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EF06HI13História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Conceituar “império” no mundo antigo, com vistas à análise das diferentes formas de equilíbrio e desequilíbrio entre as partes envolvidas.

Lógicas de organização políticaAs noções de cidadania e política na Grécia e em Roma • Domínios e expansão das culturas grega e romana • Significados do conceito de “império” e as lógicas de conquista, conflito e negociação dessa forma de organização política As diferentes formas de organização política na África: reinos, impérios, cidades-estados e sociedades linhageiras ou aldeias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06HI13 da BNCC, o que eu entendo é que a molecada precisa começar a entender o que é um império no mundo antigo, mas não só isso. Eles têm que ir além do conceito e perceber como os impérios funcionavam, como eles cresciam, se organizavam e, às vezes, até se complicavam. Então, a ideia é que os meninos consigam olhar para um império da antiguidade e identificar suas características, tipo como ele mantinha o poder, como lidava com os povos conquistados e quais eram os desafios internos e externos. É meio que fazer eles enxergarem que não era só um reino grandão mandando em tudo, mas uma rede complexa de relações de poder. E olha, eles já vêm do 5º ano mais acostumados a ouvir sobre reis e reinos, então a gente parte daí, ampliando o olhar deles com foco em Roma e Grécia principalmente.

Agora, deixa eu contar umas atividades que eu faço com a turma do 6º ano pra trabalhar isso aí. Uma das coisas que eu curto fazer é uma atividade chamada “Mapa do Império”, em que a gente usa mapas em branco da Europa antiga. Eu peço pros alunos dividirem em grupos de quatro ou cinco. Cada grupo escolhe um império pra pesquisar, pode ser Roma, Grécia ou outro de escolha deles (às vezes alguém escolhe Cartago só pra ser do contra). Aí eles vão preenchendo o mapa com as áreas conquistadas por esse império ao longo do tempo. Pra isso, a gente usa papel manteiga e lápis de cor. Eles consultam livros didáticos e algumas imagens projetadas no telão da sala. Dá pra fazer em dois tempos: no primeiro eles pesquisam e no segundo montam o mapa. O mais legal é ver como cada grupo apresenta o seu mapa no final e compara com os outros. Na última vez que fizemos isso, a turma do Lucas pegou o mapa do Império Romano e caprichou tanto que até desenharam uns legionários nas bordas pra enfeitar. Ficou lindo! E dava pra ver no rosto deles que estavam orgulhosos do trabalho.

Outra atividade que sempre rola é uma espécie de “julgamento simulado” dos imperadores. Essa é boa pra ajudar os meninos a entenderem as diferentes formas de governar dentro de um império e as consequências disso pro povo conquistado e pro próprio império. Eu trago uma lista de imperadores romanos e gregos notórios, aí a classe vota quais figurões vão estar no nosso "tribunal". Divido a turma em três grupos: acusação, defesa e júri popular. A gente usa trechos tirados de fontes históricas simplificadas pra eles se prepararem — texto fácil de livro didático mesmo. Eles têm dois tempos pra preparar os argumentos e depois mais um tempo inteiro só pro julgamento acontecer, com direito a toga feita de lençol pros “advogados” e martelinho de madeira pro “juiz” (que sou eu). Na última vez, o grupo da Maria Júlia defendeu o Nero com unhas e dentes, dizendo que tinha obra pública na conta dele também! No final, além de rir bastante com as improvisações dos advogados mirins, eles acabam lembrando das características dos governantes por causa do drama todo.

E por último, uma atividade mais reflexiva: “Carta ao Imperador”. Aqui cada aluno escreve uma carta como se fosse um cidadão ou um soldado do império escolhido por eles. A ideia é expressar como seria viver naquela época sob aquele governo específico. Eles escolhem se querem reclamar da falta de comida, agradecer por uma vitória militar ou até pedir melhorias como construção de estradas ou templos (alguns usam referências atuais e fica ainda mais interessante). Eu distribuo folhas amareladas pra dar aquele toque de carta antiga e canetas coloridas pra personalizar. Deixo uma aula inteira pra isso porque gosto que tenham tempo pra pensar e caprichar na escrita. Teve uma vez que o Pedro escreveu uma carta como se fosse um soldado romano cansado das batalhas constantes e querendo voltar pra casa. Ele descreveu tão bem a saudade da família que até deu vontade de dar um abraço nele! E olha só como essas cartas ajudam os alunos a perceberem que nem todo mundo vivia feliz dentro dos impérios.

Então é isso! Trabalhar essa habilidade é essencial porque ajuda a molecada a refletir sobre as estruturas políticas antigas de maneira crítica, relacionando tudo isso com o mundo atual. Eles começam a perceber que política não é só discurso chato de adulto na TV, mas algo que faz parte da vida desde sempre. E eu acho incrível quando vejo aquele brilho nos olhos ao descobrirem essas coisas novas. Enfim, vou seguindo por aqui sempre tentando deixar essa viagem pela história mais envolvente pros nossos meninos!

Então, continuando aqui, uma coisa que eu sempre fico de olho é a interação dos meninos durante as atividades. Quando eu vejo eles trabalhando em grupo ou discutindo uns com os outros, eu consigo perceber quem tá sacando o conteúdo. Aí, tipo, quando eu circulo pela sala e ouço a Clarinha explicando pro Gustavo que o Império Romano não caiu de um dia pro outro, mas foi uma série de fatores, dá pra ver que ela tava ligada na aula. Ela usou uns exemplos que discutimos, como as invasões bárbaras e os problemas econômicos. É nesses momentos que eu penso: "Ah, essa aí entendeu direitinho".

Outra situação é quando eles estão fazendo algum exercício e começam a trocar ideia entre si. Eu escuto um dizendo: "Ah, mas e as rotas de comércio? Não era assim que o Império Persa se expandia?" Isso mostra que eles tão ligando os pontos. E é legal ver quando um aluno ensina alguma coisa pro outro. Tipo o Leandro ajudando a Bia a entender como a administração do império era organizada. Essa troca é muito rica e me dá um termômetro do que tá funcionando.

Agora, claro, tem sempre aqueles errinhos comuns que aparecem. Um exemplo clássico é o Lucas. Ele sempre mistura datas e às vezes acaba dizendo que Alexandre, o Grande, conquistou Roma! Aí eu dou uma parada e digo: "Opa, Lucas! Vamos corrigir isso aí." Geralmente esses erros vêm porque eles tentam ligar tudo de uma vez só e acabam se enrolando. Eu gosto de usar mapas e linhas do tempo pra ajudar a clarificar essas confusões. Quando pego o erro na hora, eu paro tudo e volto no ponto da aula ou peço pra eles botarem no papel de novo, com calma.

Falando do Matheus, que tem TDAH, eu percebo que ele se beneficia muito quando as atividades são mais dinâmicas e têm passos claros. Se eu coloco ele pra mexer com mapas ou algo concreto, ele se engaja mais fácil. Por exemplo, uma vez usei um jogo de tabuleiro simples sobre rotas comerciais e ele adorou. Mas já tentei algumas coisas que não deram tão certo, tipo textos muito longos sem intervalo; aí ele perde o foco rápido demais.

Com a Clara, que tem TEA, eu tento sempre dar instruções bem específicas e visuais. Ela gosta de usar cartões com imagens para associar fatos históricos; então eu preparei uns materiais com figuras dos imperadores e dos locais importantes, como Roma, Atenas e tal. Uma estratégia que funciona bem pra ela é dividir as atividades em etapas menores e dar um tempo pra ela processar cada parte antes de passar pra próxima.

O tempo também é um fator importante pra ambos. Eu sempre tento garantir que eles tenham tempo suficiente pra concluir as tarefas sem pressão desnecessária. Então, às vezes eu adapto o ritmo da turma ou dou um tempo extra só pra eles.

Por fim, a gente vai ajustando conforme necessário. Já rolou de algumas coisas não darem tão certo assim; por exemplo, uma vez tentei fazer todo mundo trabalhar de forma colaborativa numa atividade online e o Matheus ficou meio perdido; ele ainda prefere o papel mesmo. Então a gente vai aprendendo com as experiências e ajustando conforme precisa.

Bom, pessoal, acho que era isso que eu tinha pra compartilhar hoje sobre essa habilidade EF06HI13 e como trabalho com ela no dia a dia com os meninos na sala de aula. Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui! Até a próxima conversa no fórum!

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