Voltar para Geografia Ano
EF01GE08Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras.

Formas de representação e pensamento espacialPontos de referência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF01GE08 da BNCC é um negócio que, na prática, a gente usa pra ajudar os meninos a desenvolverem o pensamento espacial de forma bem concreta. Basicamente, é fazer os pequenos começarem a entender como representar o mundo ao redor deles através de desenhos e mapas mentais. Não é pra ficar só na teoria, não. É mais sobre como eles conseguem pegar uma história que ouviram ou uma brincadeira que fizeram e desenhar aquilo de modo que faça sentido. Tipo assim, se eles ouviram uma historinha que se passa numa floresta, eles têm que ser capazes de desenhar essa floresta com alguns detalhes: onde fica o rio, onde tá o caminho, onde moram os animais, esse tipo de coisa.

Um exemplo concreto do que o aluno precisa conseguir fazer é ouvir uma história e depois conseguir contar de volta essa história em formato de desenho ou mapa. Eles não precisam desenhar tudo perfeito, mas precisa fazer sentido. E tipo, a turma já tem uma base porque no ano anterior eles trabalham muito com desenhos livres e começam a perceber noções básicas de espaço e lugar. Eles já sabem desenhar a casa deles, a escola ou o caminho até o parque. No 1º Ano, a gente só vai expandindo isso pras histórias e pros itinerários mais elaborados.

A primeira atividade que eu faço é bem simples: chamo de "Mapa da Histórinha". Depois de contar uma história pra eles – pode ser um conto de fadas ou uma historinha inventada – eu peço pra galera desenhar o mapa dessa história. Uso papel A3 e lápis de cor pra isso. A turma fica dividida em grupos pequenos, quatro alunos por grupo, porque assim eles conseguem trocar ideia sobre o que cada um entendeu da história. Essa atividade leva uns 40 minutos, do início ao fim. E é sempre legal ver como cada grupo interpreta a mesma história de maneira diferente. Na última vez que fizemos isso, a história era sobre um castelinho e um dragão que vivia na montanha. O grupo do João decidiu colocar o castelo no topo da montanha – vai entender – enquanto o grupo da Ana fez um rio separando os dois. Na hora de apresentar os mapas uns pros outros, eles mesmos percebem essas diferenças e discutem entre eles.

A segunda atividade se chama "Caminho da Sala". A ideia aqui é fazer eles criarem um mapa do trajeto que fazem dentro da escola: tipo assim, da sala de aula até o parquinho ou até a cantina. Antes de começar, eu levo a turma pra caminhar pela escola, mostrando pontos de referência importantes como a biblioteca, o banheiro e as árvores do pátio. Depois, de volta à sala de aula, eles têm que desenhar esse caminho no papel A4 usando lápis de cor e canetinha. Eu deixo eles trabalharem individualmente nesse exercício pra ver como cada um percebeu o trajeto. Isso leva uns 30 minutos e é sempre curioso ver as diferentes percepções dos meninos. Na última vez que fizemos isso, o Lucas colocou uma gigante árvore no meio do caminho no desenho dele – quando perguntei por quê, ele disse que aquela árvore era "a maior que já viu". Legal ver como cada um tem sua própria referência marcante.

A terceira atividade é "Brincadeira no Mapa". Esse é mais um desafio pra criatividade deles – depois de uma brincadeira no pátio (o pega-pega é sempre sucesso), eles voltam pra sala e têm que desenhar onde cada parte da brincadeira aconteceu num mapa do pátio. Eu preparo um papel grande com o rascunho básico do pátio – tipo um esboço da área – e depois entrego pras duplas preencherem com os detalhes do jogo delas: onde foi o pique, onde tava 'preso', onde foi mais divertido correr. As duplas trabalham juntas por cerca de 30 minutos e é interessante observar como cada dupla coloca os elementos diferentes no mapa. A última vez que fizemos isso foi hilário porque o Filipe colocou ele mesmo correndo em todo lugar do mapa – ele disse que estava em toda parte durante a brincadeira!

E olha só, essas atividades são muito mais do que só desenhar: elas ajudam os alunos a pensar em espaço, localização e até em cooperação quando trabalham em grupo ou dupla. E tem mais: com essas atividades dá pra perceber como os meninos desenvolvem comunicação e resolução de problemas também, porque não é só desenhar por desenhar; eles precisam pensar sobre o espaço e as relações entre os lugares.

Enfim, sempre termino esses exercícios sentindo que eles estão aprendendo a ver o mundo de uma maneira nova – não apenas olhar por olhar, mas olhar tentando entender como tudo se conecta. Ensino geografia desde cedo porque acredito que esse tipo de habilidade vai ser útil pra vida toda deles.

Até mais galera! Espero que essa troca ajude quem tá começando ou procurando novas ideias!

E aí, continuando o papo sobre a habilidade EF01GE08, uma das coisas que eu sempre faço pra perceber se os meninos estão realmente aprendendo é ficar atento enquanto eles estão ali nas atividades em grupo ou em duplas. Quando eu circulo pela sala, vou ouvindo as conversas e pego os momentos em que um aluno está explicando algo pra outro. É muito legal ver quando, por exemplo, a Ana Clara tá ali explicando pro Joãozinho que "a árvore não fica voando no meio do mapa" porque isso não faz sentido pra história que eles estão desenhando. É nessas horas que você percebe que eles começaram a entender a lógica de representar um espaço de forma coerente.

Outra coisa é quando eles me chamam pra mostrar um desenho ou um mapa mental que fizeram. Tipo o dia que o Pedro me mostrou um desenho de uma cidadezinha que ele inventou. Ele colocou até uma legenda com cores diferentes pra cada coisa: casas, ruas, praças... E aí ele começou a explicar que na história dele tinha uma rua principal que ligava a escola até o parque e que era ali que tudo acontecia. Quando ele faz isso, dá pra ver que ele pegou exatamente o conceito de espaço e localização.

Mas claro, nem tudo são flores, né? Tem aqueles erros comuns que os pequenos cometem nesse tipo de atividade. Um erro clássico é quando a galera tende a espalhar as coisas no papel sem muito critério. A Sofia, por exemplo, fez um desenho onde tinha um rio passando bem no meio de uma cidade cheia de prédios flutuantes (risos). E aí eu pergunto: "Sofia, como é que essas pessoas vão chegar do outro lado do rio?" E ela dá aquele sorrisinho sem graça. Esse tipo de erro acontece bastante porque eles querem fazer tudo muito rápido, então eu sempre dou uma dica: "Pensa primeiro em como você vai organizar tudo antes de começar a desenhar."

E quando eu pego o erro na hora, costumo sentar com eles e discutir como poderiam resolver aquilo. Às vezes vou desenhando junto ou pergunto pra turma se alguém tem uma ideia melhor de como representar aquela parte da história.

Agora, falando do Matheus e da Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, o desafio é ajustar as atividades pra eles sem perder o fio da meada. Com o Matheus, eu percebi que se ele tiver algo físico pra manipular junto com o desenho, ajuda bastante. Então, trouxe bloquinhos de montar e peças magnéticas. Quando ele começa a se dispersar, sugiro: "Matheus, e se a gente construísse essa parte da história com os bloquinhos antes de desenhar?" Isso ajuda ele a focar e também a entender melhor o espaço.

Já com a Clara, que tem TEA, precisei ser mais específico nas instruções. Eu uso cartões com imagens simples para ajudar na comunicação das ideias dela. Uma vez tivemos uma atividade sobre criar mapas de lugares mágicos e eu pedi pra ela desenhar uma floresta encantada. No começo ela só desenhava árvores iguais pelas bordas do papel e nada no meio. Aí eu usei os cartões: mostrei uma imagem de uma ponte e uma de uma caverna e perguntei onde aquilo podia ficar na floresta dela. Isso deu um norte pra Clara começar a preencher o resto do mapa.

O tempo também é importante. Eu geralmente faço pausas estratégicas pras atividades não ficarem longas demais. Pro Matheus e a Clara, dou mais tempo individualmente ou deixo eles terminarem em casa se for preciso.

Bom, gente, é isso aí! Trabalhar essa habilidade com os pequenos é desafiador mas super gratificante quando você vê eles começando a criar seus próprios mundos no papel e entendendo como tudo se conecta. Espero que essas dicas ajudem quem tá aí na mesma luta! Se alguém tiver outras histórias ou dicas também manda aí! Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF01GE08 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.