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EF07GE03Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Selecionar argumentos que reconheçam as territorialidades dos povos indígenas originários, das comunidades remanescentes de quilombos, de povos das florestas e do cerrado, de ribeirinhos e caiçaras, entre outros grupos sociais do campo e da cidade, como direitos legais dessas comunidades.

Conexões e escalasFormação territorial do Brasil
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07GE03 da BNCC é uma daquelas que a gente tem que trazer pra realidade dos meninos, porque fala de reconhecer e respeitar as territorialidades de diferentes grupos sociais, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros. Aí você pensa: mas como é que eu explico isso pra galera do 7º ano? Bom, é basicamente mostrar pra eles que esses grupos têm direito ao seu território, à sua cultura, e que isso tá reconhecido na lei. Então, o aluno precisa entender que esses direitos não são favores ou concessões, mas conquistas de uma luta histórica. É importante eles saberem identificar quando esses direitos estão sendo respeitados ou violados.

Quando os meninos chegam no 7º ano, eles já têm uma noção básica sobre o que são tribos indígenas e quilombos porque a gente pincela isso em anos anteriores. Mas agora no 7º ano a ideia é aprofundar essa discussão. Eles já sabem quem são esses grupos, então a gente vai dar um passo além e conversar sobre a importância das terras para essas comunidades, os conflitos territoriais e como tudo isso tá relacionado com a formação territorial do Brasil.

E vamos pras atividades então! A primeira coisa que eu gosto de fazer é promover uma roda de conversa. Eu levo pra sala algumas reportagens e notícias recentes sobre conflitos de terra envolvendo essas comunidades. Pode ser coisa simples que eu imprimo da internet ou pego em revistas antigas. Aí eu divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos pra discutirem entre eles o que leram e depois a gente debate todo mundo junto. Isso leva umas duas aulas de 50 minutos. Da última vez que fizemos isso, a Luísa ficou super interessada na questão dos territórios indígenas na Amazônia e puxou um debate bem legal. Ela perguntou por que ainda hoje tem tanto problema com isso se já existe lei a favor deles. A turma toda foi participando, opinando, foi ótimo!

Outra atividade que funcionou bem foi uma dramatização. Aqui eu peço pra galera se dividir em grupos e cada grupo fica responsável por representar um desses grupos sociais: indígenas, quilombolas, ribeirinhos... A ideia é que eles encenem uma situação envolvendo o conflito territorial ou a defesa dos seus direitos. Eu dou uma semana pra eles prepararem esse teatrinho, mas reservo umas três aulas pra eles ensaiarem na escola também. No dia da apresentação é sempre uma bagunça boa! O Pedro e a Júlia arrasaram como líderes de um grupo quilombola defendendo sua terra contra um fazendeiro invasor (interpretado pelo Matheus). Eles até fizeram umas placas de papelão simulando protesto. Deu orgulho ver como eles incorporaram o espírito da coisa!

Por último, eu faço um trabalho em dupla sobre um grupo específico ao longo do bimestre, onde eles pesquisam mais a fundo sobre as tradições culturais e os desafios enfrentados por esse grupo na atualidade. A única exigência é que apresentem um painel visual com as informações chave num cartaz ou numa apresentação digital se tiverem acesso em casa. Isso dura várias semanas porque eles vão fazendo aos poucos e me mostrando o progresso durante algumas aulas de pesquisa na biblioteca da escola ou na sala mesmo quando temos acesso ao computador. Lembro do Felipe e do Gabriel quase brigando (no bom sentido) porque não concordavam sobre qual era o dado mais importante pra por no cartaz deles sobre os caiçaras! Foi engraçado ver os dois apaixonados pela pesquisa.

Acho que o mais gratificante dessas atividades todas é ver como os meninos começam a perceber que as histórias desses grupos são parte da história do Brasil também e não apenas "coisas do passado". Eles saem dessas aulas com outra visão de mundo, entendendo melhor porque essas lutas continuam até hoje e, principalmente, como podem contribuir respeitando essas histórias.

Então é isso pessoal! Se vocês tiverem mais dicas de atividades ou comentários sobre como vocês trabalham essa habilidade nas salas de vocês, adoraria ouvir! Um abraço!

E, sabe, a melhor parte é ver quando os meninos começam a sacar o que você tá tentando passar. Tipo, durante as atividades em sala, eu sempre ando por ali, circulando mesmo, escutando o que eles estão dizendo uns pros outros. Às vezes, eu paro perto de uma rodinha e fico só ouvindo a conversa. Já teve vez que eu ouvi a Luana explicando pro Felipe que as terras indígenas são garantidas pela Constituição. Ela tava animada, falando como se tivesse descoberto um segredo e passando adiante. Aí você pensa: "Aê, essa entendeu mesmo!"

Outra coisa que sempre observo é quando um aluno faz uma pergunta mais aprofundada ou conecta o assunto com outra disciplina. Tipo o Joãozinho, que chegou pra mim outro dia e perguntou se os quilombolas também tinham direito a demarcação de terra como os indígenas. Quando ele faz esse tipo de conexão, sei que tá começando a entender o conceito.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns que vejo a galera cometer são bem repetitivos. Por exemplo, muita gente ainda acha que as terras indígenas são um presente do governo e não um direito constitucional. Lembro do dia em que o Pedro disse "professor, por que o governo dá terra pros índios e não pra gente?" Aí eu percebi que tinha que voltar ao ponto de explicar a história de luta desses povos, pra ele entender que não é "dar", mas "reconhecer".

Outra confusão comum é misturar territórios indígenas com áreas de conservação ambiental. A Larissa uma vez falou: "Ah, então os índios moram naquelas florestas protegidas, né?" Aí tive que parar e explicar a diferença entre uma área protegida e uma terra indígena demarcada. Esses erros acontecem porque os conceitos são próximos e muitas vezes tratados juntos nos livros.

Quando percebo esses erros logo de cara nas atividades ou nas perguntas deles, eu puxo uma conversa com a turma toda. Às vezes usamos vídeos ou imagens pra reforçar a diferença entre cada conceito. E sim, leva tempo. Não é numa aula só que todo mundo entende.

Agora, falando sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH, então manter ele focado pode ser um desafio. Tenho percebido que atividades mais práticas e visuais ajudam bastante. Por exemplo, quando usei mapas grandes e coloridos pra mostrar onde ficam os territórios indígenas no Brasil, ele ficou mais envolvido. E dividir as tarefas em etapas menores ajuda ele a não se perder no meio do caminho.

A Clara é autista e super inteligente, mas precisa de um pouco mais de organização no ambiente pra se sentir confortável. Sempre deixo claro o cronograma das aulas no quadro no começo da semana pra ela saber o que esperar. Também evito mudanças bruscas de plano porque isso pode desestabilizá-la.

Uma coisa que funcionou muito bem foi quando eu permiti que ela escolhesse com quem queria fazer dupla nas atividades em sala. Isso deu mais segurança pra ela participar ativamente. Mas tento sempre incluir atividades mais silenciosas ou individuais também; às vezes o barulho da sala pode ser demais pra ela.

Claro que nem tudo sempre sai como planejado. Já tentei usar música como parte de uma atividade e foi um caos total pro Matheus — ele ficou ainda mais disperso e não conseguiu se concentrar em nada! Então aprendi a adaptar cada atividade pensando nesses detalhes.

E é isso aí! Ensinar essa habilidade é um desafio diário, mas também muito gratificante quando você vê os meninos pegando o espírito da coisa. E no final das contas, cada erro é uma oportunidade de aprender junto com eles. Valeu por lerem até aqui! Qualquer dica ou sugestão tô aberto pra ouvir também, porque assim como eles, eu tô sempre aprendendo! Até a próxima!

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