A Maria Clara chegou outro dia dizendo que a modernidade é boa porque trouxe muitas coisas legais, sim, mas esqueceu completamente das desigualdades. É aí que a gente entra pra relembrar esse outro lado da moeda.

Quando eu pego esses erros na hora, procuro usar exemplos concretos ou analogias. Tipo assim, se um aluno não tá pegando que modernidade trouxe exclusão, eu faço uma comparação com algo do cotidiano deles. Falo que é tipo quando tem um aniversário e alguém não é convidado pra festa. A festa pode ser ótima pros convidados, mas quem fica de fora não aproveita nada disso.

Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de estratégias um pouco diferentes pra manter o foco. Eu tento fazer intervalos curtos nas atividades maiores pra ele poder levantar e dar uma volta rápida pela sala sem perder o fio da meada. Às vezes uso fichas coloridas pra ajudá-lo a organizar as ideias durante as discussões. Ele curte trabalhar em duplas com alguém que entende o ritmo dele, então procuro sempre colocar ele com um colega paciente.

A Clara tem TEA e responde bem a rotinas bem definidas. Gosto de usar imagens e gráficos pra ajudar na compreensão dos conceitos. Uma vez fizemos uma linha do tempo visual das eras históricas, e ela adorou porque ficou bem claro e organizado visualmente. Também procuro dar instruções bem claras e diretas antes de cada atividade pra ela saber exatamente o que fazer.

O que funciona é ser flexível e adaptável às necessidades deles sem perder o ritmo da aula pros outros alunos. O que não funcionou uma vez foi tentar usar vídeos longos como recurso principal porque ambos perdiam atenção fácil ou ficavam incomodados com o tempo prolongado sem interação.

Olha só, acho que falei demais! Mas é isso aí pessoal. Ensinar é essa mistura de observação constante e adaptações diárias pras necessidades dos nossos alunos únicos. Se alguém tiver dicas ou experiências parecidas, manda aí! É sempre bom trocar ideia com gente que tá no mesmo barco, né? Valeu!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF07HI01 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.