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EF02HI06História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois).

A comunidade e seus registrosO tempo como medida
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02HI06 da BNCC é uma daquelas que a gente tem que tirar da teoria e colocar na prática mesmo. O negócio é que os meninos precisam aprender a organizar eventos de forma temporal, entendendo o que vem antes, durante e depois de um fato. Isso é super importante, porque ajuda eles a se localizarem no tempo, tanto em história quanto no dia a dia. Na prática, eu vejo isso como conseguir contar uma história na ordem certa ou relatar como foi o final de semana usando a sequência correta dos acontecimentos. Se um aluno consegue dizer que ele tomou café, depois escovou os dentes e só então foi pra escola, ele tá aplicando essa habilidade.

No 1º ano, a turma já começa a ter uma noção de sequência com aquelas atividades de rotina da sala, tipo montar o calendário do mês ou organizar eventos do dia a dia. Então no 2º ano é uma questão de aprofundar isso, ajudando eles a reconhecer essas sequências em histórias mais complexas ou em eventos que não são do cotidiano imediato. A ideia é que eles consigam aplicar essas noções de tempo em situações diferentes e mais elaboradas.

Agora vou contar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade. A primeira atividade que eu gosto de fazer é o "Diário do Final de Semana". A ideia é simples: na segunda-feira, cada aluno escreve ou desenha uma sequência de três ou quatro atividades que eles fizeram no final de semana. Uso folhas de papel A4 e lápis de cor pra isso, coisa simples mesmo. Divido a turma em duplas pra eles trocarem ideias sobre o que fizeram e se ajudarem a lembrar da ordem dos acontecimentos. Geralmente leva uns 30 minutos essa parte. Os alunos adoram contar suas histórias e ver o que os colegas fizeram também. Uma situação engraçada foi quando o João contou que "depois do almoço" ele "acordou", aí a turma caiu na risada e ele percebeu que tinha contado fora de ordem. Foi um momento bom pra gente discutir como é importante prestar atenção na sequência.

A segunda atividade é mais interativa, chamo ela de "Linha do Tempo da Sala". Pra essa atividade, eu pego barbante e cartolinas cortadas em pedaços pequenos. Aí divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo tem que criar uma linha do tempo com eventos do dia da escola: chegada, recreio, hora do lanche, etc. Eles desenham ou escrevem os eventos nos pedaços de cartolina e usamos o barbante pra ligar tudo na parede da sala. Essa atividade leva mais ou menos uns 40 minutos, incluindo as apresentações dos grupos. Os alunos costumam gostar bastante porque envolve movimento e criatividade. Uma vez, a Ana ficou toda empolgada porque lembrou de um detalhe específico do recreio que ninguém mais tinha pensado, e isso gerou uma boa discussão sobre como cada um lembra das coisas de forma diferente.

A terceira atividade é "Contando Histórias Com Fantoches". Aqui eu faço todo mundo sentar em círculo e dou pra cada grupo de quatro alunos um conjunto de fantoches simples (que fizemos com meias velhas mesmo). Eles têm que criar uma história curta onde identifiquem claramente o antes, durante e depois dos acontecimentos usando os fantoches pra encenar. Dou uns 20 minutos pra pensar na história e depois cada grupo apresenta pros colegas. Essa atividade geralmente leva uma aula inteira porque as apresentações sempre rendem bastante discussão. Da última vez, o Pedro improvisou uma cena tão engraçada sobre um cachorro perdido antes, durante e depois dele encontrar o dono, que até quem era mais tímido decidiu participar mais ativamente das apresentações.

Esse tipo de atividade não só ajuda os alunos a se envolverem mais com a matéria como também permite que eles pratiquem a habilidade de forma divertida e significativa. Cada vez que faço alguma dessas atividades fico impressionado com o quanto eles conseguem evoluir na compreensão do tempo como medida. E além disso, eles ainda se sentem mais seguros pra compartilhar suas ideias com os colegas, o que é sempre muito positivo.

É assim que tenho trabalhado essa habilidade com meus alunos do 2º ano. Espero que essas ideias possam ajudar outros professores por aí também! Se alguém tiver outras estratégias pra compartilhar, estou super aberto pra conversar sobre isso! Abraço!

Aí, gente, continuando aqui sobre essa habilidade de história que a gente tanto fala. Pra saber se os meninos estão realmente aprendendo a organizar eventos de forma temporal, não dá pra ficar só na prova formal, né? Eu gosto mesmo é de observar o comportamento deles no dia a dia. Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala, dá pra perceber muita coisa. Tem um exercício que faço bastante: peço pra eles contarem uma historinha simples, tipo como foi o final de semana deles.

Teve uma vez que a Joana tava contando como foi o aniversário dela. Ela começou dizendo que primeiro acordou e foi direto pros presentes, mas aí deu um pause e falou "Ah, não, espera aí, antes disso eu escovei os dentes". Aí você vê que ela tá prestando atenção na sequência das coisas. E quando os meninos começam a conversar entre si, é outro sinal. Ouço muito o Pedro explicando pro Lucas: "Não, primeiro você faz isso e depois aquilo". Quando eles conseguem corrigir ou complementar o colega assim, é porque algo pegou ali.

Agora, tem aquelas situações em que percebo que alguma coisa não foi bem entendida. O erro mais comum que vejo é os meninos misturarem as sequências dos acontecimentos. Tipo a Maria contou que acordou e já foi pro parque antes do café da manhã. Aí você pensa: será que ela tá pensando no tempo certo ou tá só empolgada com a história? Esses erros acontecem porque eles ainda estão desenvolvendo essa noção temporal. Quando pego um erro desses na hora, tento ajudar perguntando: "E aí, Maria, você passou fome no parque ou comeu depois?" Aí ela ri e corrige por conta própria.

Sobre o Matheus e a Clara, que têm suas especificidades, olha... com o Matheus que tem TDAH, eu tenho que estar sempre atento pra quebrar as atividades em partes menores pra ele. Se for uma atividade longa demais, ele acaba se perdendo. Uma coisa que funciona bem é usar figuras pra ele montar a sequência dos eventos. Isso dá uma visualização bacana e prende mais a atenção dele. Já tentei fazer todo mundo copiar textos longos mas isso não rolou com ele de jeito nenhum.

Com a Clara, que tem TEA, tenho um cuidado especial com rotinas e estímulos visuais mais organizados. Uso sempre tabelas de rotina. Tipo: primeiro vamos falar sobre ontem, depois hoje e por último amanhã. Isso ajuda ela a ter uma noção do tempo de forma mais concreta. Evito atividades com muitas instruções ao mesmo tempo porque isso acaba complicando pra ela. Uma vez tentei fazer uma brincadeira em grupo sem explicar direito as regras e vi que não deu certo pra ela. Desde então, explico passo a passo e de maneira bem clara.

E assim vou adaptando daqui e dali, sempre tentando deixar as coisas fluindo melhor pra todos eles. O esquema é ter paciência e ir observando cada um no seu tempo.

Bom, gente... acho que é isso sobre essa habilidade EF02HI06 por enquanto! Se vocês tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar as experiências de vocês também, vou adorar ler. A gente aprende bastante trocando essas figurinhas. Até a próxima!

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