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EF06HI11História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano.

Lógicas de organização políticaAs noções de cidadania e política na Grécia e em Roma • Domínios e expansão das culturas grega e romana • Significados do conceito de “império” e as lógicas de conquista, conflito e negociação dessa forma de organização política As diferentes formas de organização política na África: reinos, impérios, cidades-estados e sociedades linhageiras ou aldeias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF06HI11 da BNCC é uma daquelas que parece mais difícil do que realmente é, sabe? Quando a gente lê "caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano", dá até um nó na cabeça. Mas, na prática, é sobre ajudar os meninos a entender como Roma virou aquele baita império que ouvimos falar tanto. Eles precisam compreender como tudo começou com os reis, depois veio a tal da república e como isso tudo influenciou a maneira deles viverem juntos, as regras que tinham, e como se organizavam politicamente. É tipo explicar como uma cidade pequena virou uma potência gigante.

O legal é que no quinto ano eles já começam a trabalhar um pouco com história antiga, pegam um pouco de Grécia, então algumas palavras não são novidade. Eles aprendem sobre as noções de cidadania e política com a Grécia, então quando chegam no sexto ano, dá pra puxar esse fio e ir tecendo o restante. Aí vamos conversando sobre as diferenças e semelhanças, sobre como as duas civilizações influenciaram o nosso jeito de ver o mundo hoje. E essa troca é muito rica.

Agora vou contar umas atividades que faço com eles pra trabalhar essa habilidade de forma mais prática e interessante.

Primeira coisa que eu gosto de fazer é um mapa mental. Uso cartolina, canetinhas coloridas e post-its pra isso. Divido a turma em grupos pequenos, uns 4 ou 5 alunos cada. Damos uns 40 minutos pra essa atividade. A ideia é que eles representem visualmente as fases de Roma: Monarquia e República. Cada grupo fica responsável por um aspecto: política, sociedade, economia e cultura. Eles colam os post-its com palavras-chave que pesquisam em livros didáticos ou em fotocópias que já levo prontas. Da última vez, o grupo da Larissa ficou responsável pela política na República e eles desenharam um senado com cada post-it representando um cargo político. O Rafael se empolgou tanto que ficou até me perguntando se podia desenhar um gladiador pra representar o povo, porque ele achou que gladiadores tinham algo a ver com política também (ainda vamos explorar isso mais adiante). É super bacana ver como eles vão fazendo conexões.

Outra atividade é uma dramatização simples. A gente faz uma aula simulando uma reunião do Senado Romano, tipo um teatro mesmo. Divido a turma em senadores (eles adoram usar togas feitas com lençóis velhos que trago de casa), plebeus e patrícios. A ideia leva umas duas aulas pra ficar pronta: uma pra explicar os papéis e ensaiar rapidinho e outra pra apresentação. O material? Olha, basicamente lençóis brancos e uns rolos de papel higiênico pros rolos de pergaminhos! E aí cada grupo representa seu papel em debates fictícios mas baseados em acontecimentos reais, tipo decidir sobre guerra ou paz com outras cidades-estado. Os meninos adoram! O João Vitor, por exemplo, fez o papel de Júlio César numa dessas vezes e não queria largar o "poder" no final da aula. A atividade ajuda a fixar bem as diferenças sociais e políticas entre os períodos.

Por fim, uma coisa que funciona muito bem é organizar uma linha do tempo interativa na sala. Para isso uso barbante estendido de uma parede à outra, cartolinas cortadas em pedaços pequenos (como cartões) e prendedores de roupa. Cada cartão representa um evento importante no desenvolvimento de Roma nos períodos monárquico ou republicano. Os alunos trabalham em duplas ou trios e têm que pesquisar cada evento antes de escrever no cartãozinho. Essa atividade pode levar até três aulas porque o processo de pesquisa é fundamental. Quando fizemos pela última vez, a Maria Clara achou incrível descobrir que houve várias revoltas plebeias antes dos plebeus terem alguma representação no Senado Romano, ela ficou refletindo como essas mudanças levaram milhares de anos mas ainda fazem sentido hoje em dia.

O legal dessas atividades é ver como os alunos reagem quando as coisas começam a fazer sentido pra eles. Claro que tem aqueles momentos de bagunça, mas faz parte! No final das contas, quando começo a ouvir comentários tipo "ah, então era assim naquela época!" já me sinto realizado porque sei que eles estão construindo conhecimento de verdade.

Acho que o mais importante é tentar sempre conectar esse conteúdo histórico com o mundo atual deles de alguma forma. Mostrar como muitas das questões políticas daquela época ainda ecoam hoje ajuda a tornar tudo mais real pra eles. Bom, espero que essas dicas ajudem alguém por aí! Vamos trocando figurinhas porque só assim tornamos nossas aulas mais dinâmicas e significativas pros nossos meninos!

Aí, quando a gente pensa em avaliar se os meninos realmente entenderam todo esse lance de Roma Antiga, não precisa ser só com prova formal não. Eu gosto de ficar circulando pela sala, ouvindo as conversas deles enquanto estão fazendo atividades em grupo. É nessas horas que a gente percebe quem realmente captou a essência da coisa. Por exemplo, teve um dia que eu vi a Ana explicando pro Pedro a diferença entre o governo dos reis e a república em Roma. Ela disse algo como: "É tipo quando você decide tudo sozinho na sua casa e depois passa a decidir junto com seus irmãos". Aí eu pensei: "Ah, essa pegou a ideia central!".

Outra coisa que ajuda é quando eu proponho debates ou rodas de conversa. Nesses momentos, escuto algumas pérolas. O João uma vez comentou que o Senado romano era parecido com o conselho dos líderes da escola, onde todos discutem e tomam decisões juntos. É nessas associações que vejo que eles estão fazendo as conexões necessárias.

E claro, tem aqueles que brilham ao ajudar os amigos. Teve uma vez que o Marcos estava com dificuldade de entender o porquê da transição de monarquia pra república e aí a Luana sentou do lado dele e disse: "É como se o povo cansasse de um só mandar em tudo e resolvesse todo mundo mandar junto". Simples, né? Mas efetivo.

Agora, sobre os erros mais comuns, olha, tem cada coisa engraçada. O Lucas sempre troca os nomes das instituições romanas. Uma vez ele insistiu que o Senado era um lugar onde só se falava sobre gladiadores! Eu entendo que pra eles é muito conceito novo ao mesmo tempo. Quando isso acontece, gosto de dar exemplos mais perto da realidade deles ou uso jogos de papéis pra fixar melhor.

A Maria é outra que sempre mistura os períodos históricos. Ela acha que César foi rei de Roma! Bom, pra isso, eu costumo fazer linhas do tempo visuais com eles. Colocamos grandes eventos em ordem cronológica na parede e isso ajuda bastante.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, aí é preciso um pouco mais de empenho pra adaptar as coisas. Com o Matheus, tento sempre quebrar as atividades em partes menores pra ele não se sentir sobrecarregado. Divido as tarefas em etapas e dou pausas curtas entre elas. Isso ajuda ele a manter o foco sem se perder no meio do caminho.

Pra Clara, o desafio é diferente. Ela precisa de rotina e previsibilidade nas atividades. Aí eu tenho cartões visuais que ajudam ela a seguir os passos das atividades sem ficar perdida. E olha, às vezes não funciona tão bem quando tem muito barulho ou quando mudamos de atividade sem aviso prévio. Então, quando vamos fazer algo diferente, eu mostro no calendário dela e explico antes.

De material diferente, uso muitos recursos visuais pros dois. Pro Matheus é ótimo porque ele precisa de estímulos variados pra manter a atenção. E pra Clara ajuda na compreensão do conteúdo sem precisar depender tanto da linguagem falada.

E assim vamos indo... cada dia uma descoberta nova com esses meninos e meninas! Acho que o mais importante é estar sempre atento e disposto a entender o que cada um precisa pra aprender melhor, né? No fim das contas, é isso que faz nosso trabalho valer tanto a pena.

Bom pessoal, acho que por hoje é isso. Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Grande abraço pra todo mundo e até a próxima!

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