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EF09GE05Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar fatos e situações para compreender a integração mundial (econômica, política e cultural), comparando as diferentes interpretações: globalização e mundialização.

Conexões e escalasIntegração mundial e suas interpretações: globalização e mundialização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF09GE05 lá da BNCC, parece um troço meio complicado à primeira vista, né? Mas na prática é mais tranquilo. Basicamente, o que a gente quer é que os alunos entendam como o mundo tá cada vez mais conectado. Quer dizer, os meninos precisam perceber como a economia, a política e a cultura de um lugar acabam influenciando e sendo influenciadas por outros lugares. Aí entra essa história de globalização e mundialização, que no fundo são formas diferentes da gente olhar pra essas conexões todas.

A gente precisa que eles consigam identificar e comparar essas coisas. Por exemplo, entender como uma decisão política nos Estados Unidos pode afetar a economia aqui no Brasil ou como a música pop coreana faz sucesso no mundo inteiro, até mesmo nas rádios aqui de Goiânia. E olha que legal, isso tudo se conecta com o que eles já viram nos anos anteriores sobre fronteiras, economias locais e culturas regionais. O negócio é fazer eles ligarem os pontos, sabe?

Então, como eu coloco isso em prática na sala de aula? Bom, tenho algumas atividades que gosto de fazer com a galera do 9º ano. Uma delas é uma pesquisa sobre produtos do dia a dia. Peço pra cada aluno escolher um produto que eles usam em casa – pode ser um tênis, um celular ou até mesmo um pacote de biscoito – e investigar de onde ele vem. A gente usa material bem simples: rótulos dos produtos, acesso à internet (pra quem tem em casa) e eu levo algumas revistas antigas pra recortarem. Eles fazem isso em grupos de quatro pessoas. Essa atividade leva umas duas aulas completas. É bem interessante ver a reação dos alunos quando descobrem que aquele celular que eles têm foi montado na China com peças que vieram da Coreia do Sul e dos EUA. Lembro bem da Ana Clara, que ficou chocada ao perceber que o chocolate favorito dela usava cacau importado da África.

Outra atividade bacana envolve debates. Divido a turma em dois grupos, um defendendo os aspectos positivos da globalização e outro expondo os negativos. Aí dou uns textos simples pra eles lerem antes do debate começar. Cada grupo tem uns 30 minutos pra se preparar e depois a gente tem o debate durante uns 50 minutos. A turma adora essa atividade porque todo mundo quer defender seu ponto de vista com unhas e dentes. Semana passada mesmo o Lucas e o João quase saíram na mão (brincadeira! Mas foi acalorado) discutindo sobre as empresas multinacionais. No fim, todo mundo sai do debate com a cabeça fervendo de ideias e isso é muito gratificante.

Por fim, gosto de propor uma atividade mais criativa: a construção de mapas mentais sobre integração mundial. Dou cartolinas e canetinhas pra eles, divido em duplas ou trios e peço pra cada grupo elaborar um mapa ilustrando as conexões entre diferentes países em termos de economia, política e cultura. Eles têm uma aula inteira pra fazer isso e apresentam na próxima aula. Dá pra ver o brilho nos olhos deles quando usam criatividade pra representar conceitos complexos. Teve uma vez que o Gustavo e a Mariana fizeram um mapa tão caprichado que até usaram recortes de jornais pra ilustrar as ligações políticas entre países.

No fim das contas, essas atividades não só ajudam eles a entenderem melhor a integração mundial como também fazem eles trabalharem em equipe, discutirem ideias e exercitarem a criatividade. E é incrível ver como essa galera consegue absorver temas tão complexos quando a gente apresenta de forma prática e envolvente.

É isso aí, pessoal! Espero que essas ideias possam ajudar quem tá procurando maneiras novas de abordar essa habilidade na sala de aula. Se alguém tiver outras sugestões ou quiser trocar ideia sobre o assunto, estou por aqui!

Aí, você deve imaginar que perceber se o aluno aprendeu ou não sem aplicar uma prova formal é um desafio. Mas olha, é só ficar esperto que a gente vê sinais claros. Tipo assim, quando tô andando pela sala enquanto eles fazem uma atividade em grupo, eu sempre dou aquela espiada básica nas conversas. É ali que a mágica acontece. Quando um aluno tá explicando uma ideia pro outro e faz isso de um jeito natural, com exemplos que nem foram dados antes, aí já sei: esse entendeu. É como se ele pegasse a ideia e fizesse ela ganhar vida em outras situações.

Tinha um dia desses em que a turma tava discutindo sobre como a globalização afeta as culturas locais. O Pedro tava explicando pra Ana como certos tipos de música de outros países influenciam as músicas que a gente ouve aqui no Brasil. Ele até deu o exemplo do reggaeton, que era uma influência forte no funk. E sabe, ele não tava só repetindo o que ouviu, tava fazendo as conexões do jeito dele. Isso é um sinal claro de aprendizado.

Outro exemplo foi a Mariana, quando a gente tava falando de economia global. Ela trouxe um exemplo de uma marca famosa de tênis que faz propaganda no mundo todo mas produz em países onde a mão-de-obra é mais barata. Ela começou a discutir as vantagens e desvantagens disso com o Ricardo, e eles chegaram a um nível de argumentação que eu nem esperava naquela turma. Esse tipo de coisa me mostra que eles pegaram a essência da coisa.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros comuns também aparecem. O Lucas, por exemplo, ele sempre confundia os conceitos de globalização e mundialização. Eu percebia quando ele embaralhava os termos nas discussões em grupo. Acho que isso acontece porque esses conceitos são bem abstratos e parecidos na ideia geral. O jeito de corrigir isso é na hora mesmo: eu escuto ele falando algo errado e pergunto "onde você viu isso acontecendo?", aí ele se toca que tá misturando as bolas e tenta consertar por conta própria.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Ah, esses dois me ensinam demais sobre como adaptar minha prática docente! O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que mudem rápido pra não perder o foco. Eu percebi que se uma atividade se prolonga demais ele começa a viajar. Então, pra ele, eu sempre tenho umas atividades curtas e dinâmicas na manga, tipo jogos de perguntas e respostas ou desafios em grupos pequenos. Isso ajuda muito porque mantém ele engajado.

Com a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela precisa de uma rotina mais previsível. Eu já deixo bem claro o cronograma do dia pra ela e uso muitos recursos visuais. A Clara tem um jeito muito único de aprender; ela costuma entender melhor quando vê gráficos ou mapas do que quando lê textos longos. E às vezes eu uso cartões com imagens pra ajudar ela a fazer associações.

E olha, já tentei algumas coisas que não deram certo também. Com o Matheus já coloquei ele pra fazer um seminário sozinho achando que ia ser legal, mas isso deixou ele muito ansioso. Aprendi que trabalhos em dupla ou trio funcionam melhor pra ele. Com a Clara tentei usar somente textos descritivos achando que ia ajudar na leitura dela, mas não foi o caso – as imagens realmente fazem diferença.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter trazido umas ideias legais pra vocês sobre como perceber o aprendizado dos alunos no dia a dia e lidar com as diferenças de cada um em sala de aula. Se alguém tiver outra dica ou experiência pra compartilhar, tô aqui curioso pra saber! Valeu demais pela companhia nessa troca! Abraço!

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