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EF07GE01Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Avaliar, por meio de exemplos extraídos dos meios de comunicação, ideias e estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil.

O sujeito e seu lugar no mundoIdeias e concepções sobre a formação territorial do Brasil
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu vejo essa habilidade da BNCC, eu penso que a gente precisa ajudar os meninos a enxergarem além do que eles veem na TV ou na internet sobre o nosso país. Tipo assim, é fazer eles entenderem que as coisas que a gente vê nos meios de comunicação nem sempre mostram a realidade toda. A molecada precisa conseguir perceber que as imagens e ideias sobre as paisagens e a formação do Brasil que aparecem na mídia muitas vezes carregam estereótipos ou são um recorte bem específico. Eles têm que aprender a questionar: "Será que é só isso mesmo? O que mais tem por trás disso?"

E é importante lembrar que lá no 6º ano, a turma já deu uma olhada em coisas como tipos de paisagens e cenas do cotidiano de diferentes regiões. Então, agora no 7º ano, a gente aprofunda essa visão, explorando como essas paisagens e os territórios foram se formando ao longo do tempo e como isso é retratado nos meios de comunicação. Tipo assim, se no ano passado eles aprenderam o que é caatinga ou pantanal, agora a ideia é discutir como essas paisagens aparecem nas novelas, nos filmes, nas notícias e tal.

Bom, vou contar então algumas atividades que faço com a galera pra trabalhar essa habilidade. Uma das atividades que eu gosto muito de fazer é trazer uma série de recortes de jornais e revistas com reportagens sobre diferentes regiões do Brasil. Eu pego algumas edições antigas das revistas que tenho na escola - nada muito moderno porque a ideia é justamente ver o que era falado antes - e distribuo entre a turma. Aí divido eles em grupos de quatro ou cinco alunos e peço pra cada grupo analisar uma reportagem. Leva mais ou menos umas duas aulas pra gente dar conta disso tudo porque depois eles têm que apresentar pros colegas o que encontraram. Na última vez que fiz isso, o grupo da Mariana ficou todo empolgado porque encontrou uma reportagem bem antiga sobre o Acre cheia de clichês tipo "fim do mundo" e tal. Eles riram muito e depois fizeram um trabalho bem legal questionando tudo aquilo.

Outra dinâmica que faço é usar trechos de filmes ou novelas. Escolho cenas específicas que mostram alguma região do Brasil de uma maneira um tanto estereotipada. Passo os trechos na sala e depois a gente conversa sobre como aquelas cenas representam as paisagens e as culturas locais. A galera curte bastante porque ver vídeo na aula sempre anima eles. Essa atividade não leva muito tempo, acho que uns 30 minutos por trecho mais a discussão. Da última vez, passei uma cena de uma novela antiga que mostrava o sertão nordestino sempre seco e triste. O João comentou logo "Mas professor, minha avó sempre fala que no inverno lá tudo fica verde!" Aí foi uma oportunidade incrível pra discutir como a realidade tem mais nuances do que a ficção mostra.

A terceira atividade envolve internet e redes sociais. Peço pros alunos procurarem publicações recentes sobre diferentes estados do Brasil nas redes sociais – pode ser TikTok, Instagram, Twitter – e analisarem as fotos e descrições. Depois eles trazem pro debate aquilo que encontraram: se as imagens focam só nos pontos turísticos mais famosos, se esquecem das comunidades locais, se mostram só um lado da história... Cada aluno faz isso individualmente e depois a gente junta numa roda pra discutir em grupo. Na última vez, o Lucas achou várias fotos do Rio de Janeiro só mostrando praia e festa e ficou surpreso quando outros colegas trouxeram posts mostrando problemas sociais da cidade. Foi legal ver ele refletindo sobre como uma cidade pode ter várias facetas.

Olha, nem sempre é fácil fazer os meninos entenderem essas questões mais complexas sobre estereótipos e representações. Mas com essas atividades práticas eu vejo eles começando a olhar com outros olhos pro mundo ao redor deles, sabe? E quando eles vêm com comentários críticos ou ficam surpresos por aprender algo novo, aí eu sinto que tô no caminho certo com o meu trabalho.

Enfim, é isso pessoal. Espero ter ajudado um pouquinho quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade da BNCC na prática! Até mais!

E é importante perceber quando esse aprendizado acontece, sabe? Tipo, sem precisar daquelas provas formais que acabam deixando os meninos nervosos e ansiosos. Eu vou muito pela observação no dia a dia. Quando tô circulando pela sala, às vezes paro só pra ouvir as conversas entre eles, e é aí que pego as dicas de que eles tão começando a pegar o jeito da coisa. Tem aquele momento que um aluno vira pro outro e começa a explicar o conceito de território, por exemplo, sem perceber que tá usando exatamente os termos que discutimos na aula. E você pensa: “Ah, esse aí entendeu!”

Teve uma vez a Luana, que tava explicando pro Pedro sobre como as paisagens do sertão mostram muito mais do que só seca e pobreza, algo que trabalhamos em sala. Ela lembrou da nossa discussão sobre como o povo que vive ali, com sua cultura e história, é parte essencial daquela paisagem. Fiquei só escutando de longe e pensando: “É isso! Ela pegou o espírito da coisa.” Aí eu passo por perto, dou uma piscada pra ela indicando que ela tá no caminho certo.

Claro que tem erros comuns também. O Lucas, por exemplo, sempre confundia território com região. Então ele vinha com umas ideias do tipo "O território do Nordeste é muito quente", confundindo o conceito de território com características climáticas da região. Aí preciso parar e mostrar na hora como o território é mais sobre a relação das pessoas com o espaço, sobre as divisões políticas e culturais. A confusão vem porque eles crescem ouvindo essas palavras soltas na mídia sem muita explicação. Quando pego isso no ar, chamo o aluno pra um canto, faço uma analogia simples, tipo comparar com o quarto deles: o quarto é o território deles em casa e pode ser bagunçado ou organizado dependendo de como eles interagem com ele.

Agora, quando falo do Matheus que tem TDAH, a história é outra. Ele é super ligado no 220V e precisa sempre de algo mais dinâmico. Com ele eu faço atividades mais práticas, tipo mapas interativos no tablet ou jogos de tabuleiro que envolvem geografia. Mas olha, tem que ser direto ao ponto porque se demorar muito ele já dispersou total! E assim funciona bem: dou um tempo menor pra essas atividades mas divido em blocos curtos ao longo da aula. Coisas mais visuais funcionam muito bem pra ele também.

Já a Clara que tem TEA, ela precisa de um pouco mais de estrutura e previsibilidade nas atividades. Sabe aquele lance de rotina? Pra ela é essencial. Então eu aviso antecipadamente como vai ser a aula, quais são os passos a seguir e qual material vai usar. Cartões visuais ajudam bastante pra ela seguir cada etapa da atividade no tempo dela. Uma coisa legal foi quando usamos imagens de satélite e ela se empolgou super em identificar formas geométricas nas cidades vistas de cima. Só não funciona muito bem se eu mudo o esquema da aula em cima da hora sem avisá-la antes — aí rola uma frustração.

E assim vou adaptando pra cada um conforme posso. Não é fácil sempre mas essas pequenas vitórias são muito gratificantes. No fim do dia, ver os meninos conseguindo enxergar além do óbvio e questionar as informações prontas é o que realmente importa.

Bom, acho que é mais ou menos por aí. Espero ter conseguido passar um pouco dessas experiências que vivo na sala de aula e como tento lidar com os desafios diários com cada aluno. Se alguém tiver dicas ou outras experiências pra compartilhar também, tô na escuta! Até mais!

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