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EF07GE10Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Elaborar e interpretar gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas, com base em dados socioeconômicos das regiões brasileiras.

Formas de representação e pensamento espacialMapas temáticos do Brasil
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF07GE10 ali da BNCC, o papo é bem interessante. Na prática, é ensinar os meninos e meninas do 7º ano a fazer e entender gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas. E isso tudo com dados sobre as regiões do nosso Brasilzão. Se a gente pensa bem, é tipo dar uma lupa pras crianças enxergarem direitinho como as coisas são aqui no nosso país. Eles precisam pegar uma informação numérica, que às vezes vem em tabelas ou textos, e transformar isso em imagens, em gráficos que vão contar uma história de um jeito mais visual e fácil de entender.

Na série anterior, no 6º ano, a galera já começou a brincar com mapas e entender um pouco como as informações se conectam aos lugares. Aí no 7º, a coisa avança pra representar essas informações em gráficos. Um exemplo concreto: se os meninos e meninas pegam dados sobre o PIB das regiões brasileiras, eles precisam conseguir montar um gráfico de barras mostrando como cada região contribui pro total do país. Ou se têm dados sobre a produção agrícola das regiões, eles precisam montar um gráfico de setores pra ver onde tá a maior fatia da produção. E tem também o histograma, que pode ser usado pra mostrar distribuição da renda das famílias numa cidade, por exemplo.

Agora vou contar como isso rola na minha sala. Primeiro, gosto de começar com uma atividade básica pra introduzir o assunto. Eu uso material bem simples: só papel milimetrado, lápis de cor e algumas folhas com dados impressos que eu pego da internet mesmo, tipo do IBGE ou algum site confiável. A organização da turma é em duplas ou trios porque acho que trabalhar junto ajuda um aluno a aprender com o outro. Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos. Os alunos sempre ficam animados porque eles gostam de coisa prática e visual. Da última vez que fiz essa atividade, a Maria Clara e o João Pedro estavam numa dupla e deram um show! Fizeram um gráfico de barras super caprichado sobre a distribuição populacional das regiões brasileiras.

A segunda atividade é mais desafiadora, mas eles curtem também. Eu organizo uma feira de gráficos. Cada grupo fica responsável por um tipo de gráfico (barras, setores ou histograma) e cada um tem que explicar pros colegas os dados que tão representando ali. Eu dou uma lista de temas escolhidos por eles mesmos antes: pode ser desde taxa de analfabetismo nas regiões até índices de desemprego. Pra essa atividade, além dos materiais básicos de desenho, eu às vezes deixo usar algum app simples no computador da escola pra quem quer tentar fazer digitalmente. Essa feira dura uma aula inteira e eles ficam bem empolgados apresentando pros amigos e até corrigindo uns aos outros se percebem algum erro. Na última feira, o Lucas foi super elogioso com a colega Ana Beatriz porque ela conseguiu mostrar direitinho num gráfico de setores como a divisão das indústrias impacta cada região.

Por fim, eu gosto de fechar essa sequência toda com uma atividade ao ar livre chamada "Gráfico humano". Isso mesmo! Os meninos são os próprios gráficos. Escolho um tema qualquer dentre os estudados e distribuo cartazes coloridos pra cada aluno que representam os 'números' daquele dado tema. Eles têm que se organizar no pátio da escola formando um gráfico físico mesmo: em linha reta pra barras ou em círculo pros setores. Essa atividade é rápida, uns 30 minutos bastam pra criar e discutir os resultados. Além disso, é muito divertido! Da última vez fizemos sobre os biomas brasileiros e o Pedro quase teve um ataque ao perceber que era parte do setor menor do gráfico humano - ele estava representando o Pantanal!

No geral, trabalhar essa habilidade é super rico porque ajuda a turma a não só entender melhor os dados socioeconômicos do Brasil como também instiga o olhar crítico deles sobre as informações que veem no dia a dia. E claro, tudo isso faz parte daquele nosso papel maroto de formar cidadãos mais conscientes! Então é isso aí, galera. Espero que essas ideias possam ajudar vocês também na sala de aula! Valeu!

Na sala de aula, a gente vai percebendo quem tá entendendo mesmo o conteúdo, sem precisar daquela prova formal. Eu gosto de circular pela sala enquanto os meninos tão trabalhando nos projetos ou nas atividades em grupo. Aí eu vou passando de mesa em mesa, olho como eles tão construindo os gráficos, como eles interpretam os dados, e principalmente, como eles explicam isso uns pros outros. É uma coisa incrível quando você vê um aluno que tava meio perdido de repente falando pro colega: "Olha, se a gente coloca esses dados aqui nesse gráfico de barras, a gente consegue ver como a população cresceu nessa região!"

Teve uma vez que eu tava passando perto da mesa do Lucas e do João. O Lucas tava explicando pro João que num gráfico de setores dava pra ver claramente a distribuição das riquezas entre as regiões do Brasil. Ele usou um exemplo da própria cidade, que ele tinha visto no jornal, e trouxe aquilo pro gráfico. Naquele momento eu pensei: "Ah, o Lucas entendeu direitinho!" Às vezes é numa conversa dessas que você vê a coisa acontecendo. É sempre nessas horas que a gente percebe que o ensino tá indo no caminho certo.

Agora, falando dos erros comuns que a galera comete nesse conteúdo, às vezes eles confundem as coisas mais básicas. Por exemplo, a Ana uma vez colocou os dados de um gráfico de barras como se fossem de gráficos de setores. Aí o resultado ficava todo confuso. Isso acontece muito porque eles têm dificuldade em entender qual tipo de gráfico usar para cada situação. Nossa missão é mostrar pra eles como cada tipo de gráfico tem sua função específica. Quando vejo isso acontecendo ali na hora, paro e pergunto o que ela tá tentando mostrar com aquele gráfico. Aí vou ajudando ela a ver em qual formato aquilo faria mais sentido.

Outra coisa é a escala dos gráficos. O Pedro, por exemplo, sempre quer fazer os gráficos muito detalhados e acaba complicando mais do que deveria. Ele coloca muitas informações e esquece que o objetivo é simplificar a visualização dos dados. Nesses momentos eu chamo ele e mostro como um gráfico mais simples pode ser mais eficiente pra entender o que ele quer mostrar.

Com o Matheus, que tem TDAH, é tudo sobre criar um ambiente onde ele possa focar sem tantas distrações. Eu tento deixar ele sempre nas primeiras fileiras e dou atividades mais curtas e objetivas pra ele não perder o interesse logo no começo. Além disso, dou intervalos entre as atividades pra ele se movimentar um pouco pela sala. Isso ajuda ele a liberar energia e voltar mais concentrado pras tarefas.

Já com a Clara, que tem TEA, manter uma rotina bem estruturada é essencial. Eu uso muitos recursos visuais com ela porque ela responde bem a isso. Então faço uso de gráficos coloridos e também aplicativos no tablet que ajudam ela a visualizar melhor as informações. Uma coisa que deu super certo foi usar um aplicativo onde ela podia interagir diretamente com os gráficos, arrastando e ajustando os dados virtualmente.

O que não funcionou muito foram aquelas atividades muito abertas ou abstratas demais com eles dois. Tanto o Matheus quanto a Clara se perdem quando não têm uma orientação clara do que fazer. Aí eu aprendi a ser bem específico no que espero deles em cada atividade.

Bom, acho que era isso que tinha pra compartilhar hoje sobre como rola essa dinâmica toda em sala de aula com EF07GE10. Espero ter ajudado quem tá aqui no fórum procurando umas ideias ou só querendo saber como os colegas tão lidando com esses desafios do dia a dia na educação pública. E vocês? Como têm observado os alunos de vocês nesse conteúdo? Vamos trocar mais figurinhas aí! Abraço!

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