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EF09GE11Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Relacionar as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de industrialização com as transformações no trabalho em diferentes regiões do mundo e suas consequências no Brasil.

Mundo do trabalhoTransformações do espaço na sociedade urbano-industrial
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, pessoal, essa habilidade EF09GE11 é uma daquelas que parece complicada quando a gente lê na BNCC, mas, na prática, dá pra trabalhar de um jeito bem bacana com os meninos do nono ano. O que a habilidade pede é que a galera consiga entender como as mudanças técnicas e científicas durante a industrialização mudaram o trabalho pelo mundo e o que isso trouxe pro Brasil. Tipo, é ver como aquela revolução das máquinas lá da Revolução Industrial refletiu no cotidiano de trabalho por aqui.

Na prática, o aluno precisa conseguir pegar um exemplo de uma tecnologia ou mudança científica e explicar como isso transformou o trabalho em diferentes regiões. Por exemplo, se a gente pensa na máquina a vapor, tem que entender que ela não só mudou o jeito de produzir coisas, mas também teve um impacto imenso em como e onde as pessoas trabalhavam. Isso tá conectado com o que eles já sabem sobre as revoluções industriais das aulas passadas, especialmente sobre como a Revolução Industrial começou com fábricas e acabou afetando quase todo mundo no planeta.

Agora vou contar três atividades que faço com a turma pra trabalhar essa habilidade:

Primeira atividade: uso vídeos curtos da internet que falam sobre inovações tecnológicas durante a Revolução Industrial. Coisa simples mesmo, vídeos de no máximo 10 minutos. Aí eu coloco os meninos em grupos e cada grupo fica responsável por um vídeo diferente. Eles assistem e depois têm que apresentar pros colegas o que aprenderam. Isso leva mais ou menos duas aulas. Na primeira aula eles assistem e discutem, na segunda apresentam. Na última vez que fiz isso, teve um grupo que assistiu sobre o telegrafo e o João ficou impressionado de saber que uma coisa tão antiga foi tão revolucionária. Ele disse algo tipo "Professor, imagina essa galera descobrindo que dava pra mandar mensagem rapidinho assim". A turma riu e acho que foi uma excelente sacada dele.

Segunda atividade: faço um debate sobre como a industrialização impactou o Brasil diretamente em termos de trabalho. Pra começar, trago uma notícia atual sobre desemprego ou novas indústrias no Brasil. Aí a gente puxa um paralelo com o passado, vendo como a chegada das indústrias no Brasil mudou a paisagem urbana e rural. Esse debate é feito em uma aula só, mas costumo esticar se render muito papo. Na última vez, discutimos sobre o fechamento de uma fábrica famosa aqui no Brasil e a Ana falou: "Professor, minha mãe trabalhou lá, era um emprego super importante pra nossa comunidade." E isso gerou mais discussão sobre como grandes empresas impactam microeconomias locais.

Terceira atividade: gosto de fazer com eles uma linha do tempo colaborativa. Cada aluno escolhe um evento, invenção ou mudança importante durante ou depois da Revolução Industrial e faz uma breve pesquisa sobre ele. Depois juntamos tudo numa linha do tempo gigante na parede da sala. Dá trabalho mas eles adoram ver o resultado final. Usamos papel pardo e cartolina pra montar tudo, leva umas três aulas ao todo — uma pra pesquisa, outra pra montagem e mais uma pra apresentação do que cada um pesquisou. Da última vez que fizemos isso, o Pedro escolheu falar sobre a invenção da eletricidade e ele ficou tão animado que trouxe até uns fios velhos do pai dele pra mostrar pra turma como funciona. Foi hilário ver ele tentando explicar eletricidade com uns fiapos na mão.

Bom, essas atividades não são nada mirabolantes, mas ajudam os meninos a entenderem na prática aqueles conceitos que parecem tão distantes às vezes. Importante mesmo é criar esse espaço onde eles consigam fazer as conexões entre passado e presente, entre o global e o local, entre teoria e prática. Acho que quando a gente consegue isso, aí sim eles estão aprendendo de verdade.

É isso aí! Se alguém tiver alguma sugestão ou outra ideia de atividade, tô aberto pra ouvir! Abraços!

Agora, como é que eu percebo que o aluno aprendeu sem aplicar prova formal? Olha, a sala de aula é um terreno rico pra isso, é só ter olho aberto e ouvido atento. Quando eu tô circulando entre as mesas, eu fico ligado nas conversas que a galera tá tendo. Se eu vejo o João explicando pra Maria como o tear mecânico mudou a vida das pessoas no Século XIX e Maria responde algo como "Ah, por isso que teve tanta gente saindo do campo pra cidade!", aí eu penso, "Poxa, eles pegaram a ideia central!"

Às vezes, também rola de eu ouvir nas conversas paralelas que eles não tão nem se dando conta que estão discutindo geografia. Tipo, outro dia ouvi o Pedro comentando com o Lucas sobre um documentário que viu no YouTube, e ele fez a ligação entre a era digital e a Revolução Industrial. Cara, quando eles começam a fazer essas conexões por conta própria, é sinal de que tão começando a entender o conteúdo de verdade.

Agora, erros comuns... sempre rolam alguns tropeços. A Ana, por exemplo, ela sempre acha que toda mudança tecnológica é diretamente boa pro trabalhador. Então, ela estava dizendo que todo mundo ficou logo feliz da vida quando a máquina de fiar foi inventada. Aí eu tive que entrar e explicar que no início, muitos perderam seus empregos ou tiveram que aceitar salários muito mais baixos. Esse erro acontece porque muitas vezes a gente tem uma visão otimista demais da tecnologia por causa do jeito que as inovações são vendidas hoje em dia.

Tem também o caso do Felipe, que insiste em achar que tudo começou com os computadores. Ele sempre traz pra nossa época, tipo "Ah, isso é igual quando surgiu o computador". Aí eu explico que sim, tem semelhanças, mas antes disso teve toda uma evolução com as máquinas a vapor, eletricidade... tento trazer ele de volta no tempo pra ver o quadro completo.

Quando esses erros aparecem, eu paro na hora e puxo uma conversa com eles. Pergunto "Por que você acha isso?" e vou guiando até eles chegarem à conclusão certa por conta própria. Às vezes dá certo na hora, outras vezes demora um pouco mais...

Agora sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA... Olha, são dois desafios diferentes na mesma sala. Pro Matheus, minha estratégia é inserir muitas atividades práticas e dinâmicas. O menino não consegue ficar parado muito tempo sem se distrair. Então fazemos debates em grupo ou pequenas dramatizações onde ele pode se movimentar. E sempre deixo claro o tempo de cada atividade porque pra ele focar é importante saber quanto tempo vai durar aquilo.

Já com a Clara, que tem TEA, a coisa é diferente. Ela se sente mais confortável com coisas previstas e organizadas. Então quando vamos trabalhar com mapas ou gráficos, eu dou uma cópia antecipada pra ela estudar antes da aula prática. Também uso recursos visuais bem claros e cores pra ajudar na compreensão dela.

Uma vez tentei usar um jogo de tabuleiro educativo pensando que ajudaria tanto o Matheus quanto a Clara ao mesmo tempo. Rapaz, não deu certo! O Matheus ficou agitado demais com as peças e regras do jogo e a Clara não gostou da imprevisibilidade do jogo. Aprendi que às vezes preciso separar as estratégias pra cada um deles.

Bom pessoal, acho que vou ficando por aqui. Espero que essas experiências possam ajudar alguém aí na lida diária com nossos futuros cidadãos! E se tiverem dicas ou quiserem trocar mais ideias sobre estratégias em sala de aula, bora continuar esse papo! Até mais!

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