Galera, hoje quero falar sobre a habilidade EF02HI05 da BNCC, que eu tenho trabalhado com a turma do 2º ano. Essa habilidade, na prática, é sobre ajudar os meninos a entenderem a importância dos objetos e documentos que têm na vida deles e ao redor. Então, eles precisam olhar para um brinquedo antigo da mãe, uma foto de família, um cartão de aniversário guardado e entender como essas coisas contam histórias, não só deles mesmos, mas da família e até da comunidade onde vivem. É tipo ajudar a molecada a perceber que tudo tem uma história e que eles podem ser pequenos detetives dessas histórias.
O bacana dessa habilidade é que ela se liga muito com o que eles já vinham vendo no primeiro ano, quando começam a entender o conceito de passado e presente. Lá, eles aprendem a diferença entre o ontem e o hoje, e agora estão começando a ver como o passado se conecta com o presente através desses objetos e registros. Isso deixa a molecada bem animada porque eles adoram descobrir coisas novas sobre as histórias da própria família.
Uma das atividades que eu faço é pedir pra eles trazerem um objeto ou foto que seja importante pra eles ou pra família deles. Aí, cada aluno apresenta o objeto para a turma e conta a história por trás dele. Olha, é incrível ver as reações! Teve um dia que o João trouxe uma foto antiga do avô dele jogando futebol num campo de terra batida. Ele explicou todo orgulhoso que o avô dele foi um jogador famoso no bairro deles. A turma ficou atenta e depois todo mundo queria saber se ele tinha mais histórias do avô pra contar. Pra essa atividade, não precisa de muito: só do objeto ou foto que cada um traz de casa. Normalmente, dá pra fazer em uma única aula de 50 minutos se a turma não for muito grande.
Outra atividade legal é fazer uma linha do tempo coletiva com os marcos importantes da vida dos alunos. Pra isso, uso papel kraft grande preso na parede e peço que cada um traga alguma coisa que represente um momento importante da vida. Pode ser uma foto de quando era bebê, um desenho de quando entrou na escola... Aí vamos colando no papel e formando essa linha do tempo coletiva. Eles ficam encantados em ver como são diferentes os momentos importantes pra cada um. Lembro que a Maria trouxe um pedaço de tecido da primeira roupa que ela ajudou a costurar com a avó e ficou toda orgulhosa em colar ali na linha do tempo. Essa atividade normalmente leva umas duas aulas porque demanda mais tempo pra preparar tudo e colar.
Aí tem uma atividade em dupla ou trio que é bem divertida também: inventar histórias baseadas em objetos antigos. Primeiro levo pra sala alguns objetos antigos (que eu peguei emprestado ou comprei em brechó), tipo uma moeda antiga, uma chave enferrujada ou um livro velho. A turma adora ficar imaginando de onde vieram esses objetos! A proposta é eles criarem uma pequena história inventando quem eram os donos desses objetos e qual era sua função ou significado. Na última vez, o Lucas e o Pedro pegaram uma xícara antiga e criaram toda uma história sobre uma velha senhora que fazia café pra turma toda da vizinhança e sabia de todos os segredos do bairro! Esse tipo de atividade desperta muito a criatividade e ajuda eles a pensarem além do óbvio. Dá pra fazer em umas duas aulas também.
O bacana dessas propostas é ver como os alunos se envolvem e passam a enxergar os objetos do dia a dia com outros olhos. Eles começam a valorizar mais as histórias que existem por trás das coisas aparentemente simples. E isso não tem preço!
Bom, espero que essas ideias ajudem aí na sala de vocês também! Se alguém tiver outras sugestões ou quiser trocar mais ideia sobre isso, tô por aqui no fórum! Valeu!
E aí, gente, continuando a prosa sobre a habilidade EF02HI05 e como a gente percebe que os meninos estão pegando o jeito da coisa. Aí, sem aplicar prova formal, eu vou observando no dia a dia, sabe? Tipo, quando eu tô caminhando pela sala durante uma atividade, prestando atenção nas conversas entre eles, tem umas horas que dá pra ver que eles estão começando a entender mesmo. Por exemplo, teve uma vez que eu vi a Júlia explicando pro Caio como a foto da avó dela no sítio contava a história de como ela cresceu e o que ela fazia na infância. A Júlia tava tão empolgada explicando, mostrou que tinha captado a ideia de que a foto era mais do que só uma imagem, era um pedacinho da vida da avó.
Outra coisa que me ajuda a perceber é como eles se engajam nas atividades. Tem vezes que eles começam a trazer de casa objetos pra contar histórias pros colegas. O Lucas uma vez trouxe um chaveiro antigo do pai dele e falou sobre como o pai ganhou aquilo numa viagem de trabalho importante. Aí eu percebo: "Ah, esse entendeu!" O entusiasmo deles em falar sobre essas coisas mostra que eles estão começando a entender a importância dos objetos em contar histórias.
Agora, sobre os erros mais comuns, bom, aí também tem bastante história pra contar. O Pedro, por exemplo, sempre quer associar qualquer objeto com algo totalmente fora do contexto. Uma vez ele trouxe um carrinho de brinquedo e começou a falar que o carrinho era da época dos dinossauros... Aí já viu, né? Eles têm essa imaginação fértil! Mas é normal confundir as coisas quando tão começando a aprender. Às vezes eles olham pros objetos e falam só do que veem, sem tentar conectar com uma história maior. O Caio já fez isso quando trouxe uma bola velha e disse que era só um brinquedo qualquer. Eu tive que ajudar ele a ver como aquela bola tinha brincado no campinho do bairro e já tinha até rolado um campeonato entre os vizinhos.
Quando eu pego esses errinhos na hora, tento redirecionar o olhar deles com perguntas. Tipo assim: "Por que você acha que seu pai guardou esse chaveiro por tanto tempo? Tem alguma história bacana por trás?" Faço isso porque ajuda eles a pensar além do óbvio, sabe? E aos poucos eles vão se acostumando com essa ideia de procurar histórias nos objetos.
Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA... Bom, aí eu faço umas adaptações nas atividades pra ajudar esses dois. Com o Matheus, preciso ser bem claro nas instruções e sempre faço umas pausas durante as atividades pra ele dar aquela respirada. Ah, e movimento ajuda muito! Ele adora quando consigo incluir alguma atividade prática onde ele possa se mexer um pouco mais. Já teve vez que ele trouxe uma medalha de corrida do pai e comecei a atividade com ele contando como era correr com o pai no parque. Isso ajudou ele a se conectar melhor e se concentrar.
Com a Clara, eu uso bastante imagens e cartões visuais. Ela responde muito bem quando tem essas referências visuais pra ajudá-la a entender o contexto das histórias dos objetos. Uma vez fizemos uma linha do tempo com fotos antigas e ela conseguiu relacionar super bem as fotos com as histórias da família dela. Também mantenho uma rotina clara pra ela saber o que vem depois e não ficar ansiosa.
O que não funcionou? Já tentei fazer atividades em grupo grande com o Matheus e foi um desastre! Ele perdeu o foco fácil demais com tanta gente falando ao mesmo tempo. Com a Clara também aprendi que mudanças repentinas sem avisar deixam ela super desconfortável. Então agora sempre aviso antes qualquer mudança no planejamento.
Bom, pessoal, acho que é isso aí por hoje sobre essa habilidade EF02HI05. Sempre tem desafio novo na sala de aula, mas também muita oportunidade pra aprender junto com os meninos. Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar experiência também, é sempre bom ouvir outras histórias! Até mais!